- Emma, quero que conheça August. Gus, Senhorita Emma Swan. - a grande mão do moreno de olhos azuis aperta a de minha amada, enquanto ele abre um sorriso gentil. O mesmo se curva um pouco e levanta os dedos da loira, beijando-os com delicadeza.
- É um prazer, milady. - posso ver o rosto de Emma corar forte, intercalando o olhar entre o local que esteve em contato com lábios desconhecidos há pouco tempo e as orbes claras, charmosas até demais. Pigarreio e sorrio enviesado, odiando esse maldito encontro. De todas possíveis pessoas que poderiam aparecer na minha casa em um sábado à tarde, Booth é um dos piores cenários, já que, só de ouvir seu nome, todas as memórias do passado me invadem.
E o que mais me preocupa é a presença de Swan.
- Então... - ela respira fundo e puxa seu braço para voltar a ficar ao lado de seu corpo. - De onde se conhecem mesmo? - pergunta e, antes que eu tivesse a chance de falar alguma coisa, meu velho conhecido a responde.
- Killian e eu nos conhecemos desde crianças, nossos pais eram amigos e sempre acabávamos nos encontrando. Não é verdade, Jones? Lembra de quando pulamos no lago? - assinto e meus lábios se esticam, mas meus dentes não ficam a mostra.
Ah, sim, lembro muito bem desse dia.
-Jesus, éramos tão inconsequentes. Bom, a adolescência faz isso com as pessoas. - August ri de leve e Emma o acompanha, porém não tenho certeza se ela entendeu totalmente o que ele quis dizer. - E vocês? É uma das empregadas da casa? - o moreno direciona à Swan, que desconversa rapidamente.
- Já fui, hoje sou apenas amiga dos Jones. Venho quase todos os dias por conta de Henry, que é apaixonado pelo Liam.
- E vice-versa. - eu complemento, falando pela segunda vez naquele pesadelo.
- Mamãe, vem cá! - a voz do filho da loira ecoa pelas paredes da casa, fazendo-a pedir licença e deixar a sala, indo até os meninos no fundo da casa. Acompanho seu corpo com a cabeça, esquecendo da presença não tão desejada na minha frente.
- Então... - Booth se aproxima com calma, porém bem preciso, o que me faz franzir o cenho. Seu corpo vem chegando perto e sinto meu coração começar a bater mais rápido. - Onde estávamos? - seus braços apoiam-se na parede atrás de mim e August cola seu tronco no meu, encurralando-me. Abro a boca e gaguejo, não conseguindo desenvolver uma frase. A boca fina do homem esfrega-se na minha, causando arrepios pela minha coluna.
- A-August... Que merda você está fazendo? - empurro seus ombros e pisco, sentindo as emoções do passado invadirem meu peito. Olho em volta e, graças à Deus, estamos isolados no cômodo.
- Estou matando a saudade. Quero saber se ainda beija tão bem quanto antigamente. - ele encosta a ponta do seu nariz no meu, dando-me um selinho logo depois. Engasgo e fico sem reação por alguns segundos, mas retomo meu bom senso volto a empurrá-lo.
- Eu sou casado. O que tivemos ficou no passado, Gus. - as bolas azuis do mais velho se reviram em satisfação.
- Deus, sempre adorei quando me chamava assim, soa tão bonito na sua voz. - August morde o lábio inferior, olhando-me com fome. - E eu duvido que você ame Milah, posso ver nos seus olhos que não há verdade quando diz o nome dela. - respiro fundo e engulo seco.
Isso é porque meu coração pertence à grandes esmeraldas.
- Esse assunto não cabe a você discutir. Eu estava apaixonado e era um tolo, porém continua no pretérito. - afasto-o de vez de mim. - Não tenho mais dezesseis anos. - ele ri e cruza os braços.
- Lembro até hoje da nossa noite. - diz com terceiras e quartas intenções. - Quero sentir de novo, Killian. - aproxima-se novamente, colocando as mãos em meu peito. - O que tínhamos era tão intenso, nunca consegui lhe esquecer. - solto um riso com escárnio e, dessa vez, saio da frente da parede.
