A vida a Dois

By PrincesaOnce

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A vida de casadas para Hirai Momo e Hirai Sana vinha sendo perfeita deste o seu primeiro dia, já estavam a ma... More

Eu já disse como você fica linda agindo como mãe?
Por ela, pela Hime
Estrelinha
Bebendo você só a piora
Um perfeito exemplo do que não fazer na sua adolescência
É bem mais legal ter duas mães
Sinceramente, não sei
Acho que você deve dizer a verdade
Tivesse pensado nisso antes
Sei que você vai conseguir por elas
Prometo que sim filha
A princesa é uma homenagem a minha irmã Hime
Tente conversar com ela
Vai ficar tudo bem
Eu seria uma hipócrita se reagisse negativamente a isso
Poderia me emprestar o apontador?
Porque eu a amo
Momo? Sana?
Sabe o tempo foi bastante teu amigo
Sim
Família
Eu não vou deixá-lo fazer nada
Aishiteru
Minha esposa
A gente sempre vai estar do lado delas
Última chance
Prender macho escroto
Com amor da sua esposa
Tudo isso e muito mais
Por que as pessoas da minha idade querem namorar e eu não?
Um novo membro a família parte 1
Um novo membro a família parte 2
Eu quero ter um oniichan
É levemente decepcionante saber que ela fez isso de novo
Ver ela assim me faz querer fazer tudo para deixar ela feliz
Deveria ter feito igual a Jeong. e me casado com uma mulher
Reencontro
Você não precisa falar com ela
Segunda Chance
Você fica linda agindo como mãe
Obrigada, pela linda família que você me ajudou a ter
Eu só queria de dar os parabéns direito
Sejam felizes que ela também será
Obrigada meus amores
Pequeno aviso e novidades

Um novo membro a família parte 3

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By PrincesaOnce


— Deu positivo. – Jihyo falou assim que viu o resultado e sentindo seu medo e preocupações só aumentando com isso.

— Você vai ser mamãe e eu vou ser papai. – Daniel falou com um sorriso no rosto, já que ele sempre sonhou em ser pai.

— Não. – Jihyo disse se sentindo assustada com essa notícia e realmente com medo disso.

— Hyo, você está bem? – Daniel preguntou preocupado com como ela está reagindo a isso.

— Não estou preparada para ser mãe. – Jihyo confessou o seu maior medo agora, com isso Daniel a puxou para um abraço com os dois sentados no chão do banheiro mesmo.

— Calma meu amor, o resultado do teste ainda pode estar errado, vamos tomar um banho e depois a gente vai fazer um exame de sangue, ok? – Daniel sugeriu a vendo confirmar com cabeça que sim.

Os dois tomaram um banho junto e abraçados, Jihyo basicamente não sabia o que fazer agora e com isso ela chora de medo e nervoso, já Daniel se sentia relativamente feliz em ser pai, na verdade, sempre foi um sonho isso para ele, mas ele sempre respeitou a fato da mais nova, não querer ter um filho.

Daniel em partes entendia porque Jihyo estava daquele jeito com o resultado positivo, ter um filho é uma responsabilidade muito grande, uma vida passa a ser inteiramente dependente de você, isso realmente assusta, porém, ele não entendia o fato dela não estar feliz com isso, o momento é o mesmo para os dois, mas as reações são bem diferentes.

— Desculpa Daniel, eu sei que você sempre quis ser pai. – Jihyo disse olhando para o coreano enquanto secava o próprio cabelo depois do banho.

— Hyo, o que você quer dizer com isso? – Daniel perguntou ainda bem preocupado com ela. – Você não está falando em abortar essa criança? – Ele perguntou novamente e chegando bem mais perto dela.

— Não, não é isso, sei e entendo que cada mulher tem o direito sobre o seu corpo para fazer o que quiser, mas eu não tenho coragem de fazer isso, como também não consigo sorrir com essa notícia, eu adoraria estar feliz com isso, mas só consigo ficar preocupada, preocupada com como vai ser essa gravidez, com como o bebê está, com como vai ser o parto, como será depois que ele nascer... – Jihyo explicou, mas foi interrompida por ele que a envolveu em um abraço tentando confortá-la.

— Amor, calma, também não sei como isso tudo vai ser, mas sei que em todos esses momentos nós vamos estar juntos, não importa o que aconteça. – Daniel falou apertando o abraço dos dois. – Vamos tomar café da manhã para depois irmos fazer o exame. – Ele disse olhando nos olhos dela e depois indo d e mão dadas com ela para a cozinha.

