•Eda Bolat •
Eda recobra a consciência, mas ainda não tem a coragem de abrir os olhos. Ela consegue ouvir as vozes ao seu redor, uma reconhece como a voz de Aydan, já a outra ela desconhece.
- O que você quer que eu diga quando ela acordar doutor? O marido dela está desaparecido. Meu único filho vivo está desaparecido há horas e ninguém tem nenhuma informação sobre ele ou o meu sobrinho. Ninguém tem nenhuma informação sobre aquela droga de avião. Meu neto teve um pesadelo agora pouco e acordou procurando pelo pai e eu não soube o que dizer.
A voz de Aydan fica rouca denunciando o choro que estava preso em sua garganta e logo as duas vozes se afastam e Eda escuta o barulho da porta se fechando, então ela abre os olhos e senta na cama dobrando os joelhos e começa a chorar. Não tinha sido um sonho ruim, Serkan realmente não estava ao seu lado e a simples menção de perdê-lo a faz se sentir sem chão.
- Você não pode me deixar. Não pode deixar seus filhos, por favor, volta, você prometeu voltar – Eda sussurra baixinho sentido medo tomar contar dela, nunca tinha sentido esse sentimento tão forte como estava sentindo agora.
- Anne?
Uma voz fina chama sua atenção a fazendo olhar para a porta e se depara com seu filho a encarando. Eda rapidamente limpa suas lágrimas e coloca um sorriso no rosto para disfarçar que tem algo de errado, mas o olhando Eda percebe que ele andou chorando já que seus olhos estão vermelhos e em suas mãos está o seu fiel escudeiro senhor zebra.
- Bebek vem aqui – ela o chama dando duas batidinhas na cama e o mesmo sobe na cama deitando a cabeça em seu colo e ela faz carinho em seus cachos.
- Mamãe, eu ouvi a vovó – ele se vira para a mãe - O papai, o tio Kaan e o tio Engin estão bem, não é?
Eda levanta a cabeça e respira fundo tentando controlar as lágrimas que queriam dar o ar da graça e escuta Zyan continuar com a voz embargada:
-Anne. Me diz que o papai está bem – algumas lágrimas caem de seus olhos e ele limpa rapidamente como se estivesse tentando esconder - Eu não posso perder outro papai.
Dessa vez ele não tenta esconder as lágrimas molham o seu rosto e de uma maneira infantil aperta a zebra de pelúcia com mais força do que o necessário, como se ele fosse seu ancora.
- Está tudo bem bebek. Seu pai está bem, e logo vai estar aqui com a gente?
- Mesmo?
Ele a olha com aqueles olhos grandes como se estivesse pedindo aquela esperança a ela.
- Mesmo, ele prometeu. Lembra?
O menor balança a cabeça e concorda se aninhando a mãe e ela faz carinho em seus cabelos até que o mesmo se acalme.
- Mamãe, você pode cantar pra mim?
- O que você quer que eu cante?
- A música que o papai sempre canta.
Eda deita na cama e puxa Zyan para si o abraçando e sentindo o seu cheiro, as lágrimas caem se fazendo presente em seu rosto, ela começa a cantar a música e faz uma oração silenciosa a Allah para que Serkan voltasse logo para casa.
*****
Eda desce do andar de cima deixando Zyan no quarto, depois de muito chorar ele finalmente dormiu, a última coisa que ele pediu foi para que fosse Serkan que o acordasse na manhã seguinte.
- Edacim, não sabia que você tinha acordado. Quer algo para comer?
Aydan a recebe assim que ela entra na cozinha, seu rosto demostrava o cansaço que ela estava sentindo, parecia que estava há dias sem dormir, em cima da mesa tinha dois celulares e ela tinha mais um em mãos como se esperasse que a qualquer momento ele fosse tocar.
- Yok, Aydan tem alguma notícia do avião ou deles?
- Não – a sogra de Eda suspira jogando o celular na mesa - Seis horas desde que aconteceu tudo e eu não tenho nenhuma informação.
Aydan se senta na cadeira da mesa e leva uma mão ao seu rosto limpando a lágrima que iria cair e Eda se aproxima apertando o seu ombro como um sinal de apoio. Ela estava mal pelo que estava passando e sentia uma angustia sem igual, mas Aydan estava experimentando a sensação de quase perder um filho novamente e Eda orava com todas as suas forças para que fosse só isso e daqui a pouco Serkan entrasse por aquela porta e se divertisse falando que ela não deveria se preocupar tanto com ele.