- Claro que não, como esquecer o idiota que apaixonou-se perdidamente por você e que até cogitou fugir de casa para viver um feliz para sempre que nem existe? Como esquecer o pobre e ingênuo garoto, que jurou ser amado pela sua primeira paixão, quando é muito mais divertido relembrar o quanto o fez de trouxa e que deixou-o esperando na floresta por horas? - lágrimas já rolam em meu rosto e permito que toda a raiva saia de meu corpo. - Você me destruiu, August. E não há nada que possa fazer para ter seu bobo da corte de volta, porque ele morreu. - cuspo e encaro-o com desgosto. Nunca tive a chance de falar isso para ele, o que torna a libertação muito mais emocionante. Não fazer papel de ridículo apaixonado dessa vez me traz um sensação poderosa. - Agora, faça-me um grande favor e suma da minha vida.
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- Hum... Killian? - Emma me chama, enquanto continua acariciando meu cabelo com suas unhas parcialmente grandes. Gemo em resposta e enfio ainda mais meu rosto em seu pescoço, inspirando seu cheiro delicioso. Estamos deitados em sua antiga cama, meus braços rodeando sua cintura e suas mãos fazendo cafuné em minha cabeça e costas, esfregando o pé na minha panturrilha de vez em quando. Nossas pernas nunca estiveram tão entrelaçadas. - Eu... Eu acabei ouvindo. - suspiro e inicio uma trilha de beijos pelo seu maxilar.
- Ouvindo o que, amor? - mordo seu queixo e sorrio ao vê-la fraquejar.
- Sua conversa com o August. - travo e apoio-me em meus cotovelos, olhando-a com receio. Não havia falado sobre minha sexualidade com a loira ainda e, por mais que eu confiasse de olhos fechados em Swan, não sei qual seria sua reação ao descobrir que também relaciono-me com homens. Assim que meus azuis encontram seus verdes, não vejo asno, desgosto ou estranhamento, mas sim pena, compaixão e cuidado. - Sinto muito, estava voltando para a sala e resolvi não atrapalhar, porém não consegui não escutar. - seu corpo remexe-se embaixo de mim e ela acaricia minha bochecha. - Meu amor, eu realmente sinto por você. Por tudo. - abro a boca e fico sem reação, apenas notando uma dor no peito. - Você é tão precioso, não sei como ele conseguiu abandoná-lo. - Emma levantou os ombros, confessando com vergonha. - Eu não conseguiria. - franzo o cenho e pergunto-me o que eu fiz para merecer Swan. Sorrio e colo nossas testas, deixando novas lágrimas caírem. A grande diferença é que, nesse momento, a felicidade me domina, o que obriga-me beijá-la com todo o amor que há em mim. Agarro sua nuca e peço passagem com a língua, ajeitando-me no meio de suas pernas. A loira segura meus fios capilares e ergue o tronco, pedindo por mais contato.
***
Ao invés do beijo acelerar, ele permanece lento e languido, fazendo o desejo despertar em mim preguiçosamente. Passo a mão pela lateral de seu corpo e aperto seu quadril, sorrindo no meio do beijo. Mergulho na curva de seu pescoço de novo, mordendo de seu ombro até o lóbulo de sua orelha, onde deixo lambidas também. As mãos de Emma já passeavam pelas minhas costas por baixo da camisa, arranhando com delicadeza. Desço pelo seu esterno e encontro seus olhos, que parecem animados para o próximo movimento, quase tomados completamente pelo desejo. Puxo o laço que prende seu vestido frontalmente, afastando o tecido de sua pele e deparando-me com sua roupa de baixo. Volto a mirá-la.
- Emma, você tem certeza que... - antes que eu pudesse terminar a frase, ela coloca o dedo indicador na frente da minha boca, puxando-me pelo queixo com o mesmo para um beijo suave, enquanto desvencilha-se das mangas de sua vestimenta. Ajudo-a a tirar o resto da roupa superficial, já podendo ver a maioria de suas curvas com clareza. Um sorriso malicioso marca minha boca e sento-me em meus calcanhares, arrancando minha camisa por cima. Swan ergue o tronco e empurra meus ombros para trás, sinalizando sua intenção de sentar em meu colo. Assim que o faz, para por um momento e levanta a mão, que acerca-se lentamente de meu peitoral. Quando seus dedos quentes entram em contato com minha pele, um arrepio passa pela minha espinha e a vontade de tomá-la só aumenta, porém deixo que me explore em seu tempo.
