justin bieber.
— Eu coloquei o Carter na cama... — Digo olhando pra ela. — Você pode dormir lá com ele, eu fico aqui no sofá.
Ariana fez uma linha com os lábios, e assentiu. Depois de ser pego de surpreso pela vinda deles, eu pedi uma pizza porque não tinha feito nada pra jantar. Carter se divertiu e comeu a pizza, enquanto me contava que Louis e ele iriam cuidar de Ariana. Ela me pediu para entrar no embalo dele, e eu entrei. Ele ainda não está pronto pra saber a verdade sobre o pai.
Disse que Ariana podia descansar, e que eu o colocaria para dormir. Nem tomou muito do meu tempo, porque ele estava exausto. Conversamos sobre beisebol e sobre alguns filmes. Ele me disse que adora assistir filmes de terror, então eu prometi que assistiríamos um amanhã de noite. Ele compreendeu. Carter é um doce, e se parece muito comigo. Muitos aspectos nos tornam próximos, e sinceramente, eu acho que o tempo que eles vão passar aqui, vai nos tornar mais próximos ainda. Ele curte videogames, então pedi pro Scooter me emprestar o dele, por enquanto.
Falando sobre trabalho agora, eu tenho feito alguns bicos como entregador ou segurança. A empresa ainda não está cem por cento a vontade de me contratar, e eu ainda não posso voltar para o tráfico. A polícia ainda está na minha cola, e eu não sei até quando vou ter que ficar me apresentando na delegacia. Ryan está no comando de tudo que era meu, e ele tem me passado uma boa quantia. O suficiente para sustentar o apartamento. Mas agora, eu vou precisar mesmo de um emprego. Um emprego fixo. Ariana me contou que Louis já deve ter bloqueado os cartões que ela tem acesso, então por enquanto, eu sou a fonte de renda aqui. Mas só por enquanto, porque quando ela descobrir o que ela carrega consigo, ela jamais vai precisar do dinheiro do Louis.
— Você ta bem? — Pergunto.
— Uhum. — Ela me diz tímida. — Só com um pouco de dor nos pés.
— Quer uma massagem? — Ela sorri feito uma criança. — Vem aqui.
Coloco uma almofada no meu colo, e ela estende os pés. Começo meio desajeitado, porque nunca tinha feito isso em ninguém. Ela entendeu, mas não reclamou. Na verdade, eu consegui tirar umas boas risadas dela. Foi bom ver ela sorrindo de novo.
— Não vamos ficar por muito tempo, ta? — Ela diz depois de alguns segundos em silêncio. — Vou arranjar um emprego e procurar um cômodo pra viver com o Carter.
— Não, não, não. Que isso! É um prazer ter vocês dois aqui comigo. Fiquem o tempo que precisar. Vamos cuidar do seu divórcio e depois a gente vê isso. — Digo. — Além do mais, eu me sentia muito sozinho nesse apartamento.
— Tem certeza de que não vamos atrapalhar? — Ela pergunta insegura.
— E alguma vez na vida, você já atrapalhou alguém? — Digo sorrindo. — Você e o Carter transmitem luz, e isso é magnífico.
— Obrigada, Justin. De verdade. — Ela diz gargalhando. — Estou me sentindo muito melhor.
— Que bom! — Sorrio bobo.
Ariana se senta no sofá e me encara séria. Nossos corpos estão colados, e eu estou há centímetros de distância dela. Sua mão está próxima da minha, e eu não penso muito, apenas aproximo nossos dedos. Acaricio sua mão, e ela abaixa o olhar. Ariana está encarando minhas carícias, e eu já nem sei mais o que ela está pensando. De uma coisa eu sei, eu estou pensando que amo essa mulher mais do que tudo. E que sim, eu quero ajudá-la. Eu quero que ela volte a ser a fodona que ela era anos atrás.
De que vale uma banheira de dinheiro, quando não se é feliz? Ariana tinha uma mina de ouro nas mãos, mas mesmo assim, ela preferiu lutar e dizer chega. Eu a considero corajosa por isso. Quantas mulheres vivem o mesmo que ela vivia, e ainda assim, não conseguem dizer que precisam de ajuda? As vezes, tudo o que elas precisam, é de uma mão amiga. E Ariana já me mostrou que eu fui essa mão amiga. Ela está correndo tantos riscos, mas mesmo assim, está de pé e lutando contra ele. Eu a amo, porque no fundo eu ainda vejo a Ariana de cinco anos atrás. Ela está apagada, mas ela ainda está lá. E eu vou reacender essa chama que existe dentro dela. Custe o que custar.
— Você faz eu me sentir amada... — Ela diz sorrindo. — Você não mente pra mim, e eu adoro isso. Eu volto a me sentir como uma adolescente. É um sentimento nostálgico e, ao mesmo tempo, muito novo.
— Isso é porque eu te amo. — Digo. Meu coração está batendo a mil, e tudo só piora quando ela levanta o olhar pra mim. — Eu ainda amo você, Ariana. E eu não me importo se você me ama, eu te amo, e isso já é o suficiente pra eu te ajudar. Eu quero que você seja feliz, mesmo que o seu feliz não me inclua. Porque isso é amor, não é?
Ariana cola seus lábios no meu e coloca sua mão em minha nuca. Eu a puxo para mais perto, enquanto travo uma batalha com as nossas línguas. É um sentimento gostoso e único. Eu não o sentia há alguns anos. Ariana ainda tem os lábios mais macios que eu já beijei, e ela ainda usa o gloss inconfundível de morango. Algumas coisas não mudam, mesmo depois de anos.