- Eu estou tentando ser forte Eda, no entanto eu não consigo. A simples sensação que eu posso perder o Serkan e o Kaan me apavora. Eda eu não posso perder meus meninos.
Eda se abaixa a abraçando e sentindo sua dor, por um momento ela se colocou no lugar de Aydan, no papel de mãe e ela entendeu. Ela daria sua vida para poupar as dos seus filhos e faria tudo para mantê-los seguros.
- Você é forte Aydan, chorar só mostra que você é um ser humano. Ninguém pode suportar tudo o tempo todo.
Aydan dá um sorriso de canto para e antes que ela possa falar algo o barulho da porta chama a atenção de ambas que faz com que elas praticamente corressem para sala se deparando com Seyfi entrando na sala segurando Mel nos braços, a menina dormia em um sono pesado e Balca vem logo atrás, seu rosto está pálido. A esperança de Eda se esvazia, ela achava que era Serkan.
- Me desculpe eu deveria ter ligado para você Aydan – Seyfi profere ao ver a feição do rosto de Aydan mudar e logo continua.
- A senhora pediu para eu ir ver Balca e acabei a achando desmaiada.
- Eu estou bem, foi um susto, o médico já confirmou.
Ele a olha como se estivesse pedindo para ela parar de ser teimosa e a mesma se senta no sofá ignorando os olhares preocupados em sua direção. Balca se acomoda ali e fecha os olhos respirando fundo.
- Balca, o médico teve que te dar calmante, não precisa fingir que está bem.
- Seyfi eu posso me preocupar com isso depois, no momento eu só quero saber onde está meu marido e o Serkan e Engin.
Aydan leva à mão a cabeça como se estivesse se lembrando de algo.
-A Piril está sozinha e ela está gravida, acho melhor ligar para ela e falar que Seyfi irá buscá-la.
Ela sai da sala indo para cozinha fazer a ligação e Seyfi sobe as escadas para deixar Mel no quarto de hóspedes deixando Eda e Balca sozinhas na sala. Eda se senta ao lado dela e vê que a mesma estava com os olhos cheios de lágrimas se segurando para não chorar.
- Pelo pouco que eu te conheço eu sei que não foi só isso que aconteceu. Balca o que você está escondendo?
- Nada Eda.
- Balca você sabe que pode me contar tudo não é?
Balca desaba na frente de Eda e lágrimas grossas molham seu rosto quando Eda a puxa para um abraço.
- O médico disse que eu estou grávida Eda. Não pense que eu não estou feliz por isso, entretanto o Kaan sumiu e eu não faço a menor ideia de onde ele esteja, a Mel chorou até dormir falando que queria o pai e eu acabei de receber essa notícia em meio a todo caos. Eu não sei o que pensar, eu estou cansada e só quero o meu marido ao meu lado.
Eda não podia argumentar, pois naquele momento ela daria tudo para estar ao lado de Serkan enquanto conversavam sobre o futuro e sobre como imaginavam os filhos. Ela daria tudo para ter ele brincando com o Zyan ou conversando com os gêmeos.
*****
As horas foram se passando e Eda sente cada vez mais o medo crescer dentro de si, a imprensa resolveu acampar na porta da casa de Aydan e Piril conseguiu entrar com muito esforço na casa. Os primeiros raios de sol do dia já se faziam presente dentro da casa anunciando que estava amanhecendo. Ninguém naquela casa havia dormido além das crianças e todas as mulheres estavam com os nervos à flor da pele.
- Não é possível que até agora não tenha nada? – Eda falou nervosa, ela não aguentava mais isso. Não aguentava mais não saber como Serkan estava.
- O policial disse que quando tivesse novidades eles iriam ligar – Aydan proferiu olhando para o celular, como ela tinha feito pela madrugada a dentro e solta um suspiro cansado.
- Eu vou enlouquecer, essa falta de informação está me matando, ninguém pode fazer a porra do trabalho direito? – Piril fala sentindo a dor de cabeça chegar, ela passou por muito estresse em poucas horas, mas ela não estava conseguindo se manter calma, ninguém estava.
