Residente - Bakudeku

By bunnylitzz

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Izuku havia acabado de se formar em medicina com seus dois melhores amigos Denki e Ochako, o trio iria começa... More

Formados
Manhã seguinte
Segunda-feira
Enfim, residentes!
Primeiros pacientes
Fatalidades
Desconfianças
O encontro
Atitudes inesperadas
Mudanças significativas
Quando as coisas começaram a dar errado?
A perda
Calmaria
Destino

Família

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By bunnylitzz

Nove meses depois...

9 meses se passaram em um pulo, assim como a gravidez de Denki também passou, o loiro agora estava com 38 semanas e faltavam apenas 1 semana pra que ele conhecesse o seu maior tesouro.

A gravidez do ômega não teve complicações e Kirishima era um alfa tão bom que chegava a ser paranóico, o ruivo não deixava o menor sozinho por muito tempo e vivia o mimando com guloseimas junto de carinho e beijos.

Izuku e Katsuki resolveram dar um tempo nas tentativas de engravidar, pois o esverdeado não conseguia gerar filhotes e isso estava o decepcionando tanto, que ele insistia em se culpar. Kaminari chamou Deku para ser padrinho de seu filhote e Kirishima optou por chamar Katsuki – o que de fato não surpreendeu ninguém.

Ochaco seria a Madrinha de representação e isso fazia a castanha ansiar cada vez mais por conhecer sua afilhada ou afilhado.

Com 6 meses o casal descobriu que estavam esperando uma menininha – o que fez com que Eijirou chorasse que nem bebê – e logo todos se reuniram para escolher um nome bonito e agradável. O nome escolhido foi Miya – ideia de Jirou e Mina que acabou agradando a todos, sendo então, o escolhido.

Miya tinha origem japonesa e significava “vida bela” e isso foi o suficiente para fazer o ômega cheio de hormônios chorar a noite toda.

Aos 8 meses Kirishima surpreendeu Bakugou ao dizer que havia desalugado o apartamento onde ambos moravam antes e ao ser questionado do porquê, ele então explicou que havia comprado uma casa com as economias para que ele e Denki tivessem mais espaço junto de Miya e de futuros filhotes que viriam mais pra frente — por que se dependesse só de Kirishima, isso não demoraria nadinha pra acontecer.

E que casa.

A casa tinha dois andares, na parte debaixo havia a sala de TV; sala de jantar; cozinha e um banheiro social. No andar de cima haviam 3 quartos – todos com suítes –, no primeiro quarto ficava a suíte de casal.

O quarto de casal era espaçoso, havia uma grande cama, ar condicionado e TV. Havia um closet e ao lado, a porta que dava para o banheiro. O segundo quarto pertencia a Miya, e diferente do comum Kirishima não quis um quarto inteiramente rosa.

Sendo assim, o quarto era em um tom branco que combinava com a cômoda e o berço  que foram presentes de Katsuki que insistiu em dar tudo do bom e do melhor para sua afilhada. O berço branco era acomodado pelo colchão em detalhes rosas, na cômoda havia fotos dos amigos e do casal junto a uma foto do dia da primeira ultrassom em 3D da pequena Miya.

Nos nichos que ficavam na parede acima da cômoda, haviam vários bichinhos de pelúcia – esses que foram presentes dos amigos no chá de bebê. O quarto era a coisa mais linda e Eijirou pôde respirar em paz ao saber que sua família estaria em um lugar bom e confortável.

No dia que Denki viu a casa ele quase passou mal de tanto chorar – o que rendeu um momento agradável de risadas e brincadeiras dos amigos que gravavam tudo pra guardarem de recordação daquele momento único e especial.

Na mesma noite em que conheceu a casa, Kaminari quis dormir lá e depois de um sexo cheio de amor e carinho, Eijirou marcou Denki como seu ômega e companheiro para o resto da vida.

No outro dia eles fizeram a mudança e passaram a morar juntos, apenas eles três.

Atualmente...

O loiro estava na casa de Izuku junto do esverdeado e de Hitoshi. Eles estavam terminando de envelopar os últimos convites do batizado de Miya que aconteceria 3 meses após o nascimento, e por saber que não teria tempo quando a pequena nascesse, o loiro resolveu terminar tudo o que faltava para que não ficasse muito em cima da hora.

Ele se sentia desconfortável e quando fez menção de se levantar para fazer xixi – pois estava apertado – ele sentiu suas calças molharem.

Droga – Resmungou atraindo olhares curiosos.

- O que foi, Den? – Perguntou preocupado.

- Eu ia fazer xixi nas calças – Riu.

- Xixi nas calças? – O arroxeado tirou os olhos do convite que embrulhava e quando viu o líquido fluido escorrer do menor ele se levantou em um sobressalto – Sua bolsa estourou Denki! – Disse exasperado já ajudando o menor a se levantar por causa do barrigão.

- A minha bolsa o que? – Arregalou os olhos – Chegou a hora? – O dois assentiram sorrindo – Eu preciso ir e-em casa... pegar as coisas da Miya e l-ligar para o Eiji! – Ditou preocupado.

- Toshi, leva ele ok? – O alfa assentiu – Eu vou pegar suas coisas e ligo para o Kacchan no caminho, pra ele poder avisar ao Eiji – O loiro assentiu.

Assim que fez menção de andar, uma pontada forte se fez presente em seu ventre o fazendo gemer sôfrego pela dor.

Ai! – Suas pernas fraquejaram mais com o ótimo reflexo de Shinsou, o alfa o pegou nos braços.

- Eu vou levar você. – Passou a andar em direção a porta e logo ambos já estavam a caminho do hospital pois Mina que faria seu parto – esse que estava marcado para apenas uma semana depois.

Izuku pegou a chave de seu carro e saiu disparado para a casa de Denki e Kirishima, no caminho ele pegou um celular e discou o número de seu alfa.

Oi, Lobinho. – A voz de Katsuki ecoou pelo outro lado da linha.

- Kacchan... – Deu uma pausa para respirar fundo em uma tentativa inútil de regular sua respiração – Cadê o Eiji? – Perguntou.

- Ele tá aqui do meu lado, disse que sentiu uma coisa estranha e pediu para eu vim na lanchonete com ele, por quê? – Um barulho alto de buzina foi ouvido do outro lado – Izuku, onde você tá? E que barulheira é essa? – Perguntou preocupado.

- Eu tô dirigindo – O menor se encolheu ao ouviu um grito do outro lado na linha.

- Você tá dirigindo e no celular ao mesmo tempo Izuku? Tá louco? – O repreendeu.

O menor suspirou.

- Olha, o Den entrou em trabalho de parto – Katsuki se levantou de imediato – O Toshi tá levando ele para o hospital e eu tô indo na casa deles para pegar a bolsa de maternidade da Miya – Suspirou – Avise a Mina pra ela preparar a sala de parto e avise ao Eijirou – Pediu.