Daniel fez ovos mexidos para os dois que comeram em silêncio, ele em respeito a ela tentava não demostrar tanto como estava feliz com essa gravidez, já Jihyo não conseguia nem pensar direito sobre o que está acontecendo hoje na sua vida.

Eles não demoraram muito para então saírem de casa em direção ao laboratório fazer esse exame, acabaram demorando um pouco no caminho, por causa de um leve trânsito que pegaram.

— Sim o que posso ajudar? – A recepcionista perguntou olhando para os dois que estavam em frente ao balcão.

— Gostaria de fazer um exame de sangue para saber se estou gravida. – Jihyo falou olhando para ela, mais em um tom baixou de voz.

— Poderia me dizer o seu nome e idade, para fazer a sua fixa? – A recepcionista pediu olhando agora para o seu computador.

— Park Jihyo, trinta e oito anos. – Jihyo respondeu mantendo seu olhar sobre ela.

— E só esperar que vão chamar pelo seu nome. – A recepcionista falou e então os dois foram se sentar nas cadeiras que tem ali.

Era nítido para qualquer um naquela sala de espera o quanto Jihyo estava ansiosa e nervosa em fazer esse exame, sua perna balançava junto com seus dedos que não ficavam quietos, faltava pouco para ela não roer as próprias unhas ali mesmo.

Daniel também estava ansioso com isso mesmo que não aparentasse tanto, a chance de o resultado ter dado um falso positivo era existente e pro isso ele queria muito saber logo o resultado do exame de sangue

— Park Jihyo. – O enfermeiro a chamou e então os dois foram para a sala de coleta de sangue.

Logo o médio fez todos os procedimentos para a coleta de sangue que não foi tanta como Jihyo acho que seria, o que não fez demorar muito esse processo.

— Pronta, agora e só a senhora pegar a folha para ter acesso ao resultado na recepção. – O enfermeiro disse quando finalizou a coleta.

Os dois agradeceram a ele e voltaram para a sala de espera indo em direção a mesma recepcionista que os atendeu mais cedo.

— Viemos pegar a folha para ter acesso ao resultado. – Daniel falou olhando para a mulher a sua frente.

— Aqui, por volta do meio-dia o resultado já deve estar pronto e só entrar nesse site e fazer login com esse usuário e essa senha para ter acesso ao resultado. – A recepcionista falou mostrando as coisas no papel e depois entregando aos dois.

Os voltaram para casa em silêncio, cada um em seus próprios pensamentos, Daniel mesmo querendo ser pai no momento preferia que o resultado fosse negativo para que sua namorada se sentisse melhor, já que era bem notório, como ela não estava bem com isso.

Como assim quando chegaram em casa ainda era oito e meia da manhã, os dois ficaram vendo TV na sala, tentando mesmo que por um só momento esquecer sobre essa possível gravidez, para que relaxassem um pouco.

— Dani, falta dez para o meio-dia, pega o notebook para a gente ver o resultado. – Jihyo pediu assim que viu a hora no seu celular.

— Ok, já volto com ele. – Daniel falou se levantando do sofá e indo em direção ao escritório do casal e logo voltando com o notebook em mãos.

Logo os dois entraram no site e fizeram o login, logo lendo o resultado do exame.

"Se a intenção do exame e descobrir se estar gravida ele deve ser interpretado como positivo."

(...)

Tzuyu havia acabado de acordar, ainda era bem cedo naquela segunda-feira no Brasil, ela estranhou um pouco isso, pois achou que dormiria mais, já que a viagem de avião foi bem cansativa e elas não haviam parado para descansar ontem.

Foi então que ela se perdeu na beleza da coreana que estava praticamente deitada por cima de si a abraçando como se ela fosse a maior preciosidade do mudo, que a In não podia perder, as duas passaram a ter essa mania, de dormir sempre abraças, desde que passaram a morar juntas, elas sabem que não podem passar muito mais que isso, porém ambas se respeitam nesse sentido.

— Bom dia meu amor. – Nayeon falou abrindo de vagar os olhos e sorrindo ao ver a mais nova.

— Bom dia. – Tzuyu disse também sorrindo. – A gente tem que levantar, hoje começa o tratamento. – Ela falou vendo-a se espreguiçar ainda em cima de si.

— Realmente, eu tenho que trabalhar também. – Nayeon falou se levantando e ajudando ela a se levantar.