- Eu juro que nunca mais deixo o Kaan andar de avião sem eu estar do lado. Eu não tenho saúde para isso.
Antes que elas pudessem responder Balca, a porta da sala é aberta e três figuras masculinas entram por ela. Em choque era assim que Eda se sentia, ela não conseguia acreditar no que seus olhos estavam vendo, na sua frente estava Serkan, ele aparentava cansaço, seu rosto tinha alguns arranhões e em seu pulso tinha uma tala, Kaan estava do seu lado e se apoiava em uma muleta já que seu pé estava engessado, Engin tinha um colar cervical no pescoço e uma tala no pulso. Eda não tinha palavras para expressar o alivio que a dominou e tomada pelo impulso ela correu para os braços de Serkan deixando as lágrimas correrem livremente pelo seu rosto ela se aconchegou no abraço dele sentindo o seu cheiro e se acalmando.
- Eu estou aqui amor – ele disse baixinho e se escondendo no vão do pescoço dela.
- Eu estava com tanto medo de te perder – ela responde entre os soluços.
- Eu prometi que ia voltar para vocês sweetie. Eu cumpro minhas promessas, principalmente quando eu as faço para minha família.
Eda não consegue responde ela apenas aperta Serkan mais força, como se ele fosse sumir a qualquer momento e ele levanta seu rosto a puxando para um beijo com um misto de saudades e alívio. Ele estava ali, estava vivo e ela não tinha palavras suficientes para agradecer por isso.
- Você está aqui, aşkim.
- Eu estou e não pretendo sair.
Ele sorriu e deu um selinho nela e logo em seguida limpou suas lágrimas e continuou:
- Você vai ter que me aturar pelo resto da vida senhora Bolat, se lembra disso?
Ela sorri e concorda com a cabeça se afastando para deixar espaço para Aydan o abraçar e a mesma se joga nos braços do filho falando que o amava e ele parece emocionado.
- Eu te amo anne.
Aydan não perdeu tempo e assim que Balca se afastou ela puxou Kaan para se juntar o abraço.
- Meus meninos, eu amo tanto vocês – ela falou com a voz falha deixando alguns soluços escapar.
- Nós também te amamos, muito.
*****
Já tinha se passado vinte minutos da chegada deles e agora estavam todos sentados no sofá enquanto os meninos contavam o que tinha acontecido. O motor tinha falhado, eles tiveram que fazer um pouso forçado em uma cidade longe de Istambul e com o impacto eles acabaram se machucando, quando eles saíram de lá foram direto para o hospital para ver os machucados e acabou que Serkan perdeu o celular e Kaan quebrou o dele, já Engin estava sem bateria, por isso eles não ligaram.
- Eu nem consigo imaginar pelo que vocês passaram – Eda diz ao passo em que olhava sua mão entrelaçada a de Serkan vendo o mesmo fazer carinho com o polegar.
- Isso não importa mais, o importante é que estamos todos bem. E eu não quero ver um avião nem tão cedo – Serkan fala e dá um beijo no topo da cabeça de sua esposa.
- Até parece que eu ia deixar.
Ele ri e ela se lembra de algo que seu filho falou e se levanta estendendo a mão para ele e o mesmo a olha confuso.
- Vem, tem alguém que precisa te ver.
Ele sorriu e entrelaçou sua mão a dela e assim eles subiram para o andar de cima.
- Você está pronto? – Eda pergunta para ele e o mesmo solta um suspiro e concorda com a cabeça, então ela puxa a maçaneta e abre a porta mostrando o menino adormecido no meio da cama, Serkan sorri se aproxima se sentando em um ponta e Eda faz o mesmo se sentando do outro lado.
- Filho – Serkan o chamou fazendo carinho em seus cabelos com a mão que estava boa.
- Me deixa dormir mais um pouco papai, eu não dormi direito...
Zyan abre os olhos e desperta como se tivesse acabado de perceber quem estava falando.
- Papai – o menino fala animado.
- Evet.
Serkan responde sem tirar o sorriso do rosto, então o pequeno em um gesto rápido se joga em seus braços o abraçando com força.
- Eu senti tanta sua falta papai. Por favor, nunca mais deixa a gente – o garoto diz com a voz embargada o que denunciou seu choro.
