- Tá me obrigando a morar com a tia? E o Trevor?.
- É só um tempo meu bem - Meu pai em seu escritório encara a tela do computador preucupando ignorando minha existência como sempre.
Se passou semanas desse vai e vem e as coisas já estavam insuportáveis, se não com o homem a minha frente que sumiu completamente da minha vida, com a minha culpa sobre Dylan que se mostrou o cara mais dedicado ao namoro que conheço.
E isso envolveu ele vir na minha casa jantar com meu pai é bom transar, o quê foi ótimo na real não mais do que Olliver o quê me deixava ainda mais louca, mas mesmo assim era algo e ele estava lá pôr mim enquanto a Liz bem acho que ela estava com outros problemas que não me envolvia mais, eu estava perdendo a esperança de uma reconciliação pôr uma briga que nem chegou a existir, mesmo depois da conversa no carro.
Dylan dizia que não poderíamos desperdiçar uma amizade desta de anos e dizia que falava para ela também, eu concordava mas não sei se ela concordava com isso.
- Não me venha com meu bem - Aumento o tom de voz o quê faz ele unir as sobrancelhas e levantar os olhos com um olhar surpreso como se eu o tivesse insultado.
- Madson...
- Você rouba três milhões de dólares tres milhões pôr ano - Respito- De um hospital infantil.
- Madson eu disse para nunca mais tocar nesse assunto.
- Não pai, você é o vilão, você viaja pôr meses e esquece que tem uma filha e volta depois de um tempo enfrentando um processo que obviamente você é um culpado, e ainda quer que eu more com minha tia? Não nos falamos a um ano pôr sua sua causa.
- Para o seu quarto agora me ouviu? Eu não quero ouvir mas nenhuma palavra vindo de você.
- Não sabe mais brigar pai? Perdeu esse habilidade? Ou só não quer admitir que não tem caráter nenhum?.
Eu tomei coragem demorou anos até tomar coragem mas eu tomei, e nenhum de nós dois acreditávamos nisso,eu estava pegando fogo naquele instante ele me parecia calmo parecia mesmo, mas a calma dele era só uma fachada e ninguém de fato conhecia meu pai nem eu.
- Acha que para mim foi fácil? Te criar sozinho?.
- Eu a perdi também - Susurro - Eu não lembro mas eu a perdi e você não fez seu papel seu mínimo papel que era me criar você simplesmente pulou, e agora me vem com meu bem vai ter que se mudar? Eu não sou seu bem eu sou só a falha da merda de uma camisinha é de dois adolescentes riquinhos é um deles está morto e o outro rouba hospitais.
- Não me obrigue a repetir... - Ele Susurra.
- Não vou - Me afasto e subo as escadas correndo.
Bato a porta do quarto irritada, eu não me sentia assim a anos parte de mim estava tão aliviada, parecia que um peso havia sido retirado de mim, mas no lugar deixou a merda de uma ferida.
Tenho vontade de chorar mas as lágrimas não caiem tenho vontade de gritar até perder a voz mas novamente não consigo, tenho vontade de pedir ajuda mas não quero, então eu simplesmente faço o que faço de melhor eu me tranco no banheiro, encaro minha imagem no espelho e os comprimidos a minha frente.
Era exatamente que eu precisava e tudo que havia ingerido naquele dia desceria pela descarga como minha emoções naquele momento, porém eu não queria apenas uma eu queria mais, eu queria dar descarga em tudo isso.
(...)
- Madson - Escuto a voz da Liz do outro lado da porta do banheiro, eu estava ali deitada no chão gelado do banheiro, eu escutava tudo ao meu redor mas eu não conseguia me levantar eu não conseguia respirar- Olha, você tá certa podemos fazer isso dar certo, eu sou uma idiota eu deixei nossa amizade de lado mas eu posso concerta isso nos duas podemos, me desculpa tá? Vamos tentar a gente vai conseguir.
Meu silêncio a irrita e ela bate na porta com a palma da mão aberta e repiti meu nome algumas vezes eu tento me esforçar para pedir ajuda, mas parece impossível e eu não queria ajuda então parecia impossível novamente.
- Mads? - Seu tom se altera ela me conhece - Você tá legal? Se você tiver pode me responder? Qualquer coisa um suspiro só me dá um sinal, por favor? - Mais batidas - Madson, eu tô preocupada aqui.