Certo, dirija com cuidado por favor – O menor sorriu pela preocupação do mais velho – Beijo, te amo  – Se despediu e assim que a chamada foi encerrada, Izuku seguiu seu caminho com carinho.

Katsuki desligou o celular e respirou fundo antes de olhar para o amigo – que estava inquieto, balançando o pé.

- Eiji. – O ruivo o olhou – Eu preciso que você fique calmo agora, ok? – O ruivo se levantou impaciente.

- O que aconteceu? – Perguntou direto.

- O Pikachu entrou em trabalho de parto – O ruivo arregalou os olhos – O morcego está trazendo ele e o Izu foi buscar as coisa da Miya na casa de vocês – Passou a andar pelo hospital junto do ruivo.

- Eu vou me trocar. – O loiro assentiu.

Sem esperar, Katsuki seguiu para a área de maternidade para poder falar com Mina e preparar tudo para o nascimento de sua afilhada.

[...]

Denki começou a ter contrações mais fortes quando já estavam para chegar no hospital, então Hitoshi nem considerou nada e o pegou no colo assim que chegaram no prédio. Ele entrou no hospital gritando por socorro e ao longe era possível ver Kirishima andando de um lado para o outro.

Assim que o ruivo viu seu ômega em trabalho de parto para ter sua cria nos braços de outro alfa, o ruivo rosnou.

Por mais que Kirishima não sentisse ciúmes dos amigos de Kaminari, seu instinto falava mais alto e era por isso que só betas e ômegas faziam o trabalho de parto – por conta dos instintos dos/das alfas.

Quando fez menção de ir para cime de Hitoshi, Katsuki chegou e o segurou por trás.

- Kirishima. – Falou alto – Não faça nada ou você só irá prejudicar seu ômega e seu filhote – Avisou – Ele está ajudando, apenas isso – O ruivo rosnou, mas tentou se concentrar no cheiro forte e doce de erva-doce com lavanda que vinha do menor.

Mina rapidamente veio com a maca e as enfermeiras — todas betas e ômegas — para poderem levarem Denki para enfim, poder ter sua criança.

Izuku chegou na casa dos amigos e subiu rapidamente para o quarto de sua afilhada, ele pegou a bolsa de maternidade da pequena e seguiu em seguida para o carro novamente.

Midoriya voltou a dirigir para o hospital, ele tinha um sentimento estranho de nostalgia e ansiedade dentro de si e isso levou o menor a pensar que talvez, fosse porque Miya era a reencarnação do Shoto.

Assim que chegou no hospital, ele correu para a ala de maternidade e encontrou todos do hospital ali – inclusive Aizawa e Yamada. Ele entregou a bolsa rosa para Ochaco – essa que aguardava sua chegada para entrar na sala de parto, já que iria auxiliar Ashido.

- E então? – Perguntou assim que se aconchegou nos braços de Bakugou.

- O Eiji entrou na sala, foi quase impossível segurar ele – Katsuki riu – Ele vai ficar bem, agora só temos que esperar a Miya querer sair – Todos riram.

Eles sabiam que o parto era demorando, só não esperavam que Miya só iria querer vim ao mundo 12 horas depois.

Um choro foi ouvido depois de quase 13h.

Todos que ainda estavam na sala de espera se entreolharam sorrindo e logo se abraçaram em um abraço coletivo em comemoração à chegada de Miya.

Logo a porta foi aberta e de lá saiu um choroso – porém sorridente – alfa.

- NASCEU! – Gritou enquanto chorava, o loiro se aproximou do melhor amigo sorrindo – Ela é tão pequena bakubrô – Os dois se abraçaram e Katsuki não pode evitar algumas lagrimas que rolaram sobre seu rosto.

- Parabéns Eiji... – Parabenizou – Você é oficialmente um papai agora! – Apertou o abraço.

Todos viam aquela cena – milagrosa – sorrindo, e não demorou mais do que 30 minutos para que Mina – também chorosa – saísse da sala e chamasse a todos pra irem para o quarto onde Denki foi levado e estava agora descansando com sua filha.

Entraram no quarto no maior silêncio possível e ninguém segurou o sorriso ao ver o loiro deitado com um pacotinho em seus braços.

Izuku e Ochaco se aproximaram tentando segurar o choro mais, assim que que viram a pequena feição angelical de Miya, eles não aguentaram e desataram em lágrimas. A pequena tinha a pele clarinha – o que destacavam suas bochechas levemente rosadas. Os cílios enormes pretos e a rala sombrancelha, deixavam claro que a pequena seria morena – que nem Kirishima antes de pintar o cabelo.

A pequena chupava o dedão e isso fez com que todos quisessem mordê-la por tamanha fofura.

- Sua filha é linda, Den. – Ochaco disse chorosa.

- Sim, ela é – O ômega olhou com carinho para o ser em seus braços.

M-minha afilhada é t-tão... l-linda – O esverdado fungou – Eu estou tão f-feliz por você – Fez um carinho nas costas de Miya.

Ninguém entendeu o que se apossou em seguida, mas a morena sorriu e abriu os olhos assim que sentiu o toque do esverdeado em suas costas.

O de fios loiros só faltou gritar ao ver aquelas enormes órbitas de cor dourada – iguais ao seus – o olhando com tanto amor. Kirishima sorriu ao ver que sua filha tinha o mesmo olhar que seu ômega e se aproximou abraçando os dois enquanto trocava um singelo e carinhoso sorriso com Denki.

E foi nesse momento que Katsuki tirou uma foto perfeita da recém família.

[...]

1 ano depois...

O ano que se passou foi completamente feliz e cheio de bênçãos.

Miya agora estava com quase 1 ano.  Ela se tornou uma bebê linda, seus cabelos pretos tinham uma estranha mecha branca – um sinal de nascença por assim dizer. Suas bochechas gorduchas lembravam Ochaco; ela era uma criança intelectual e inteligente que aprendia as coisas rápido até demais – o que fazia Kirishima e Katsuki babarem na menina.

A pequena Miya era extremamente apegada a Midoriya e Bakugou – o que não seria ao contrário já que os dois são extremamente babões com a pequena.

Eles estavam agora na casa de Denki e Kirishima acabando os últimos preparativos para o aniversário de 1 ano da menor. Miya estava cochilando no colo de Katsuki que estava ao lado de Izuku enquanto observava o esverdeado conversar animadamente com Kaminari sobre o evento que logo chegaria.

- Eu tô tão ansioso! – Denki sorriu.

- Eu também. – Admitiu Izuku – A Micchan vai amar a festa – Sorriu largo enquanto pronunciava o apelido que deu a pequena.

- Eu vou colocar ela no berço e acordar o Eiji, ele tem plantão daqui a pouco – O loiro pegou a pequena nos braços com cuidado e foi em direção as escadas.

Izuku sorriu e se levantou para poder se sentar no colo do seu alfa.