— Prepara o café da manhã, apesar que hoje só você pode comer algo, já que eu e ele vamos fazer exame de sangue. Eu vou acordar o Bomani e dar um banho nele. – Tzuyu falou já de pé olhando bem para ela.

— É levemente engraçado que de um dia para o outro a gente virou responsável por criança. – Nayeon comentou abrindo o guarda-roupa para pegar uma roupa.

— Realmente, mas a gente não pode mudar isso. – Tzuyu falou pegando a sua roupa que usaria hoje.

— E em parte eu nem quero mudar, ele é uma criança tão inocente, que já passou por tanta coisa e a gente pode ajudá-lo então vamos fazer isso. – Nayeon falou olhando para a mais nova que sorriu com a sua fala.

— Claro que vamos. – Tzuyu disse e então entrou no banheiro para fazer sua higiene matinal

As duas fizeram suas higienes e trocaram de roupa param então farem o que estavam encarregadas essa manhã.

— Bom dia Bomani. – Tzuyu falou fazendo um carinho de leve na cabeça dele e achando fofo o jeito que ele piscou farias vezes seus olhinhos.

— Bom dia. – Bomani disse dando um pequeno sorriso.

— Vamos tomar um banho. – Tzuyu falou ajudando-o a descer da cama. – Você consegue fazer isso sozinho? – Ela perguntou indo com ele para o banheiro para o corredor.

— Sei. – Bomani respondeu convicto disso, pois em casa já tomava banho sozinho. – Mais ou menos. – Ele mudou a resposta quando reparou que o banheiro era bem diferente do da sua casa.

— Como você tomava banho em casa? – Tzuyu perguntou ajudando o pequeno a tirar o pijama.

— Lá em casa tinha uma bacia com a água e com uma caneca eu molhava o corpo. – Bomani falou agora dentro do boxe.

— Aqui é um pouco diferente, a água vem por um cano e sai pelo chuveiro, já quentinha. – Tzuyu explicou mostrando o que é cada coisa e abrindo de vagar a água. – Pode entrar de baixo d'agua e gostoso sentir a água caindo no corpo. – Ela falou encorajando ele que vez o que ela disse e teve que concordar que tomar banho assim é legal.

Tzuyu o ajudou a lavar o cabelo e a se ensaboar fazendo assim com que ele não demorasse muito.

— Tia, eu estou com fome. – Bomani falou enquanto vestia a blusa que ela havia pegado para ele hoje.

— Bomani, hoje a gente vai demorar um pouco para tomar o café, pois nós dois vamos fazer um exame, para saber se estamos dodóis ou não, mas eu prometo que depois dele a gente vai comer algo bem gostoso. – Tzuyu explicou com calma olhando bem nos olhos dele.

— Por que a gente não pode comer? – Bomani perguntou meio sem entender direito o que ela queria explicar.

— Porque se a gente comer antes do exame o resultado pode dar errado, tipo a gente estando bem e o resultado dando que estamos dodóis. – Tzuyu respondeu torcendo para que ele entendesse agora.

— Tudo bem, mas a gente pode ir logo fazer isso, assim a gente pode comer logo. – Tzuyu achou fofo o jeito que ele disse.

— Certo, vamos só nos despedir da tia Nayeon e a gente sai. – Tzuyu falou pegando na mão dele e indo com ele para a sala do apartamento, que é em conceito aberto por isso dá para ver a cozinha e sala de estar dali.

— Bom dia, tia Nayeon, tchau tia Nayeon. – Bomani disse olhando para a mais velha e abrindo a porta da frente o que causou pequenos risos nas duas orientais.

— Oi Bomani. – Nayeon falou sorrindo ainda de como ele havia falado. – Está tudo bem? – Nayeon perguntou olhando para Tzuyu.

— Ele só está com fome, aí que ir logo fazer o exame para poder tomar café da manhã. – Tzuyu explicou chegando perto dela e dando um rápido selinho nos seus lábios.

— Vamos tia. – Bomani falou já no corredor.

— Tchau amor, espero que tenha um bom dia de trabalho. – Tzuyu disse se despedindo e então indo para onde o mais novo estava.

Os dois desceram pelo elevador e pegaram um Uber até o laboratório, no caminho Tzuyu foi conversando com o motorista sobre pontos turísticos legais para ir com uma criança, enquanto o pequeno Bomani foi observando a paisagem da grande cidade de São Paulo, se perguntando internamente como conseguem fazer prédios tão altos.

— Tia o que é aqui? – Bomani perguntou quando eles desceram em frente a um prédio alto.