- Eu não vou filho. Não pretendo sair do lado de vocês nem tão cedo taman?
- Eu te amo papai.
- Eu te amo meu bebê.
Eda limpa a lágrima que cai do seu olho ao observar a cena, ela estava emotiva e finalmente estava com sua família.
- Acho que temos uma pessoa chorona aqui.
- Isso é tudo culpa sua – ela cruzou os braços e fez um bico - Até o final da sua vida você está proibido de entrar em um avião que eu não esteja ao seu lado, fui clara?
Ele nega com a cabeça ainda rindo e se aproxima de sua mulher se encostando na cabeceira e deixa Zyan entre ele.
- Como água senhora Bolat.
- Ótimo porque eu não tenho mais saúde para isso.
Ele entrelaça sua mão a dela e colo seus lábios em selinho demorando que Zyan faz questão de não deixar virar um beijo.
- Eu estou aqui, gente – ele dispara e eles se viram vendo o filho tapar os olhos com a mão, mas um sorriso brinca em seus lábios e Eda e Serkan trocam olhares cúmplices e logo em seguida o puxam para um ataque de cosquinha.
- Anne. Baba. Por favor, parem – Zyan pede entre as risadas e eles resolvem parar e cada um dá um beijo na bochecha dele.
- Eu sabia que você ia voltar papai, porém eu fiquei com medo.
- Não precisa ter medo filho. Eu não vou a lugar nenhum sem vocês.
Zyan parece satisfeito com a resposta quando se aconchega no colo do pai.
- Como você sabia que ele ia voltar? – Eda pergunta confusa.
- Simples mamãe. Vocês são o Akai Ito um do outro, sempre vão estar juntos, porque depois que se encontra o outro lado da linha não tem como deixá-la partir.
Ela sorriu pela inocência do filho e logo depois bocejou. Ela estava cansada, parecia que todo o cansaço da madrugada tinha a atingido agora e ela sentia suas costas doerem e seus olhos pesarem.
- O que vocês acham de dormir um pouco?
- Eu concordo – Serkan foi o primeiro a falar.
- Eu também mamãe, eu estou morrendo de sono.
- Nesse caso vocês dois podem tentar dormir, eu vou tomar um banho e já volto para cá.
Ele deu um beijo na testa de cada um e saiu em direção ao banheiro.
- Anne.
- Evet?
- Eu te amo muito.
- Eu também meu bebek.
Embalada pelo cheiro do filho e pelo cansaço das últimas horas Eda fechou os olhos segurando seu filho nos braços e com a certeza que seu marido está a poucos metros de distância, ela se deixa levar para o mundo dos sonhos. Depois de alguns minutos Serkan sai do banho e se depara com a cena e sorri, ele estava em paz. Estava em casa.
*****
Já se passava das três da tarde quando a família acordou, na verdade Eda acordou, ela estava com fome e por isso acordou Serkan, segundo a mesma ele tinha que fazer panquecas porque os filhos dele queriam e Zyan prontamente confirmou quando falou que queria também. Agora Eda e Zyan estavam sentados esperando Serkan trazer as panquecas.
- Vocês só queriam que eu voltasse para fazer comida para vocês, podem falar – ele diz colocando os três pratos na mesa e Eda solta uma risada e Zyan a acompanhou.
- Claro aşkim, suas panquecas são as melhores.
Ele a olha indignado e leva a mão ao coração.
- Eu vou sair daqui, ninguém me ama nessa família – ele fala fazendo drama e Zyan se levanta e o abraça.
- Eu amo papai.
Ele dá um beijo na bochecha de Serkan que sorri para filho. O resto do café da manhã é calmo e tranquilo, com muitas conversa e algumas risadas.
•••••••
De longe Aydan observa a família e vê que sempre esteve certa que Eda e Serkan se amam, eles podem não perceber, mas estão completamente apaixonados um pelo outro.
- Aydan – Seyfi se aproxima observando a cena para entender o motivo do sorriso no rosto de Aydan.
- Meu filho está feliz Seyfi.
- Eu sempre soube que a Eda era a mulher perfeita para ele. Desde o início os olhos dele brilharam quando falam o nome dela, ela arranca gargalhadas dele sem ao menos tentar, eles se provocam, mas é nítido o amor deles. Posso até ousar em dizer que eles foram feitos um para o outro. Chame como quiser, alma gêmea, destino ou até mesmo Akai Ito.