- Neh kacchan – Chamou sua atenção – Semana que vem é o batizado da nossa afilhada, o que acha de sairmos para comprar alguma coisa pra ela? – O loiro sorriu.

- Ótima ideia, lobinho – Deu um selinho no menor que sorriu – Podemos também comprar o presente de 1 ano dela – O menor concordou.

Logo Kirishima e Kaminari desceram e os dois se despediram alegando que iriam resolver algumas coisas.

Eles seguiram para o carro do menor e não demorou muito para que eles chegassem no shopping. Pegaram um carrinho e seguiram para uma loja grande que vendia tudo de criança – desde brinquedos até roupinhas e acessórios.

Entraram na loja e foram em direção a sessão de brinquedos e assim que que o loiro bateu os olhos em uma motinha rosa, ele arrastou Izuku para perto do brinquedo.

- Essa.– O menor não entendeu – Esse aqui vai ser o meu presente de aniversário pra Miya – Seus olhos carmesins brilhavam.

- Kacchan? – Riu – Ela vai fazer 1 ano, como você acha que ela vai andar nessa moto? Aí dentro cabem duas Miya's! – Tentou convencer o maior.

Katsuki negou.

- O melhor e grandioso tio dela vai ensinar oras – O menor gargalhou – É sério Izuku, vamos ver se a gente acha uma jaquetinha de couro pra ela! – Exclamou animado fazendo o esverdeado se emocionar por tamanho amor.

Eles seguiram para a sessão de roupas e calçados e passaram a procurar pelo o que o loiro queria, Izuku disse que ia atrás de um sapatinho bonito e que deixaria o Katsuki sozinho para escolher o que queria.

Assim que o menor se afastou, Bakugou viu de longe uma roupinha de super-herói e seus lábios se alargaram em um sorriso. O macacão era azul e tinha detalhes em vermelho e amarelo, e pra finalizar ele vinha com um capuz amarelo com orelhas.

Os olhos de Katsuki brilharam ao imaginar seu filho com um daqueles. Ele pegou a roupinha e pegou também a uma jaquetinha preta que estava procurando e foi encontrar o menor. Katsuki avistou de longe a cabeleira verde de seu namorado e se aproximou o abraçando por trás.

- Oi, Lobinho – Beijou o pescoço do mais novo que se arrepiou.

- Oi, Kacchan... – Respondeu dengoso – Achou o que você queria? – Questionou assim que se virou de frente para o mais velho.

- Achei. – Mostrou a jaqueta e sorriu ao ver os olhos jades brilharem – Achei outra coisa que eu queria também... – Disse incerto, afinal fazia um tempo que eles não comentavam sobre tentarem engravidar novamente.

- O que? – Questionou curioso.

Katsuki então mostrou o macaquinho e os olhos de Izuku marejaram.

- O que acha de voltarmos a tentar ter o nosso filhote, pequeno? – Izuku se jogou nos braços do loiro.

- Eu quero t-tanto kacchan – Soluçou.

O loiro afundou o nariz na curva do pescoço do ômega e o abraçou apertado quase como se quisesse fundir ambos os corpos – e talvez, ele quisesse isso mesmo. Eles concordaram em tentar novamente e voltaram para pegar a moto que Katsuki tanto queria.

O dia do aniversário de Miya havia chegado e Kirishima quase surtou ao ver o presente de Bakugou, todos do hospital estavam presentes e a festa foi incrível. O batizado havia sido no dia anterior e agora eles eram oficialmente padrinhos da pequena Kirishima.

Katsuki não fez questão nenhuma de esconder os sorrisos enormes que dava sempre que a criança tentava subir na moto e isso rendeu fotos incríveis que com certeza, deixariam exposta toda a felicidade que aquela enorme família sentiu naquele dia.

[...]

Havia se passado um mês desde que Izuku e Katsuki tentavam engravidar e nada parecia dar certo, desanimados eles resolveram focar em seus trabalhos e tentarem depois. Faltava apenas 8 meses para que Izuku completasse sua residência e isso estava deixando o menor nervoso.

O pai do esverdeado que havia o visitado nas férias de verão, comunicou que se mudaria definitivamente para o Japão, pois havia conhecido uma mulher chamada Nana e ambos se apaixonaram. Feliz por seu pai, Izuku concordou e prometeu que os visitaria nas férias do hospital para conhecer sua nova namorada.

Era uma terça-feira e o hospital estava agitado, a mais de 1 mês eles vinham recebendo vítimas e sobreviventes refugiados de outros países que estavam em guerra e isso estaria lotando o hospital se não fosse pela ala inaugurada a 2 meses atrás. Muita gente perdeu suas famílias e seus lares, mas era uma bênção estarem vivos.

Havia chegado mais um ônibus cheio de refugiados da Venezuela e por ser um dos únicos que entendia e se comunicava facilmente em espanhol, Izuku estava na linha de frente para atender e direcionar as pessoas que chegavam.

- Dr. Midoriya? – Kayama chamou.

- Sim? – Se virou para morena.

- Tem uma criança de 5 anos que está com os braços enfaixados e as pernas também, aparentemente ela é órfã e perdeu seus pais no último bombardeio que teve semana passada – Disse com pesar – O que devo fazer? – Perguntou.

Izuku suspirou.

- Quem está responsável pela sala de raio-X hoje? – Perguntou.

A morena observou a prancheta em sua mão um pouco.

- O Dr. Bakugou. – O menor assentiu.

- Leve ela para fazer alguns exames com ele e não se preocupe, ele consegue se comunicar facilmente também – A morena assentiu e saiu.

Katsuki estava vendo alguns exames quando a enfermeira chegou acompanhada de uma criança. O loiro viu que a menor estava machucada e andou em direção a ela – essa que se encolheu atrás de Kayama com vergonha e medo.

Oye (ei) – Se aproximou da menor e se abaixou ficando na sua altura – No necesitas tener miedo, no te lastimaré (não precisar ficar com medo, eu não vou te machucar) – Sorriu e tirou um pirulito de seu jaleco e esticou para a menina a sua frente – Aqui (aqui) – a menina sorriu.

Gracias (obrigada) – A albina disse com um sorriso largo.

- Qual a situação? – Perguntou o loiro depois de colocar a menina na maca.

- O nome dela é Eri, não se sabe o sobrenome já que ela é órfã e aparentemente seus documentos foram destruídos junto da sua antiga casa – Katsuki sentiu seu peito apertar – Ela tem 5 anos, o Dr. Midoriya pediu para que você fizesse alguns exames nos braços e pernas dela – Olhou para a menor que se deliciava com o pirulito que havia ganhado.

- Ela não tem ninguém? – A enfermeira assentiu – E o que vai ser dela quando receber alta? – perguntou preocupado.

- Irá pra algum orfanato, provavelmente.  – Ditou com pesar.