— Aqui é um laboratório, onde vamos fazer os exames. – Tzuyu explicou entrando com ele no local.

— Bom dia. Posso ajudar? – A recepcionista perguntou olhando somente para Tzuyu, já que o balcão alto impedia de ver o pequeno.

— Bom dia, eu e o pequeno Bomani fazemos parte da pesquisa e viemos fazer os exames. – Tzuyu explicou pegando o pequeno no colo para que ela pudesse o ver.

— Certo, vou levar vocês até lá. – A recepcionista disse saindo de trás do balcão e indo com eles para o elevador.

Eles subiram até o nono andar logo encontrando outros pacientes e o doutor Ricardo.

— Olá Tzuyu e Bomani. – Doutor Ricardo disse olhando para os dois.

— Oi tio. – Bomani falou com o seu sorriso fofo no rosto.

— Oi. – Tzuyu disse levemente tímida.

— Sente-se em uma cadeira que já vamos fazer o exame. – Doutor Ricardo falou e os dois se sentaram um do lado da outro.

— Tia o que eles vão fazer? – Bomani perguntou olhando para Tzuyu.

— Eles vão tirar um pouco do nosso sangue, sendo sincera com você, dói um pouquinho, mas eu sei que você é um homem forte e consegue fazer isso. – Tzuyu explicou olhando para ele e tentando o tranquilizar.

— Você pode fazer primeiro para eu ver como é? – Bomani pediu olhando para baixo por estar envergonhado por cousa do pouco medo que está sentindo.

— Tudo bom. – Tzuyu concordou esperando a enfermeira chegar e a deixando colher o sangue. – Não precisa ter medo não vai doer. - Ela completou quando viu que ele não queria deixar e segurou uma das mãos dele, que assim deixou o exame acontecer.

— Realmente não doeu. – Bomani disse quando o exame já havia terminado. – Agora a gente pode ir comer? – Bomani perguntou olhando para Tzuyu.

— Podem sim, tem uma lanchonete no prédio em frente que é muito boa. – A enfermeira respondeu deixando o pequeno extremamente feliz com isso.

Os dois foram para a lanchonete sugerida, ele estava tão feliz com isso que foi pulando até o local, Tzuyu se sentiu bem em ver ele feliz com isso, era um pouco impressionante como o simples fato de tomar café da manhã o deixava feliz.

— Vai querer comer o quê? – Tzuyu perguntou olhando para o expositor de comidas, estranhando a maioria.

— O que é isso tia? – Bomani perguntou apontando para um bolinho pequeno claro.

— Sinceramente também não sei. – Tzuyu disse olhando para ele. – Com licença, poderia me dizer o que é isso? – Ela perguntou para o moço que estava do outro lado do balcão.

— Isso é pão de queijo, recomendo bastante. – O atendente respondeu com um sorriso simpático no rosto.

— Vai querer Bomani? – Tzuyu perguntou agora olhando para o pequeno.

— Pode ser. – Ele concordou já que estava com fome e preguiça de procurar por outra coisa.

— Pode me ver doze desses pães de queijo e dois sucos de laranja. – Tzuyu pediu olhando para o atendente pegando o lanche e pagando logo depois.

— Isso é gostoso. – Bomani falou depois que comeu o primeiro pedaço.

— Nossa realmente é bom. – Tzuyu concordou quando comeu um, achando muito bom.

Os dois terminaram de comer conversando sobre como o Brasil é diferente dos países de ondes eles vieram, para logo depois voltarem para o laboratório onde fariam mais exames para poderem começar o tratamento.

(...)

Sábado havia chegado e com isso a festa de aniversário da pequena Ichigo, que hoje completa nove aninhos, ela estava extremamente feliz com isso e agora terminava de vestir a sua fantasia de princesa Mononoke de San, a protagonista do filme.

Assim que terminou de se vestir e ela foi em direção ao quarto das suas mães pedir para que uma delas fizesse a maquiagem que sua fantasia pede.

— Haha, pode me ajudar na maquiagem? – Ichigo pediu olhando para a sua mãe que está fantasiada de Branca de Neve.

— Claro filha, só me deixa terminar de prender o meu cabelo. – Sana respondeu olhando para o reflexo dela, no espelho e focada em terminar o seu penteado.

— Olha que garotinha linda. – Momo falou saindo do banheiro, vestida de Boo.

— Okaasan você está com a mesma fantasia do halloween do ano passado. – Ichigo disse ao ver a fantasia da sua mãe.

