ACORDA LUCAS, ACORDA
Lucas abre os olhos com um pesar e queimar nas vistas, a primeira coisa que ele vê e o teto de um veículo e quando olha para a janela um garotinho pequeno bate no vidro.
- O senhor Lúcio está te chamando vem logo Lucas.
Lucas sai do carro um usando os dedos para pentear o cabelo preto para trás, ele tem as suas roupas esfarrapadas e sujas a sua pele parda também esta suja a incluir sangue, o jovenzinho tem um cabelo castanho todo desarrumado e ele também esta sujo com a sua pele branca manchada de terra e sangue, Lucas começa a andar pelo local e o jovenzinho o segue.
- Por que ele mandou você? ele disse o que ele quer pequeno Marcos?
- todo mundo ta ocupado agora eu tenho que trabalhar para ajudar ele mandou acordar todos ele disse vá acordar o Lucas e quem mais estiver dormindo, e uma reunião eu acho.
Lucas olha para o jovenzinho e vê que ele esta, agitado porem com os olhos marcados com olheiras pesadas, e quando olha em volta todos estão agitados a arrumar carros desfazendo barracas carregando suprimentos para os carros apagando fogueiras, todos parecem cansados e sujos algumas crianças brincam no meio do acampamento.
Lucas olha para o pequeno, marcos.
- Como e que você ta? Ta bem? Dormiu bem, tem comido?
- Não dormi ontem eu não consegui, eu comi doces a minha mãe deixou eu comer muitos doces ontem ela nunca deixa eu comer doces.
- Depois que acordar o resto do pessoal pegue algo para comer uma fruta talvez, coma e descanse um pouco a sua mãe vai ficar preocupada se não o fizer, se estiver com medo ou incomodado de dormir no ônibus pode dormir no meu carro ok?
Ele abaixa para falar sussurrando.
- A porta de trás do lado esquerdo está destrancada e muito mais confortável e seguro lá que no ônibus tem umas caixas lá com comida você pode escolher.
Lucas bate no ombro dele e apressa o passo, Marcos grita obrigado e corre para outra direção, andando pelo acampamento Lucas vê pessoas feridas sendo tratadas numa tenda vermelha, uma mulher mais velha com cabelos castanhos tratando um senhor e uma jovem garota loira a ajuda, as duas tem feições parecidas com o jovenzinho ambas estão sujas de sangue e parecem cansadas, enquanto passa olhando a jovem olha para Lucas com olhos verdes profundos ela esboça um sorriso Lucas sorri e acena com a cabeça.
- Preste atenção Ana.
A mulher diz para a jovem e ela volta a ajudar meio atrapalhada, Lucas continua andado a passar por um ônibus escolar com algumas pessoas dormindo ele ouve uma conversa entre dois homens que estão do outro lado do ônibus.
- a gente devia sair logo você viu como ficou o abrigo vamos morrer se ficarmos aqui.
-Seu imbecil nossas chances são muito maiores com o grupo, vamos ficar aqui se piorar damos no pe.
Logo depois de ouvir isso ele passa por um homem e uma mulher que estão focados escrevendo em cadernos ao lado de algumas caixas de suprimentos proximo de um caminhão um senhor de idade e um jovem colocam as caixas no caminhão.
Lucas chega a uma estrutura de lona armada com uma mesa e cadeiras mapas espalhados, algumas pessoas armadas discutindo a apontar para o mapa dois homens e uma mulher eles ignoram Lucas nem percebem a sua presença, ele olha em volta e vê um homem mais velho do lado de fora fumando olhando para a paisagem e se aproxima,
- O senhor mandou-me chamar.
o homem olha para ele com profundos olhos escuros e fumando um cigarro barato, de todos no acampamento ele e o que mais tem pesar e cansaço nos olhos, ele volta a olhar para o horizonte com o sol se pondo ao fundo.
- Não podemos ficar nesse morro por muito tempo Lucas a horda esta a dois um dia e meio talvez de distância.
Ele oferece um cigarro ao Lucas que recusa com um balançar de cabeça.
- 'por isso me chamou aqui senhor?
- Não, por isso eu te chamei aqui rapaz!
Ele entrega um mapa para Lucas com inúmeros riscos feitos nele e começa apontar o dedo para lugares anotados.
- preciso que você siga essa rota e volte com informações, vou enviar vários grupos pelas estradas secundarias a incluir você, o de sempre Gasolina comida remédios um lugar seguro, vou levar o grupo mais a frente pela rodovia ate essa ponte onde devem nos encontrar.
- O meu trabalho e ajudante de mecânico senhor eu não saio em missões você sabe disso.