Katsuki pensou um pouco e respirou fundo antes de ir examinar a criança que o olhava com curiosidade.

A demanda de pacientes baixou após o último bombardeio então com o tempo que tiveram, os médicos que estavam livres resolveram se juntar para poderem jantar. Katsuki estava agora à sós com Izuku – já que havia o chamado para comerem sozinhos pois queria conversar com o menor.

- Kacchan, você tá estranho... – Disse enquanto comia um pouco de seu miojo.

- Izu... – Suspirou fundo – Eu quero adotar uma menina – Os olhos esmeraldinos se arregalaram e o menor se engasgou com o macarrão em sua boca.

- Desculpe, como? – Perguntou.

- A menina que foi pro raio-X mais cedo – Falou – Eu quero adotá-la – Ditou firme.

A mente de Izuku criou a pior hipótese.

V-você não... q-quer ter m-mais um f-filhote comigo? É-é porque não t-tá... dando c-certo? – Choramingou, seus olhos já enchendo de lagrimas.

- Não é isso! – Se apressou em negar – Eu sou louco pra ter um filhote com você, e você sabe disso – limpou os olhos do menor com os polegares – é só que... ela não tem mais ninguém – o menor entendeu o que o loiro queria dizer e sorriu.

- Podemos fazer isso – sorriu para o mais velho – onde ela está agora? – perguntou.

- Ela ta no quarto 124 no piso 3 – o menor sorriu – quer ir ver ela? – Izuku assentiu.

Ambos saíram em direção ao elevador e seguiram para o piso 3, Izuku estava animado, mas nada se comparava ao sorriso enorme no rosto de Katsuki. Eles chegaram rapidamente ao quarto onde a criança descansava e Midoriya não pode segurar o sorriso.

- Ela é linda – elogiou.

- Sim – chegou perto da pequena – os olhos dela são iguais aos meus – sorriu orgulhoso para o menor.

- E isso deve deixar, ela mais linda ainda – sorriu de volta – kacchan, você sabe que vai ser difícil não sabe? – os olhos carmesins se fixaram em si.

- Eu sei – suspirou – ainda mais por sermos um casal homoafetivo – abaixou a cabeça e encarou mais um pouco aquela garotinha – mas eu irei usar tudo o que estiver ao meu alcance pra conseguir adotar ela – Izuku se emocionou.

Eles ficaram ali observando a pequena até que a albina acordou, coçando os olhos de uma maneira fofa demais para que os mais velhos segurassem o sorriso largo.

Hola (oi) – Izuku disse sorrindo.

H-hola... (o-oi) – a menina disse tímida.

Este es mi novio Eri (esse é o meu namorado Eri) – o loiro disse sorrindo.

Um sorriso largo brotou instantâneamente no rosto da criança ao notar que o seu doutor preferido estava ali também.

hola novio del doctor Kat (oi namorado do doutor Kat) – Izuku sorriu largo - Papá y mamá murieron, ¿no? (o papai e a mamãe morreram, não foi?) – a menina perguntou depois de um tempo fazendo ambos arregalarem os olhos.

Lo siento cariño, pero sí... (desculpe querida, mas sim...) – o esverdeado disse com calma enquanto soltava alguns feromônios de calma.

Os olhos carmesins da menina se encheram de lágrimas e ela se agarrou ao loiro.

No d-dejes que te lleve... por favor (não d-deixem me levar... por favor) – pediu enquanto chorava, o que fez com que o coração dos mais velhos se apertassem.

O loiro abraçou o corpo miúdo e suspirou fundo.

¿Quieres venir a casa con nosotros? (você gostaria de vim pra casa com a gente?) -  a pequena assentiu em silêncio apenas com a cabeça.

Izuku olhava tudo com o coração apertado e prometeu a si mesmo que não perderia mais uma criança, não dessa vez.

Depois daquela noite o casal passou a procurar meios de conseguirem a guarda definitiva da menina – e eles viram que realmente o processo não seria fácil. Eri foi encaminhada a um abrigo temporário enquanto o processo de adoção rolava.

Oito longos meses se passaram, nesse tempo Izuku e Katsuki iam sempre ver Eri e passaram a ensinar inglês a ela – essa que aprendeu em uma velocidade absurda. Nesse tempo também aconteceu o casamento de Momo e Kyoka.

A cerimonia foi linda e Jirou chorou horrores quando finalmente o padre anunciou que ambas estavam casadas. Asui e Ochaco se mudaram e passaram a morarem juntas em um canto apenas delas.

Ochaco havia sido abençoada e agora, estava à espera de seu primogênito – ela havia descoberto a gravidez a 3 meses atrás. Izuku e Denki quase surtaram quando descobriram a tão sonhada gravidez de sua amiga e isso resultou em um grande abraço coletivo e muitas, muitas lágrimas.

E agora, os três estavam se arrumando para suas formaturas, afinal, eles se tornariam oficialmente, Médicos.

- Izu, o que você acha? – Uraraka perguntou ao que mostrava em um voltinha o vestido longo de cor preta todo trabalhado em pedrarias brilhosas.

- Você tá perfeita – elogiou a amiga.

Izuku e Denki trajavam ternos pretos normais, eles não quiseram se arrumar tanto pois a bata que vestiriam na maior parte do tempo, tamparia toda a roupa dos menores. Izuku estava arrumando o cabelo de frente ao espelho quando seu celular tocou, ele se afastou dos amigos e foi para fora do seu quarto para que pudesse atender sem zoada nenhuma.

- Alô? – atendeu sem olhar quem era.

- Senhor Midoriya? – a voz feminina ecoou pelo outro lado da linha.

- Sim, sou eu – tirou o celular do ouvido para ver quem era e franziu o cenho ao ver que não reconhecia aquele número – quem é? – perguntou.

- Ah – a moça deu uma leve risada – meu nome é Rumi Usagiyama, mas pode me chamar de Mirko – ela deu uma pausa – eu ligo em nome do processo que você e seu namorado possuem na justiça para a adoção da menor Eri – os olhos do menor brilharam.

- Sim, você... você tem uma resposta? – perguntou inseguro.

- Sim, por isso eu te liguei – o menor prendeu a respiração – em nome do juizado de menor daqui do Canadá, eu declaro a guarda legal e definitiva da menor Eri para os senhores Katsuki Bakugou e Izuku Midoriya – o menor caiu de joelhos com os olhos marejados ao ouvir que era oficial, ele e Katsuki agora tinham uma filha – alô? Você está aí senhor Midoriya? – a voz ecoou de novo.

S-sim, eu estou – fungou – muito obrigado, muito obrigado – agradeceu.

- Não me agradeça querido, nós da assistência social só queremos o melhor para as crianças – sorriu – e vocês, são o melhor para a pequena Eri – declarou.

- Quando podemos ir buscá-la? – perguntou ansioso.

- Bem, se vocês quiserem, agora mesmo – disse animada.