— Não, ano passado eu estava de Sullivan, a Hime que estava de Boo e você de Mike Wazowski. – Momo relembrou a filha, que lembrou como foi divertido sair assim naquele ano.

— Verdade, mas você ainda repediu o tema. – Ichigo falou agora se sentando na beirada da cama de casal do quarto.

— Eu já tinha essa fantasia e só fiquei com preguiça de procurar outra. – Momo explicou secando o seu cabelo com uma toalha.

— Ichigo, agora fica quietinha para eu fazer a maquiagem. – Sana falou se sentando do lado dela com a sua palhetada de maquiagem em mãos. – Você fantasiada de Boo me lembra e muito a pequena Hime, ela amava assistir esse filme com você, amor. – Ela comentou vendo a esposa pentear o próprio cabelo.

— Verdade, esse era o filme favorito dela e isso só tornou o esse mais ainda o meu filme favorito. – Momo disse concordando com ela.

— Mostro S.A. é o seu filme favorito okaasan? – Ichigo perguntou de olhos fechados já que Sana passava um batom vermelho no rosto dela já que era a única coisa que ela tinha parecido com a tinta vermelha da personagem.

— Sim, gosto dele desde pequena, tanto que coloquei o nome do Boo de Boo. – Momo respondeu olhando para o cachorro que estava com uma roupinha de bailarina escolhida pela Ichigo, já que segundo ela até ele tinha que estar fantasiado.

— Faz sentindo. – Ichigo comentou sentindo um pouco de cosquinha com o pincel de maquiagem passando pelo seu rosto.

— Já estou pronta. – Sakura falou aparecendo no quarto, fantasiada de Mulan disfarçada de homem para entrar no exército.

— Você ficou linda filha de Mulan. – Sana falou olhando para a sua filha mais velha e gostando da ousadia dela em se fantasiar da personagem em uma parte específica do filme.

— Obrigada Okaasan. – Sakura disse gostando de saber que alguém gostou da sua fantasia. – Precisam de ajuda minha para alguma coisa? – Ela perguntou olhando para as duas mais velha.

— Leva os docinhos para o salão de festa do prédio, eles estão na mesa de jantar. – Sana pediu finalizando a maquiagem da pequena e ouvindo o seu celular tocar. – Olha Ichigo, a tia Jihyo está te ligando. – Ela falou entregando o celular a pequena.

— Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades e muitos anos de vida, parabéns Ichigo. – Jihyo disse com um sorriso no rosto.

— Obrigada, tia Jihyo, você vai vir para a festa? – Ichigo perguntou torcendo para que ela dissesse que sim.

— Desculpa meu bem, mas eu não posso, agora eu estou no trabalho. – Jihyo falou mostrando o seu uniforme pela vídeo-chamada.

— Eu queria você aqui. – Ichigo disse levemente irritada de a coreana não poder vir.

— Eu adoraria, mas não posso. – Jihyo falou sentindo algumas lágrimas se formarem nos seus olhos, ela percebeu que a um tempo já está mais emotiva que o seu normal.

— Espera, Park Jihyo está chorando porque não vai poder vir na festa, tem algo de estranho nisso. – Sana comentou ao reparar isso e lembrando como ela quase nunca chorava.

— Tem um motivo para isso, mas eu não posso falar agora. – Jihyo disse deixando o mistério no ar.

— Agora eu fiquei curiosa. – Ichigo disse olhando para a tia pelo celular.

— Eu tenho que ir, minha chefe não pode me ver no celular conversando com vocês. – Jihyo falou se despedindo das duas, para não contar antes da hora.

— Também fiquei curiosa sobre isso Ichigo, o que será que sua tia está nos escondendo? – Sana falou olhando para a pequena que fez uma cara de quem não saiba também essa resposta.

— É melhor a gente ir para a festa daqui a pouco os seus convidados devem estar chegando filha. – Momo falou agora completamente arrumada.

As três subiram com Sana levando o Bolo que estava na geladeira, o salão já estava decorado com balões e fitas coloridas, como a pequena pediu para estar, no momento só Sakura estava ali, colocando os docinhos na mesa do bolo.

Aos poucos os colegas de classe da aniversariante foram chegando, todas as crianças estavam fantasiadas, até porque a pequena deixou bem claro que sem fantasia não entrava na festa, não demorou muito para Eun chegar com a sua irmã na festa, Dahyun veio fantasiada de boneca mal assombrada de filme de terro, já a mais nova estava de fantasiada de bonequinha, fazendo assim as duas combinarem a fantasia.