A voz se afasta e eu tenho certeza de que ela desistiu seria mais fácil para não duas eu sei que sim, então eu tento desligar minha mente o quê dura poucos segundos já que a porta se abre.
- Porra Mads - Ela se aproxima de mim posso sentir seu cheiro, chuta o frasco vazio enquanto me carrega pelos braços até o box do banheiro, o chuveiro nos atinge a água gelada me incomoda enquanto algo invade minha garganta induzindo meu estômago a vomitar novamente se é que é possível já que não tinha mais nada para fazer. - Por favor, por favor.
Ela repeti inúmeras vezes enquanto a água ainda nos atinge, não consigo expelir nada, não há nada ali e ela não sabe o quê tomei.
Me sinto cada vez mais quente mesmo estando na água fria, me sinto fraca se eu tenta -se um pouco tinha certeza que pararia de ouvir os gritos dela.
- Por favor você precisa me ajudar - Sua voz estava em desespero - Meu nome é Elizabeth Colle, minha amiga tomou alguns comprimidos e está inconsciente... estamos na rua Ariston número 297... ok, precisa me ajudar eu preciso falar com minha irmã... Sue? Sue me ajuda.
- Se acalma Liz, me fala o quê aconteceu ok? Ambulância há está a caminho. - A voz de Sue sai pelo alto falante.
- Ela tomou remédios para induzir ao vômito, muito deles.
- É o quê fez?.
- Eu não sei eu tentei a fazer vomitar mas isso não faz porra de sentido nenhum.
- Tudo bem Liz a ambulância chega aí em cinco minutos.
- É se ela morrer Sue? E se a Madson morrer?.
- Ela não vai...
- Eu estou brigada com ela por quê eu estou apaixonada por ela, ela não tem culpa a culpa é minha, eu a tratei com indiferença e disse que não a queria perto para não sentir isso, mas senti a mesma coisa longe e não para e agora ela tá desmaiada nos meus braços e...
- A culpa não é sua Liz é ela vai ficar bem, aguenta mais um pouco a ajuda está a caminho.
Eu queria ouvir mais queria acordar e consolar ela mas eu não conseguia estava tão quietinho tão calmo tão...
(...)
A luz machuca meus olhos mas mesmo assim tento abrir eu escutava apenas um pi alto em meus ouvidos ele me incomodava e eu tentava ignorar e voltar para meu sonho que agora não me lembrava sobre o quê era, mas depois que ouvi o primeiro pi eu não consigui voltar a dormir pôr isso me forcei abrir meus olhos.
A primeira coisa que vi foi a parede branca a minha frente, eu me lembrava dessa cor, era a mesma cor de todo hospital que eu já frequentei geralmente íamos aos de San Francisco mas quando meu pai abrio um novo hospital ele inclui uma ala para problemas como meu, então eu sabia onde estava, sentado a minha frente estava Trav.
- Não acredito que fez isso - Ele diz baixando a cabeça.
- Oi Trav. - Digo quase sem força.
- Mas que porra Madson, que merda você tem na cabeça?.
- Da para cortar o sermão? E cair fora?
Ele da um sorrisinho e se levanta caminha até a porta mas para no meio do caminho.
- Você é uma garotinha mimada.
- Fala sério...
- Você pensou na gente? No seu pai na porra do seu namorado e na sua amiga.
- Que amiga? Que pai? Que gente ? Nós odiamos lembra?.
- Nossos pais se odeiam - Ele se aproxima o rosto vermelho - Minha mãe ama você meu pai ama você porra até o Mark ama você, aposto que ele ama mais você do que eu.
- Vai ver que é por que capotou o carro do seu padastro de propósito sete vezes.
- Oito - Ele se aproxima - Liz te achou no banheiro.
- Eu sei.
- Ela chamou a ambulância e veio com você até o hospital, ficou lá fora a noite inteira.
- Ela não entrou?.
- Ela tá lá fora de novo igual a dois dias atrás enquanto não acordava, não quis entrar nem nada so fica lá fora.
- Por quê?.
- Eu não sei, mas acho que você como melhor amiga dela e que quase morreu na sua frente deveria saber - Ele suspirou - Você tem uma doença e deve tratar ou não vai só se matar vai matar todo mundo ao seu redor.
Ele sai e bate a porta suspiro e tento voltar a dormir.