- Eu estou indo – avisou rapidamente e deu fim aquela ligação.

Izuku se levantou do chão e limpou  as lágrimas em seu rosto, ele entrou novamente no quarto e encontrou seus amigos sentados na cama o olhando com feições preocupadas.

- Quem era? – Denki perguntou.

- Anh... ninguém – mentiu – irei sair agora, avisem ao kacchan que chegarei um pouquinho atrasado – antes que os dois pudessem falar alguma coisa, Izuku saiu correndo descendo as escadas rapidamente e seguindo em direção ao seu carro.

- O que deu nele? – Ochaco perguntou enquanto alisava sua barriga pequenina.

- Não sei – disse pensativo – vamos terminar de nos arrumar, tenho certeza que ele sabe o que tá fazendo – a de bochechas rosadas assentiu.

[...]

Izuku se sentia feliz demais, e assim que parou seu carro em frente ao orfanato que Eri estava, ele não pode conter o sorriso enorme que se apossou de seus lábios. Ele desceu do carro e seguiu residência á dentro, ele não precisou se identificar pois vinha ali toda semana.

Midoriya seguiu para o pátio de recreação onde geralmente as crianças brincavam e passavam o tempo. Ao longe ele viu uma cabeleira branca bem conhecida e não tardou em correr para perto da menina que brincava com uma boneca – essa que foi presente de Izuku e Katsuki.

- Tio zuku – a menina pulou nos braços do esverdeado.

- Oi princesa – abraçou a menor.

- Pensei que vocês só viriam na semana que vem – separou o abraço – e cadê o tio kacchan? – perguntou ao notar a falta do loiro.

- Eu vim te buscar sozinho hoje meu amor – falou.

- Me buscar? – perguntou confusa – você vai me levar pra tomar sorvete? Por isso tá todo bonitão assim? – sorriu.

- Não – a menina o olhou mais confusa – você pode vim morar com a gente agora Eri – os olhos carmesins da menor a sua frente se arregalaram.

- E-então... agora vocês finalmente seram os m-meus p-papais? – o de cabelos verdes assentiu.

A menina começou a chorar junto de Izuku e ambos se abraçaram mais uma vez antes de pegarem as coisas de Eri e irem para o carro do mais velho.

[...]

Katsuki andava de um lado para o outro, ele estava nervoso demais.

Ele havia sido informado por Uraraka e por Kaminari que Izuku chegaria um pouco atrasado, mas isso já fazia 1 hora.

Onde àquele maldito se meteu...? Ele se perguntava ao que se via mais e mais impaciente.

Bakugou havia chegado com Miya e Kirishima na festa de formatura dos mais novos e estava louco para encontrar seu ômega, mas isso não aconteceu. Depois de ser avisado sobre Izuku não ter chegado ainda, ele quis pegar o carro de Eijirou e ir atrás do menor, porém, ele não sabia onde o idiota havia se metido.

Assim que fez menção de ligar novamente para o menor, um furacão de longos fios brancos se agarrou em suas pernas.

- Eri? – pegou a menina no colo – o que você tá fazendo aqui? E como você conseguiu chegar até aqui? – perguntou confuso.

- O papai zuku me trouxe – ditou sorrindo.

- Papai? – perguntou e então, Izuku surgiu com um sorriso grande no rosto.

- Somos papais agora kacchan – a voz doce do ômega ditou.

Katsuki ponderou um pouco mais assim que entendeu, seus olhos lacrimajaram e lagrimas passaram a escorrer pelo rosto do loiro ao que Eri apertava mais seu pescoço em um abraço caloroso.

A g-gente... a gente conseguiu? – fungou.

- Sim kacchan, a gente conseguiu – abraçou os dois a sua frente – somos uma família maior agora – deu um selinho no loiro.

- Eu estou t-tão feliz – Katsuki admitiu.

Izuku se lembrou que havia a formatura ainda, então se despediu de sua filha e de seu companheiro para poder seguir até a sala e colocar sua bata, não demorou muito e ele já estava recebendo seu certificado.

Depois da festa com os amigos, a nova família foi para casa e comemoraram apenas eles três aquela conquista do esverdeado e também, a chegada de Eri. Os mais velhos já haviam arrumado o quarto dela e não foi surpresa nenhuma quando a mais nova chorou e agradeceu pelo cômodo.

O quarto de Eri era lilás, a cama estava ao lado de uma janela – essa que dava a visa do jardim da casa dos midoriya´s – e era forrada por um edredom branco. Havia uma cômoda de cor branca que era enfeitada por ursos e brinquedos de pelúcia, ao lado da cama tinha um criado-mudo de cor branco também – nele tinha um abajur que quando ligado, formava estrelinhas no teto e ao lado, havia um porta retrato onde tinha a primeira foto que os três tiraram juntos enquanto tomavam sorvete.

1 semana depois...

Eri foi registrada com os sobrenomes dos mais velhos e agora ela era oficialmente filha de Bakugou e Midoriya. A mais nova havia se dado super bem com Miya, pois a pequena de fios pretos havia ficado encantada em como o cabelo de Eri era da mesma cor da mecha em seu cabelo e toda hora ficava fazendo carinho no cabelo alheio.

O relacionamento de Katsuki e Izuku estava bem demais, porém, Bakugou queria mais e era por isso que ele estava impaciente.

- Brô, não é tão difícil – Kirishima riu.

- Papai, ele vai aceitar – Eri disse enquanto brincava com Miya.

- Eri, você acha mesmo? – a albina assentiu sem nem pensar duas vezes.

Katsuki havia reservado uma mesa em um restaurante muito bem renomado do Canadá, ele havia combinado com Denki e Kirishikma que Eri ficaria na casa deles para que os dois pudessem sair pra jantar – os dois aceitaram na hora.

Eles iriam se encontrarem lá já que Izuku trabalhava naquela noite e assim foi feito e logo, ambos estavam sentados na mesa reservada a espera de seus pedidos.

- Você ficou estranho o dia todo hoje – disse enquanto bebericava um pouco de água.

- Você também – o loiro respondeu.

- Bem... eu queria te contar uma coisa – o menor disse.

- Conta – incentivou.

Izuku suspirou.

- Eu sei que agora temos a Eri e que não temos tempo assim por conta do hospital, mas... – o menor abaixou o olhar e tirou um pequeno papel do bolso – eu estou grávido kacchan – falou sem arrodeios fazendo Katsuki se engasgar com a água que bebia.

V-você... o que? – perguntou incrédulo.

- Eu estou grávido, de 1 mês – sorriu – paramos de tentar, mas não paramos de fazer sexo... aconteceu – sorriu corado.

Katsuki sentiu lágrimas rolarem por seu rosto e ele só soube se levantar e abraçar seu ômega.