— Não rainha má eu não vou comer essa maçã. – Sana falou assim que viu Jeongyeon entrando no salão de festa vestida de rainha má junto com a sua esposa que estava fantasiada de múmia.

— É só uma maçã minha querida, você não seria capaz de fazer essa desfeita com uma senhora. – Jeongyeon disse entrando na brincadeira, mesmo as duas não tendo combinado as fantasias.

— Só vocês duas para agirem assim. – Mina disse rindo da situação que as duas criaram.

Logo depois Chaeyoung chegou fantasiada de Edwards Mãos de Tesoura, junto com os coleguinha da pequena que faltavam, a festa seguiu animada com as crianças correndo de um lado para o outro enquanto brincavam, realmente aquele aniversário ficaria na memória da aniversariante Ichigo.

(...)

Naquele domingo a família Yoo havia acordado cedo, mesmo ontem tendo sido a festa da Ichigo e elas tendo por isso ido dormir relativamente tarde, mas hoje é mais um dia importante para as duas e todo o processo de adoção.

Hoje elas poderiam levar o pequeno Chin em um passei durante o dia, isso deixava as duas animadas e preocupadas ao mesmo tempo, elas não sabiam muito bem como ele reagira nesse passeio, mas torciam para que tudo desse certo nele.

Jeongyeon que deu a ideia de eles fazerem um piquenique, o que Mina gostou, pois, seria um passeio diferente e bem legal entre eles.

Agora as duas já estavam no orfanato esperando o pequeno ficar pronto para poderem sair.

— Oi Chin. – Mina disse assim que viu o pequeno chegando com Ae-Cha que trazia a mochila dele.

— Olá. – Jeongyeon falou, mas hoje as duas já haviam entendido que dificilmente ele daria uma resposta.

— Chin, eu trousse para você como o prometido. – Mina falou entregando três HQs do Homem-Aranha. – Esses são os três primeiros volumes da coleção que eu tenho, agora eles são seus. – Ela explicou vendo-o abrir um sorriso tímido com isso.

— Meninas lembrando, é para trazer ele até as quatro da tarde. – Ae-Cha disse olhando para as duas que confirmaram com a cabeça que sim. – Chin se divirta, sei que esse passei vai ser legal. – Ela falou se abaixando na altura dele e tirando uma mecha de cabelo do seu olho, pegando as HQs para colocar na mochila dele e a colocando nas costa do pequeno.

— Chin a gente vai ir fazer um piquenique, sei que vai ser bem legal. – Jeongyeon falou caminhando do lado dele, que estava no meio entre ela e sua esposa.

Eles continuaram o caminho até o carro em silêncio, onde ajudaram o pequeno a sentar na cadeirinha própria para a sua idade, que Mina pediu emprestada a Momo ondem na festa.

No caminho até o parque Chin foi lendo o primeiro volume da coleção, as duas foram em silêncio, pois haviam pesquisado nesse tempo entre o dia que o conheceram e hoje sobre o TEA e descobriram que possivelmente ele não gostaria de barulhos e demoraria a querer conversar com elas.

O que elas não esperavam é que hoje, está um dia bonito de sol e que muitas outras famílias escolheriam também fazer um piquenique, fazendo o local estar cheio de gente e barulhento, logo as duas repararam como o pequeno não estava confortável com isso.

Os três estavam sentados em uma das mesas de piquenique, mas o pequeno Chin mantinha os olhos fechados e as suas mãos nos ouvidos como se tentasse acabar com o barulho do local.

— Chin, está tudo bem? – Mina perguntou realmente preocupada com ele que não a respondeu.

— Teve de ser o barulho, a gente pode ir para um lugar mais calmo. – Jeongyeon sugeriu olhando para a esposa que concordou com a cabeça. – Vem Chin, vamos para outra parte do parque. – Ela falou se levantando e pegando a cesta do piquenique, mas ele não deu nenhum sinal que sairia dali.

Mina em um ato um pouco arriscado o pegou no colo se surpreendendo quando ele a agarrou como um porto seguro no meio de todo o medo que ele estava sentindo, elas foram andando pelo parque e logo a japonesa reparou para onde a mais velha estava indo, um local muito bem conhecido pelo casal que amava vir aqui quando ainda eram só namoradas.