- Não temos mais um acampamento, menos ainda a necessidade de um ajudante de mecânico depois do ataque tem menos veículos e mecânicos o suficiente precisamos de soldados Lucas soldados, além do mais Antonio me disse que você e um péssimo ajudante você não entende quase nada de carros.
- Por isso eu sou aprendiz, ainda estou aprendendo.
Lucas olha com um olhar preocupado.
- E tão ruim assim?
- Sim nossa situação nunca foi pior se não estive tão ruim assim não te colocaria para liderar um grupo em uma missão.
- Pera liderar? meio que tudo bem me mandar la, mas liderar?
- Como eu disse estamos em uma situação ruim, não desastrosa a nossa situação e desastrosa e você e melhor opção eu vi você atirar e você sabe se virar lá fora, ninguém dos grupos mais experientes quer ser líder de um grupo de novatos e agora mais que nunca preciso do suporte deles, você e a melhor opção Lucas eu preciso que me ajude.
- Sendo totalmente sincero eu não estou preparado isso lúcio colocar vidas na minha mão se acontecer algo e minha a culpa.
- Vocês partem amanhã o mais rápido possível, vá para a fogueira a noite você vai ter a oportunidade de conversar com o pessoal.
Lucio apaga o cigarro no chão e sai andando, Lucas olha para o mapa depois para a paisagem com o sol se pondo e pensa, merda vamos todos morrer logo logo.
A noite chega escura sem estrelasa brilhar e a floresta se torna o puro silêncio a não ser pelo vento que balança as árvores e os insetos.
Lucas está sentado ao lado da fogueira que queima forte e emite um calor aconchegante, ele está limpando armas enquanto olha para o mapa ele esta ali a um bom tempo não e como se elas estivessem sujas ele sempre cuida bem delas.
- isso ajuda com o nervosismo?
Uma voz feminina e doce diz atrás de Lucas ele sorri.
- eu já vi você passar horas separando, organizando os mesmos remédios e limpando a mesma lâmina sem necessidade, acredito que seja o mesmo não é?
Ela senta-se ao lado dele ombro a ombro e olha nos olhos dele, e aqueles olhos se encaram com vigor ele com olhos castanhos tão escuros que a distância parecia pretos.
- Soube que você vai sair em missão amanhã sabe para onde você vai? Ou quem vai com você?
- Sim e não, uma cidadezinha chamada Rio Verde não muito longe da rodovia. Mas não sei quem vai comigo.
- Espero que não seja perigoso, bom apesar que se você se machucar a gente vai se ver mais, você tem ficado cada vez mais distante.
Ela descansa a cabeça no ombro dele por um tempo e depois coloca a mão gentilmente na testa dele.
-Sabe ana você tem seu círculo de amigos que eu não me encaixo, e por causa do trabalho fica ainda mais impossivel, e aquele o seu namorado esta olhando do outro lado do acampamento com uma cara muita estranha.
Ela levanta a cabeça do ombro dele e começa a mecher no rosto dele.
- nos discutimos e não estamos nos falando, mas isso não importa, depois que a febre terminou você sentiu alguma outra coisa?
- não nada.
- seu rosto está un pouco vermelho, você deveria ter me avisado quando a febre passou Lucas você me deixa preocupada.
Ele esboça um sorriso tímido enquanto olha para ela que sorri de volta da mesma maneira.
- Quando você sair amanhã pode prestar mais atenção na questão dos medicamentos? Estamos ficando sem antibióticos e muito mais outras coisas, eu fiz uma lista para te orientar no que trazer caso ache muita coisa.
- meio difícil achar muita coisa esses dias, mas eu dei uma olhada nos mapas essa cidade, pequena e afastada acredito que vai ser muito fácil e seguro e tenha bastante suprimento.
- espero eu que você esteja certo por que nos estamos meio que muito ferrados aqui, eu ouvi o Lucio comentando com a minha mãe que a horda está muito perto.
- Sim, estamos, mas vai dar tudo certo você sabe disso.
- falando em certo você sabe onde o marcos está viu ele por aí?
- hoje mais cedo ele me acordou pra falar com o Lucio, ele comentou que não conseguia dormir direito no ônibus então eu disse que ele poderia dormir no meu carro se ele estive-se com medo.
- ok ele tá meio estranho depois do que aconteceuvsabe ele tem ficado cada vez mais distante assim como você.
- ele só está assustado com o que aconteceu no refúgio ele vai ficar bem só tente conversar mais com ele.
- vou tentar, mas ele ta diferente todo certinho igual um soldadinho não brinca mais com as crianças, fica pedindo trabalho para o Lucio.
- vá la conversar com ele, você sabe que ele quer agir como um soldado para proteger vocês não é?