Izu... – fungou e selou os lábios do esverdeado que gargalhava com a atitude do mais velho – EU VOU SER PAI! – gritou – DE NOVO! – antes que Bakugou pudesse gritar mais uma vez e correr o risco de ser expulso do restaurante, Midoriya tomou seus lábios com paixão.

As bocas se juntaram e não demorou muito para que as línguas começassem a se saborearem mais uma vez, o beijo era levemente salgado por conta das lagrimas que insistiam cair dos olhos do mais velho.

Eles se separaram quando a falta de ar se fez presente e se sentaram novamente em seus lugares.

- Obrigado Izuku – o alfa pediu.

- Eu que agradeço – sorriu carinhoso e pegou a mão do mais velho – sem você, eu não teria essa família linda que eu tenho hoje – o loiro sorriu.

- Izuku – pigarreou – você quer casar comigo? – o menor arregalou os olhos e rapidamente seus olhos marejaram.

Kacchan... – chamou baixinho ao que tentava controlar o choro – é claro que eu quero loiro, isso é a coisa que eu mais quero no mundo! – exclamou.

Logo o pedido dos dois chegaram e eles jantaram aproveitando a companhia um do outro enquanto planejavam o casamento e o quarto do filhote que estaria por vim.

2 meses depois...

Aos 3 meses a barriga de Izuku já começava a crescer, e isso o deixava todo sorridente. Eri era uma verdadeira irmã mais velha, sempre ajudando Izuku e sempre falando para Bakugou quando alguém se aproximava demais – e isso tirava muitas risadas dos mais velhos, porém, Katsuki agradecia e pedia que a mais nova continuasse assim.

Ochaco agora estava com 5 meses e sua barriga era consideravelmente grande, a castanha descobriu estar esperando um menino – o que deixou Tsuyu feliz da vida. Elas fizeram o chá de bebê revelação o que gerou uma briga besta entre Kirishima, Mina, Denki e Katsuki – pois haviam apostado em coisas diferentes.

Eri e Miya viam todo o desenrolar de seus pais sorrindo, e não podiam deixar de gargalhar sempre que Katsuki fingia querer bater em Kirishima.

Mei e Iida comunicaram que a rosada estava á espera do primeiro filho do casal e isso apenas gerou piadas de Kyoka e Mina dizendo que a cegonha estava a solta, e realmente estava, pois 3 semanas depois a ômega descobriu que também estava grávida.

Momo quase surtou quando descobriu que seria mãe, Jirou disse que seria o único filho delas, pois era horrível ter que lidar com enjôos matinais e que não iria passar por isso de novo nem fodendo – palavras dela.

4 meses depois...

Era aniversario de Eri e estavam todos reunidos para a festa que o casal havia dado para a menina. Sua fiel escudeira Miya havia presenteado a garotinha de cabelos brancos com um pijama de coelhinhos que era igual ao seu, assim as duas poderiam ficar combinando.

A hora de cantar os parabéns havia chegado e não foi surpresa alguma o choro de Katsuki e Izuku quando a menina homenageou os pais e dedicou o primeiro pedaço do bolo a ambos. Tudo estava lindo, a festa tinha como tema hello kitty e todos usavam orelhinhas de gatinho, e tudo isso fazia os olhos da pequena albina brilharem.

Tudo estava normal até Ochaco começar a entrar em trabalho de parto no meio da festa enquanto comia brigadeiro.

Sem tempo para chegar no hospital – pois a cabeça do menino Yohan já estava se mostrando —, o parto foi feito por Mina no quarto de hóspedes e assim que o choro de bebê foi ouvido, todos comemoraram a chegada de mais uma criança a família.

Aizawa e Yamada que estavam na festa, levaram rapidamente Mina, o bebê, Tsuyu e Ochaco para o hospital para assim, fazerem todos os exames necessários. Izuku passou a mão em sua barriga de sete meses e fez um carinho ali.

- Em breve será o choro da nossa criança – Katsuki o abraçou por trás.

- Sim... e eu não vejo hora – admitiu a ansiedade.

1 mês depois...

Estavam todos reunidos na praia.

Na areia havia várias fileiras de cadeiras brancas e um tapete vermelho separava-as em dois lados. No centro havia um arco cheio de lírios e rosas brancas, havia também um pequeno altar e umas escadinhas para que os noivos ficassem ajoelhados.

As cadeiras eram ocupadas por todo o pessoal do hospital, Ochaco segurava seu recém filhote em seus braços e era possível ver a elevação na barriga de Kyoka e Mei. Katsuki esperava impaciente por Izuku, ele usava um terno preto e cabelos arrumados para trás.

A melodia clássica de casamento passou a soar, fazendo o coração de Bakugou acelerar.

Eri entrava andando devagar pelo tapete vermelho, seus cabelos longos estavam trançados e a menina vestia um vestidinho branco com um grande laço nas costas. Ela entrava jogando pétalas de rosas brancas por todo o vermelho do tapete.

Minha filha é perfeita... Katsuki pensou enquanto trocava sorrisos castros com a garotinha de agora, 6 anos.

Tudo pareceu parar de repente assim que Katsuki avistou Izuku.

Midoriya vestia uma calça social folgada, juntamente de uma blusa grande o suficiente para katsuki saber que não era o tamanho de Izuku – o que era óbvio, já que a barriga de 8 meses estava enorme

Izuku entrava de braços dados ao seu pai e segurava um ramo de flores vermelhas, ninguém podia ver, mas Inko andava junto de seu filho e seu marido seguindo em direção ao altar, assim que chegou, Yagi beijou a cabeleira verde e pediu que Bakugou cuidasse melhor ainda de seu filho e netos.

O loiro assentiu sorrindo, pois não seria nada difícil cumprir tal pedido... pois ele era apaixonado demais por sua família.

A voz do padre ecoou no microfone cortando a ventania da praia, assim que ambos se ajoelharam.

- Estamos aqui hoje para celebrar as melhores coisas da vida, a confiança, a esperança, o companheirismo e o amor entre esse casal – o padre deu início ao casamento - Vocês foram convidados para compartilhar este momento com os noivos Izuku Midoriya Toshinori e Katsuki Bakugou – os dois se entreolharam sorrindo – porque são as pessoas mais importantes para eles. O respeito, a compreensão e o carinho que sustentam o relacionamento deles têm suas raízes no amor e no apoio que todos vocês deram a este jovem casal. Por isso, é uma honra para os noivos contar com a sua presença, aqui, hoje. – o padre deu uma pausa – vocês são parte insubstituível do seu ontem, do seu hoje e de todos os seus amanhãs. Eles escolheram um ao outro como sua família, e hoje estão celebrando o amor que já começou e que vai continuar crescendo ao longo dos anos. Pois o casamento é a união, é uma caminhada rumo a um futuro, que envolve abrir mão do que somos, separados, em prol de tudo o que podemos vir a ser, juntos. – ele respirou fundo e deu inicio a tão famosa frase. – Izuku Midoriya Toshinori, é de livre e espontânea vontade que você aceita a Katsuki Bakugou como seu alfa e companheiro em matrimônio? – perguntou ao esverdeado.