Aos poucos as vozes e risos das outras pessoas pessoal no parque foram sendo substituídos pelo barulho do vento entre as árvores na pequena trilha que elas entraram, logo elas chegaram na margem de um pequeno riacho, onde Jeongyeon esticou a toalha e Mina se sentou ali ainda com Chin no seu colo que não parecia querer sair dali.

— Acho que você gostou do colo da Mina. – Jeongyeon falou observando bem a cena dos dois juntos e achando bem fofo.

— Pode ficar Chin. – Mina falou fazendo de leve um carinho na cabeça dele.

— O seu colo é quentinho. – Surpreendendo mais a duas, Chin disse se aconchegando ali como quem não fosse sair mesmo.

Os três ficaram em silêncio por um bom tempo só aproveitando a presença um do outro, até que por vontade própria Chin saiu do colo da Mina e foi até a beirada do riacho molhando leve a sua mão na água gelada.

As duas foram para perto dele e observaram ele brincado com a água, ele estava feliz com isso o ocasionalmente as deixa felizes, elas entraram na brincadeira tacando de levinho água um no outro causando risos nos três.

Quanto eles cansaram da brincadeira voltaram para a toalha e comeram os sanduiches de atum com maionese, feito por elas, mais cedo, mesmo no momento nenhuma palavra sendo proferida o momento estava sendo de estrema importância para a relação deles três que estavam adorando isso.

(...)

Havia passado mais ou menos um mês desde o aniversário da Ichigo e hoje é uma data importante no relacionamento das mães da família Hirai e sabendo disso Momo pediu para Dahyun para sair mais cedo do trabalho.

Ela descia pelo elevador para o andar da garagem, torcendo para conseguir chegar em casa pelo menos meia hora antes do horário de buscar as meninas e assim poder aproveitar um momento só dela e da sua esposa.

Mas ela se assustou quando viu Sana apoiada na porta do seu carro segurando uma flor de pêssego e com um sorriso fofo no rosto.

— Sana. – Momo disse surpresa com ela ali.

— Uma linda flor para uma flor. – Sana falou entregando a flor a ela, sabendo muito bem que aquela e a flor que gera o fruto de significado do nome dela, o pêssego.

— Obrigada. – Momo falou pegando a flor e ainda surpresa, sendo mais surpresa ainda quando Sana a envolveu em um abraço e deu um longo selinho nela.

— No nosso aniversário de casamento, você que fez uma surpresa para mim, agora no nosso vigésimo aniversário de namoro eu que vou fazer a surpresa. – Sana falou ainda com os lábios colados nos dela e pegando a chave do carro que estava no bolso de trás.

— E as meninas? – Momo perguntou vendo-a abrir a porta para si.

— Eu pedi para o seu pai buscá-las na escola e que elas dormissem lá, tinha primeiro falado com a Mina, mas hoje é uma das partes do processo de adoção. – Sana explicou enquanto ela entrava no carro e depois indo para o banco do motorista depois.

— Entendo. – Momo falou observando ela dar partida no carro. – Vamos aonde? – Ela perguntou olhando somente para a esposa, se perdendo na beleza da outra japonesa.

— Não posso falar se não estraga a surpresa. – Sana respondeu prestando atenção no trânsito.

— Conta amor, agora eu fiquei curiosa. – Momo pediu com a sua vozinha fofa para tentar convence-la.

— Já disse que não. – Sana falou aproveitando o sinal vermelho para roupar um rápido selinho da esposa.

— Droga queria saber. – Momo disse fingindo estar irritada com isso, mas não conseguindo esconder o seu sorriso com essa surpresa repentina.

A mais velha estranho quando Sana estacionou o carro em frente a um prédio relativamente conhecido de Seul e que as duas já haviam passado em frente.

— Por que a gente veio até o restaurante mais caro de Seul? – Momo perguntou para a esposa que estava do seu lado.

— Lembra quando a gente ainda só namorava e viemos passear por aqui e quando a gente passou em frente a esse restaurante começamos a conversar se comidas caras demais como a desse realmente valiam a pena, aí eu te prometi que antes dos nossos vinte e cinco anos ia te trazer aqui? – Sana perguntou olhando para Momo que confirmou com a cabeça que sim. – Então esse dia é hoje. – Ela completou com um sorriso para a esposa.

— Não precisava amor, eu nem estou arrumada para isso. – Momo falou feliz em saber que ela ainda lembrava disso.

— Momori não reclama, só aproveita que eu estou querendo gastar hoje. – Sana falou pegando na mão dela e indo para dentro do restaurante.

— A reservar senhoras. – O Hostess pediu olhando para as duas.