Ela da, um abraço forte nele, um abraço estranho como se fosse uma despedida.
- se cuida quando sair la fora Lucas se você se machucar corra para mim.
Ela sai em direção ao carro onde possivelmente o pequeno Marcos esta, e o namorado dela continua olhando para Lucas que olha de volta, o rapaz Gabriel diferentemente da grande maioria do acampamento está limpo com a pele branca como se acabara de sair do chuveiro, e os cabelos castanhos escuros iguais ao pai Lucio bem cortado e cuidado, a imagem de um jovem político Lucas pensa, mas aqueles olhos castanhos claros encarando passavam um sentimento de raiva para Lucas.
ATENÇÃO PESSOAL DAS MISSÕES.
ATENÇÃO.
ATENÇÃO PESSOAL DAS MISSÕES.
ATENÇÃO.
Um homem alto e careca grita perto da fogueira principal, que faz Lucas imaginar se podiam se dar o luxo de gritar no meio da noite, depois do chamado várias pessoas se aglomeram perto da fogueira a espera de instruções.
Enquanto sussurram e conversam entre si Lucas observa os rostos que ali estão presentes, nunca viu o rosto de vários deles ali, talvez fossem de outra parte do refúgio em que ele estava, enquanto ele observa Lúcio chega no meio de todos.
- Boa noite pessoal.
(Boa noite todos ali respondem)
- muito bem todos vocês sabem que a nossa situação no momento não é das melhores, e que muitos de vocês vão precisar sair em busca de suprimentos para manter o grupo vivo e continuando, muitos de vocês já tiraram as suas dúvidas comigo hoje mais cedo que já devem ter compartilhado com os seus amigos, por isso não estenderei a noite de vocês, pois precisam de descansar e todos já sabemos o que está a acontecendoe o que precisa ser feito, agora iremos separar os grupos de busca.
O homem careca então se aproxima de Lúcio.
- Vocês vão perceber que nem todos aqueles fortes o suficiente participara nas buscas algo óbvio, mas que algum de vocês devem achar ser uma injustiça, mas precisamos manter o grupo andando manter os suprimentos e as crianças seguras por isso uma parte dos nossos homens treinados ficaram com o grupo principal, fora que nessa região não tem muito para aonde ir seria um desperdício de recurso mandar mais grupos, em todo caso vocês irão ser divididos em cinco grupos com cinco pessoas cada que seguiram para cinco lugares diferentes, observem os lugares descubram tudo que possa ser útil para nos, a partir de amanhã vocês vão ter cinco dias para verificar os locais e voltar para o grupo que estará estacionado na ponte seguindo a rodovia, está marcado nos seus mapas se atentem ao tempo se não aparecem concluiremos que estão mortos e partiremos sem vocês.
- OBRIGADO sargento Souza pela instrução, bem pessoal cinco dias é tempo o suficiente focamo-nos nisso para que tudo de certo e que vocês tenham tempo de sobra para voltar cinco grupos cinco pessoas cinco dias, agora em questão dos grupos quando o seu nome for falado por favor deem um passo a frente, começaremos pelo grupo CINCO.
DANIEL.
Lúcio diz a olhar para um rapaz jovem, ele da um passo a frente, um jovem negro alto magro com cabelo preto crespo curto,
.
MIKAEL.
Um homem de aproximadamente trinta anos, branco com cabelos pretos estatura baixa com uma barba mal feita, ele se aproxima e fica ao lado de Daniel.
CATHARINA.
Uma jovem mulher com um longo cabelo preto cacheado, magra com uma pele branca, ela anda até a frente, mas diferente dos outros ela tem um semblante mais sério.
JOSÉ.
Seu JOSÉ uma figura conhecida do grupo inteiro um senhor de idade alto com cabelos brancos e acima do peso, que se aproxima a frente porem diferente dos outros com um sorriso grande no rosto.
- E por último, mas não menos importante.
Anuncia Souza.
LUCAS,
Que se aproxima dos quatro membros do grupo em passo lentos e os, olha no rosto enquanto Lucas caminha em direção a eles algumas pessoas em volta olham, sussurram e gesticulam concordando com a escolha que foi feita.
Naquela noite anunciaram os grupos e para onde eles devem ir, pessoas que não fazem parte dos grupos de busca descobriram como ira funcionar onde eles vão esperar pelo resto do grupo e o que devem fazer, Lucas percebe que o namorado da sua amiga também foi escalado como líder de grupo.
Depois dos grupos separados e tudo dito todos são mandados para dormir e todas as luzes são apagadas, gradualmente apenas sussurros são ouvidos e logo depois o silêncio toma conta do lugar.