— Você também me ama? — Pergunto ofegante.
Ariana se mantém em silêncio. Ela cola nossas testas e fecha os olhos. Minha barriga se revira com a ideia de que ela pode não me amar. Eu sei que eu disse que não me importava, mas eu me importo. Eu quero que ela me ame também. E em instantes, eu desejei engolir todas as palavras que eu disse.
— Vamos combinar assim, nós podemos tentar. — Ela suspira fundo. — Mas eu não vou dizer nada até ter certeza, ok?
— Já é alguma coisa! — Sorrio animado.
[...]
Eu acordei cedo no dia seguinte, porque Scooter estava vindo visitar Ariana. Levei Carter pro colégio, enquanto Ariana limpava os restos do jantar de ontem. Achamos melhor ele não faltar a escola, mas mesmo assim, deixei avisado que Ariana não queria que ele fosse embora com Louis. A escola pareceu entender. Quando cheguei em casa, ela estava com uma calça de moletom minha, a mesma que eu estava usando ontem, e uma regata preta. Ariana já tinha limpado a sala e a cozinha, e estava sentada assistindo tv. Por sorte, um dos três canais disponíveis, tinha na programação alguns trash's de terror. Os favoritos da Ariana.
— E esses machucados aí? — Perguntei pra ela.
— Ainda estão recentes, por isso ainda doem. — Ela dá de ombros. — Mas esses roxos aqui vão sumir logo logo.
— Claro que vão. — Sorrio.
— E ai, quando isso acontecer, nós dois precisamos ir assistir um filme no cinema, tudo bem? — Ela se aproxima sorrindo. — Um cinema no fim da tarde, que tal?
— E por que só quando os seus machucados melhorarem, huh? — Pergunto e sorrio do mesmo modo que ela.
— Porque eu vou querer usar um vestido bem bonito pra essa ocasião. — Ela fala.
Suspiro fundo, mas não me afasto.
— Ari — Começo. — Você sabe que continua linda, não sabe? Esses hematomas são só um detalhe. Eles contam uma história. Uma história de superação. — Seguro seu rosto com uma das minhas mãos e faço carinho com o polegar. — Você não devia ter vergonha disso. Ele que devia ter vergonha da forma como te tratou. Ele foi o monstro.
— Eu sei, Jay — Ela abaixa olhar e murcha o sorriso. — Mas é muito fácil dizer que eu não preciso ter vergonha desses roxos horríveis na minha pele, porque eles não estão em você. Eu prefiro que seja depois que tudo isso passar, pode ser?
— Se você prefere que seja assim, tudo bem. Mas saiba que você está linda. Mesmo com esses machucados. — Digo e dou em selinho nela.
A campainha toca e eu me levanto para atender. Sei que é Scooter, e sei que geralmente ele entra sem nem bater antes, mas eu pedi que ele fosse educado hoje. Até porque eu não estou mais sozinho aqui. Cumprimento Scooter e caminho para a sala. Ariana sorri pra ele e aperta a mão dele. Agora, eu e Ariana estamos sentados lado a lado no sofá, e Scooter está sentado na poltrona a nossa frente.
— Bom, é um prazer Ariana. Meu nome é Scooter, você já deve ter escutado falar de mim. — Ele dá uma risada e olha pra mim. — Justin me pediu ajuda pra dar prosseguimento ao seu divórcio com o empresário Louis Boullevar, certo?
— Traficante. — Ela corrige. — Ele é traficante.
— Bom, eu tenho algumas opções. A primeira delas é o divorcio Litigioso, que envolve o cartório, divisão de bens, pensão e guarda do menor. Eu acredito que esse seja o que mais se aplica pra vocês. — Ariana assente e Scooter prossegue. — E tem o Judicial Consensual, é uma das opções mais rápidas, não duram nem dois meses, mas só se aplicam casos em que o casamento não teve partilha de bens.
— Nós não casamos com divisão total de bens. — Ela diz. — Louis não quis que, se caso um dia eu fosse me divorciar, eu tivesse acesso as propriedades dele.
— Então, a primeira opção é a melhor. — Scooter diz. — Só tem um problema, eu posso dar entrada nos papéis agora, mas você precisa arranjar um emprego. Você já sai em desvantagem porque não tem uma casa própria e também porque está morando com um ex presidiário. — Faço cara de ofendido, e Scooter nega com a cabeça. Eu só queria ajudar. — Pode ser que o juiz entenda que você precisa morar com o seu filho, como pode ser que ele ignore tudo isso e pense na qualidade de vida que ele terá.
— Eu trabalhei alguns anos na empresa do Louis, mas não recebia salário. Nós conseguimos recuperar? Acredito que seja o suficiente pra eu conseguir dar entrada no aluguel de um apartamento.
— Eu posso correr atrás disso. — Scooter fala.
— Ótimo. — Ariana sorri. — Nós conseguimos processar o Louis por essas agressões?
— Ah, claro que sim. Vocês tinham empregados, não tinham? Eu vou precisar do depoimento de, ao menos, um deles. — Ariana assente. — Nesse primeiro instante, você pode denunciar e apresentar todos esses ferimentos como prova, e eles te darão uma medida protetora. Devo dizer que ela quase não funciona, mas já serve para manchar o currículo dele. Ele é agressivo, e certamente o juiz não quer que uma criança viva em um lar agressivo.
— Vamos foder com esse filho da puta, então. — Digo sorrindo vingativo.
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ooi, gente
td bem??
eu disse que eu voltava em breve kkk
comentem bastante!!
bjos, amo vcs