— Hirai Sana. – Sana respondeu com um sorriso no rosto.

— Sim senhoras podem vir comigo. – Ele falou guiando-as para o elevador onde elas subiram para a cobertura, onde tem uma linda vista da cidade de Seul.

— Nossa amor, que vista linda. – Momo disse assim que viu a paisagem em volta.

— Pessoalmente é bem mais bonito do que pelas fotos na internet. – Sana falou também reparando na paisagem em volta.

— Obrigada Sana. – Momo falou pegando na mão da esposa que ficou confusa com a sua fala. – Obrigada por deixar eu te amar, por me proporcionar essa vida maravilhosa, por tudo de bom que você me fez passar. – Ela completou mantendo um carinho na mão dela.

— Momo hoje sou eu que estou fazendo a surpresa, era para você estar emocionada com o que eu falei e não ao contrário. – Sana falou enxugando as suas lágrimas e causando risos nas duas. – Eu que tenho que te agradecer, sem você eu acho que nunca conseguiria tudo que consegui, eu te amo e só o fato deu poder sentir esse amor por você já é motivo para eu te agradecer, obrigada Hirai Momo por deixar eu ser uma Hirai e por estar comigo nessa loucura de vida. – Sana falou vendo lágrimas se formarem nos olhos da mais velha.

— Eu te amo Sana. – Momo disse deixando lágrimas de emoção se formarem nos seus olhos e escorrerem pelo seu rosto.

As duas continuaram conversando durante todo o jantar e chegaram à conclusão de a comida é sim a mais gostosa que já comeram, mas que ainda sim podia ser mais barata.

Depois do jantar elas foram para casa e aproveitaram a noite juntas, com inúmeras carícias entre elas e completas demonstrações de amor de uma pela outra, mesmo que elas já tivessem feito isso várias outras vezes, cada novo momento íntimo somente delas sempre é especial e memorável para as duas.

Mesmo as duas tendo ido dormir tarde naquela noite, Momo acordou cedo no dia seguinte, a vinte anos já que ela acordava nesse mesmo horário lembro que depois de uns dos dias mais felizes da sua vida, veio justamente uns dois piores.

Desde pequena Momo foi sempre muito unida com a sua mãe, perde-la foi o primeiro grande impacto da vida contra si, foi a primeira prova de que a vida é curta e deve ser aproveitada por completo.

Lembrar disso tudo fez seus olhos se encheram de lagrimas, aos poucos, para não acordar Sana que dormia agarrada a si, ela se sentou na cama e pegou o porta-retrato da foto com a sua irmã, o seu pai e a sua mãe no seu último aniversário.

Mesmo tendo se acostumado a sentir essa dor, nesse dia em específico ficava praticamente impossível, ela simplesmente só deixou as lágrimas de saudade escorrerem para fora do seu rosto, em um choro silencioso te uma filha que só queria poder abraçar sua mãe novamente.

— Está tudo bem meu amor. – Sana afirmou assim que acordou vendo-a chorando.

A mais nova sabe muito bem o motivo desse choro por isso só a envolveu em um abraço e a deixou chorar.

— Ela adoraria conhecer as netas. – Momo falou enxugando as suas próprias lágrimas e ainda olhando para a foto.

— Tenho certeza de que sim, ela amava crianças. – Sana concordou lembrando em principal de quando era criança e vivia indo na casa da mais velha.

— Ela vivia dizendo que queria ser avó. – Momo disse agora olhando para a sua esposa.

— Tenho certeza de que onde quer que ela esteja, está orgulhosa do que você ser tornou e da família que a gente formou. – Sana falou ouvindo o barulho da notificação no seu celular indo ver o que era, pois poderia ser algo a ver com as meninas.

Porém, ela estranhou quando viu ser um e-mail do conselho tutelar japonês e logo foi ver o que era, com um certo receio do que poderia ser.

Remetente: Conselho Tutelar Japonês.

Assunto: Irmão biológico de Hirai Sakura.

Bom dia, Senhoras Hirai

Na noite dessa última sexta-feira a progenitora de Hirai Sakura deixou outra criança para adoção no mesmo orfanato, em Osaka, ele é um menino de apenas dois dias de vida.

Como as senhoras são as adotantes da única irmã dele que já passou pelo processo de adoção, possuem a preferência em adotar o irmão mais novo dela.

Por favor não demorem a responder esse e-mail e pensem bem na escolha certa.

🎀

Obrigada por lerem.O que acharam do capítulo?

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