- Sim – respondeu ômega sorrindo.

- Katsuki Bakugou, é de livre e espontânea vontade que você aceita o Izuku Midorya Toshinori como seu ômega e companheiro em matrimônio? – a pergunta agora foi para o loiro.

- Sim, eu aceito demais – todos riram.

- Assim sendo, por favor, dêem-se as mãos e preparem-se para dar e receber os votos de amor, que estão entre os maiores presentes da vida – pediu e assim ambos fizeram.

Eles se viraram um para o outro e permaneceram de mãos dadas, o microfone foi passado para Izuku.

- Bem, primeiramente eu queria agradecer a presença de todos vocês – sorriu e respirou fundo – ai Kacchan, a gente já passou por tanta coisa – o mais velho sorriu – acho que dizer todos os dias que eu te amo e que sou grato pela família perfeita que você me deu, nunca serão o suficiente – o loiro já tinha lágrimas em seus olhos – eu quero ter você ao meu lado para o resto da minha vida kacchan... – fungou – você se tornou a minha vida, você me deu dois filhotes e eu não poderia pedir alfa melhor – limpou as lágrimas – eu te amo – declarou mais uma vez.

- Eu também te amo – sorriu.

Logo o microfone foi passado para Katsuki.

- Sabe lobinho, eu nunca fiz tantos planos pra viver ao lado de alguém como eu fiz pra gente – suspirou – eu sou eternamente grato por ter você na minha vida, eu quero poder ter muitos mais filhotes com você – todos riram – mas de verdade, eu te amo muito – sorriu carinhoso – prometo que irei amar e cuidar de você e da nossa família, e tentarei de todas as formas, ser cada vez mais digno do seu amor – Izuku limpou as lágrimas que insistiam em cair – sempre serei gentil, honesto, tolerante e paciente, mas só com você e com os nossos filhotes – novamente todos riram – mas, acima de tudo, prometo ser um amigo verdadeiro e leal, eu te amo – declarou mais uma vez.

- Eu também te amo kacchan – fungou.

- Agora por favor, as alianças – o padre pediu.

Imediatamente todos quiseram morrer de fofura, pelo tapete vermelho agora passava Miya. Ela vestia um vestido igual ao de Eri e carregava uma cestinha onde tinha uma caixinha vermelha em veludo.

- Obrigado minha princesa – Katsuki agradeceu e deu um beijo na cabeleira morena.

O padre abriu a caixinha e mostrou as alianças para todos enquanto ditava:

- As alianças são símbolos físicos do compromisso de um casal e de sua ligação emocional e espiritual. Elas são consideradas um círculo perfeito, sem começo nem fim e é assim, que a partir de agora serão o relacionamento de vocês – entregou uma aliança para cada um.

Katsuki pegou a mão esquerda de Izuku e colocou a aliança prata que tinha uma pedra de diamante enquanto dizia:

- Eu te dou esta aliança como sinal de que escolhi você para ser o meu ômega e meu melhor amigo, e prometo amar-te e repeitar-te na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza por todos os dias da minha vida – sorriu – até que a morte nos separe – colocou a aliança inteiramente no dedo alheio.

Agora foi a vez de Izuku de pegar a mão do loiro.

- Eu te dou esta aliança como sinal de que escolhi você para ser o meu alfa e meu melhor amigo, e prometo amar-te e repeitar-te na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza por todos os dias da minha vida, até que a morte nos separe – colocou a aliança inteiramente no dedo alheio.

- Em nome de todo o poder investido em mim, eu os declaro oficialmente ômega e alfa – os dois sorriram – podem se beijar agora – os convidados gritaram assim que Katsuki puxou Iuzku para um beijo castro e amoroso.

A festa de casamento se seguiu animada, Eri não parava de dizer em como tudo foi lindo e que quando fosse casar, queria algo igual ao dos seus papais – e isso fez Katsuki rosnar ao pensar na possibilidade de sua filha se casando com alguém.

Izuku conheceu Nana e ficou feliz por ver que seu pai estava bem acompanhado e estava realmente feliz. Katsuki chamou o ômega para a tradicional valsa e assim, os noivos – agora maridos – dançaram ao som da música “beauty and the beast” já que Eri havia escolhido a música, alegando que seu papai zuku era uma princesa e o papai kacchan era uma fera quando queria.

11 de janeiro de 2021, Hospital Plus Ultra, Sala de parto 1.

- Eu preciso que você faça força agora lobinho – Katsuki estava segurando as mãos de Izuku por trás tentando passar conforto através da marca que havia feito na lua de mel.

ARGH – Izuku rosnou pra Bakugou – vem você ter o filhote então, seu filho da pu... AAAAA – seu xingamento foi interrompido por mais uma forte contração.

Desde que havia entrado em trabalho de parto a mais de 4 horas atrás, Midoriya não parava de rosnar e xingar a todos, principalmente o “responsável” por sua situação.

- Izu – a Dra. Uraraka que estava fazendo o parto chamou – preciso que empurre mais – pediu – se não fizer, o bebê vai sufocar – os olhos de Izuku encheram de lágrimas.

Ele gritou mais uma vez e passou a empurrar enquanto apertava cada vez mais as mãos de Bakugou.

De repente tudo ficou em silêncio e só o choro de uma criança foi ouvido.

- Nasceu – Denki que auxiliava Ochaco no parto do seu melhor amigo anunciou – é um menino, parabéns Izuku – Midoriya estava chorando.

Ele estava soado e seu cabelo grudava em sua testa, Midoriya olhou para Katsuki – esse que também chorava – e os dois trocaram um sorriso largo, Bakugou deixou um beijo na testa do menor e quando fez menção de falar alguma coisa, a voz de Uraraka se fez presente.

- Tem mais um – avisou e Katsuki quase caiu pra trás.

- Como assim tem mais um, bolacha? – perguntou.

- São gêmeos, acho que estavam um tava na frente do outro – sorriu – faça mais um pouco de força Izuku – pediu e assim o menor fez.

Quando o segundo choro foi ouvido da sala de espera, todos os presentes se entreolharam.

- Tem outra pessoa dando à luz hoje? – Yagi perguntou.

- Não – Aizawa disse.

E antes que Kirishima ou alguém questionasse o que havia acontecido, a porta foi aberta por um Katsuki chorão.

- São gêmeos! – exclamou, não demorou muito para que Kirishima o abraçasse que nem Bakugou havia feito no dia do nascimento de Miya.

- Parabéns brô, você merece – apertou o abraço ao que sentia as lágrimas do loiro lhe molharem cada vez mais a camisa que usava.

- E você será padrinho de um – prometeu fazendo o ruivo se emocionar sorrindo abertamente.