- Você é tão bonito. - diz baixinho e percebo que seu olhar só escureceu na mesma proporção que sua pupila dilatou. Ri e morde o lábio. - Tive vontade de tocá-lo assim tantas vezes, quero prestar atenção em seus detalhes. - respiro fundo e agarro sua cintura, sendo impossível não beijá-la depois do que disse. Trilho de sua boca até a alça de sua blusa bege, que deixa a mostra seus mamilos pontudos. Cheiro sua clavícula e abaixo com o nariz o início da peça de roupa que separa minha boca faminta de seu seio redondo. Deposito um beijo em seu braço e continuo retirando o tecido de seu lado direito. Assim que seu seio está livre, não penso duas vezes e o abocanho, recebendo um gemido em resposta. Seguro suas costas e deito-a novamente na cama, mordendo seu bico com carinho. Repito o mesmo processo com o esquerdo, apertando com a mão o outro que já dei atenção. Quando vejo, essa área do seu corpo está vermelha, assim como seu rosto contorcido de prazer. Retiro sua blusa e coloco meus dedões no cós de sua meia e calçola, tirando-as de seu corpo com lentidão enquanto a encaro com desejo. Passo as mãos pelas laterais de suas pernas nuas e delicio-me com suas reações, ficando feliz em saber que também causo nela os mesmo efeitos que causa em mim e perdendo um pouco de consciência quando vejo sua intimidade encharcada. Deito meu corpo e beijo sua barriga, dando eventuais mordidas e lambidas até o caminho de sua púbis. Passo o nariz pelo interior de sua coxa, sentindo-a contrair-se e ter leves espasmos. À medida que vou chegando mais perto de sua fonte, abro suas pernas delicadamente com as mãos e sorrio ao vê-la apertar os lençóis de agonia. Esfrego a boca em seu clitóris e e beijo-o, o que a faz tentar encurtar o espaço entre seus joelhos, porém a paro. Provoco mais um pouco e invado seu espaço mais íntimo com os lábios e língua, explorando-a de todas formas. Sua mão vai para meu cabelo e o aperta enquanto ergue seu quadril contra mim. Arrisco olhá-la e posso ter certeza de que é a imagem mais sedutora que já vi: suas bochechas vermelhas, lábios inchados, pálpebras fechadas e feição retorcida de prazer. Abro um pequeno sorriso e volto a torturá-la, fazendo círculos no local mais cheios de terminações nervosas possíveis, causando tremeliques em suas pernas.
Antes que ela pudesse chegar ao ápice, ergo o tronco e sou atacado com um olhar raivoso e resmungos de insatisfação. Rio tiro meu cinto e calça rapidamente, colocando-me sobre ela de novo. Beijo-a e, com paciência, introduzo meu membro em sua fenda quente, gemendo ao senti-la pela primeira vez. Estabelecemos um ritmo incrível, Emma arranha e morde meus ombros enquanto eu chupo seu seio esquerdo com vontade. O ar do quarto torna-se abafado e a atmosfera do mundo resume-se a isso, nós. Nossa conexão, nossa história e nossos sentimentos.
Para sempre.
E aí querides! Tudo???
Perdoem a demora, tive um dia meio cheio e ainda estou descobrindo meus novos horários heheh.
Enfim, o que acharam do capítulo? Quem diria que August tivesse esse tipo de conexão com o Killian, hein? E sim, vocês não estão sonhando, tivemos o nosso primeiro hot! O que acharam? Não sou muito expert nisso, mas eu tentei KKKK. Contem-me suas percepções.
Para quem preferiu não ler a cena explícita, não se preocupem, ela não agrega em nada na história.
Bom, estou muito feliz em anunciar que estamos quase chegando a 2K de visualizações! Sério, vocês são os melhores! Obrigada por tanto!
Bom, por hoje é isso. Beijinhos e até quinta! :)