- Eu concordo com você Seyfi. Eles estavam destinados a se encontrar e a ficarem juntos.
Aydan sorri para seu amigo e volta a observar a família.
- Eles estão construindo uma linda família, tenho tanto orgulho disso.
*****
•Serkan Bolat•
Eles finalmente tinham chegado em casa e Serkan não poderia estar mais feliz, não que ele não gostasse da casa da sua mãe, mas nada se comparava a sua casa.
- Isso tudo é alívio por sair da casa da Aydan? – Eda pergunta rindo enquanto se sentando no sofá com Zyan ao seu lado fazendo carinho na barriga da mãe e Serkan se aproximou sentando do outro lado deixando Eda no meio.
- Eu amo minha mãe, no entanto ela cismou com aquele assunto.
Eda concorda com a cabeça, mas não diz nada.
- Anne – Zyan chama mudando o foco da conversa.
- Efandim.
- Eu posso falar com eles? – ele aponta para barriga e Eda assente levantando a blusa que estava usando para que seu filho pudesse ver e falar com ela e Serkan fica impressionado ao ver que já cresceu mais um pouco, aquela semana tinha sido tão agitada que eles se esqueceram de tirar a foto, então ele se levanta rapidamente e fala que já voltava e vai para o closet pegar a câmera e logo depois volta para sala escutando a conversa que faz o seu coração se aquecer.
- Mas mamãe eles são tão pequenos assim.
- Evet. Só que eles ainda vão crescer muito meu amor.
Zyan se inclina ficando da altura do ventre de Eda.
- Oi irmãozinhos, aqui é o Zyan, vocês sabem que eu sou o irmão mais velho de vocês não é? Eu só quero falar que amo muito vocês e falar que eu vou ajudar a cuidar de vocês, brincar e ensinar. Eu prometo.
Ele dá um beijo ali e Eda sorri emocionada com a cena e Serkan se aproxima.
- A gente se esqueceu de tirar a foto.
Ele levantou a câmera para mostrar a esposa e continua:
- Mas antes – ele se abaixa ficando do lado filho e de frente para barriga de Eda, deixando a câmera na mesinha e leva sua mão ao ventre dela e ali faz um carinho.
- Oi bebês, aqui é o papai. O dia foi corrido, porém eu queria falar com vocês. Sua mãe ficou muito estressada ontem e dessa vez o papai tem que admitir que tem um pouco de culpa nisso, contudo estamos todos bem aqui, esperando ansiosamente para conhecer vocês. Hoje vocês estão completando quatorze semanas, já são quatro meses que vocês estão aí e aqui fora a gente está contando as semanas para pegar vocês colo, sentir o cheiro de cada um e ver os seus rostinhos. Nós ainda temos que pensar em nomes pra vocês, mas amamos muitos vocês dois. Se cuidem aí dentro que o papai, a mamãe e seu irmão vão estar aqui para vocês. O papai ama muito vocês meus pontinhos.
Ele deixa um beijo ali e levanta o olhar vendo Eda deixar algumas lágrimas caírem.
- Eu não tenho estrutura para isso.
Ele sorri e a beija e ela retribui, no entanto se separam ao ouvir Zyan forçar a tosse.
- Eu sei que vocês se amam, mas eu não quero ver meus pais se beijando.
Eles riram e Serkan se levanta pegando a câmera e Eda se levanta ainda com a pequena protuberância a mostra, ela sorri e Serkan tira a foto e logo depois ela chama Zyan e ele se aproxima e beija sua barriga, Serkan aproveita para registrar o momento.
•Eda Bolat •
Eda estava completamente fodida, ela acabou de perceber ali com a sua família, enquanto seu marido tirava foto e sorria pela cena e seu filho a abraçava. Ela o amava. Eda estava completamente e perdidamente apaixonada pelo seu marido e pai dos seus filhos, Serkan Bolat.
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Surpresa!
Eu sei que tinha falado pra algumas pessoas que o capítulo ia sair quarta, mas resolvi fazer uma surpresa pra vocês e lançar hoje. Espero que vocês tenham gostado desse capítulo e até sexta.
Finalmente um deles percebeu o que sente, qual é a oposta de vocês em relação ao que ela vai fazer ?