Logo todos foram encaminhados para onde Izuku estava, eles viram o esverdeado com dois pacotinhos – um em cada braço – enrolados com mantas azuis. Chegaram mais perto e puderam ver como os bebês era lindos.

Eri foi pega por Katsuki e ambos se aproximaram de Midoriya, logo uma foto em família foi tirada por Kirishima.

Um dos bebês havia herdado as lindas sardas de Izuku – coisa que deixou Bakugou apaixonado. Esse tinha poucos fios na cabecinha e deixava claro, que seria loiro igual ao pai, o nome do loirinho foi escolhido como Yuri.

O outro bebê não possuía sardas, e diferente do irmão, havia nascido cabeludinho e isso deixava a vista todos os fios verdes – iguais aos de sua mama. O nome do filho mais novo por questões de minutos foi escolhido como Yukki.

Assim que Katsuki pegou Yuri no braço, seus olhos abriram lentamente e o mais velho teve que se segurar para não chorar ao ver as órbitas esmeraldinas do loirinho que brilhavam em uma intensidade forte, iguais aos de Izuku.

- Ele tem os seus olhos – Bakugou disse sorrindo ao que balançava lentamente o pequeno pacotinho em seus braços.

Izuku sorriu cansado.

Hitoshi – que seria padrinho de Yukki junto de Ochaco – pegou o pequeno verdinho nos braços na intenção de deixar Izuku dormir. Yukki abriu os olhos e se aconchegou nos braços do arroxeado.

- Esse aqui puxou aos olhos da Eri e do Katsuki – a menina sorriu grande.

Assim que todos acabaram de ver os bebês, eles saíram e deixaram a família sozinhos para que Izuku descansasse.

- Eu estou tão feliz kacchan – disse com a voz cansada – obrigado por tudo – agradeceu antes de adormecer com um sorriso estampado em seu rosto.

- Eu que agradeço lobinho – sussurrou – descanse, eu irei proteger nossa família – deu um beijo na testa de seu ômega.

Eri havia ido para casa com Hitoshi, Aizawa e Yamada, e os gêmeos agora descansavam no bercinho que ficava ao lado da cama no menor. Katsuki se sentou ao lado dos três e respirou aliviado enquanto olhava sua família.

- Obrigado por tudo Deus – agradeceu em um sussurro – obrigado por me dar uma família perfeita...

5 anos depois...

Cinco anos havia se passado.

Muitas coisas aconteceram em cinco anos, o primogênito de Kyoka e Momo havia nascido, era um menino e agora ele tinha 5 anos – mesma idade dos gêmeos e do filho de Iida e Mei. Os cabelos do baixinho de nome Akira eram pretos iguais ao de Momo e seus olhos eram roxos iguais ao de Kyoka. Ele não havia manifestado feromônio nenhum ainda, mas para todos era visível que ele seria um ômega.

Iida e Mei também tiveram sua primogênita, Samantha nasceu 1 mês depois de Akira. Ela havia herdado os cabelos rosas da mãe e os olhos azuis escuros do pai. A pequena havia liberado feromônios aos 4 anos e havia se descoberto alfa.

Miya agora tinha quase 7 anos e estava linda, ela havia se descoberto uma ômega aos 5 anos de idade. Eri estava com 11 anos, a menina era bem disciplinada e era uma irmã mais velha de respeito, a albina se descobriu uma alfa quando fez 7 anos.

Os gêmeos Yuri e Yukki estavam enormes. O loirinho era carinhoso, doce e quieto que nem Izuku e não surpreendeu ninguém ao ser dado como um ômega lúpus. O verdinho por outro lado era encrenqueiro e atentado igual a Katsuki, ele arrumava briga com qualquer um que chegasse perto de Izuku, Eri e Yuri – o que arrancava risadas dos mais velhos. Ele foi dado como alfa lúpus, puxando inteiramente os genes do pai.

Katsuki havia sido promovido no trabalho, Aizawa se aposentou e passou a diretoria do hospital para o loiro – esse que aceitou de bom grato e prometeu que daria sua vida para não decepcionar o moreno.

Kirishima e Denki haviam se casado no exterior a 3 anos, e o loiro estava agora a espera de seu segundo filho.

Estavam agora todos reunidos em uma festa de natal, todos com seus filhos – inclusive Hitoshi que havia começado a namorar com Kayama a 1 ano, depois de ficar 4 anos sozinho tentando superar Shoto, o filhote dele havia nascido a 4 meses. Todos estavam sentados em uma grande mesa recheada de coisas gostosas e tradicionais da época comemorativa.

As crianças maiores brincavam em uma piscina de bolinha que haviam alugado e os mais velhos conversavam animadamente. Todos estavam felizes e assim que o relógio bateu 00h00 eles se abraçaram e desejaram feliz natal para todos.

Eram uma família, sem dúvidas.

Izuku bateu um talher na taça em que bebia seu vinho, chamando a atenção de todos.

- Bem, aqui estamos mais um ano – riu fraco – e eu quero agradecer por tudo que vocês me deram ao longo desses anos, principalmente você kacchan – olhou para o loiro que sorria para si – estamos comemorando o natal e eu não podia não comentar sobre ele – olhou para o céu sorrindo – sei que por mais que ele não esteja aqui, o Shoto tá feliz – olhou para Miya que brincava com Eri, Yuri, Yukki, Akira e Samantha toda feliz e sorridente – uma vez ele me disse que o natal simbolizava o amor da família e que ele nunca havia tido isso antes de nos conhecer – disse em relação a ele, e a Hitoshi – tenho certeza que ele ainda pensa assim, mas que agora ele está mais feliz, pois a família dele agora é enorme – todos sorriram e levantaram suas taças seguindo os passos de Izuku – um brinde ao herói Shoto Todoroki – todos juntaram as taças enquanto agradeciam por tudo que o bicolor havia feito em tão pouco tempo por eles.

- Eu queria dizer uma coisa também – Mina pediu e todos deram atenção a rosada – eu estou grávida! – anunciou fazendo todos gritarem em euforia.

Sero abraçou a rosada, e não demorou muito para que o abraço deles dois se tornasse algo coletivo.

Ao longe, a luz de Inko brilhava junto com as estrelas do céu.

- Você formou uma família linda zuku, obrigada pelos netos incríveis que você me deu – limpou uma lágrima que escorria e sorriu – eles iram se tornar grandes cirurgiões um dia, que nem você e Katsuki – a esverdeada deu um sorriso largo e pegou na mão da garotinha de quase 8 anos ao seu lado, ela tinha os cabelos longos e loiros; seus olhos carmesins brilhavam ao que via sua família de longe; as sardas que possuía em suas bochechas estavam destacadas pela luz que emanava de si e de sua avó — vamos Sayuri querida — logo uma luz brilhou, deixando apenas a luz das estrelas enfeitarem e presenciarem aquele momento feliz em família.

Fim.

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