Oi, eu me chamo Maddie Miller e tenho 20 anos. E minha amiga, a Katherine Holmes, tem 24.
Bem, hoje decidi contar um pouco da nossa história. Nosso passado e essas coisas, sabe. Contatei brevemente para que sua mente não se confunda, mas espero que entenda.
Há muito tempo atrás, nossos pais eram muito amigos, não citarei nomes para não expor ninguém, e, bem, consequentemente, quando nascemos nos tornamos amigas também, apesar de termos quatro anos de diferença, fazíamos tudo juntas. Precisávamos fazer tudo juntas.
Nossos pais nunca foram as melhores pessoas do mundo, eles se casaram cedo, começaram a trabalhar cedo, abandonaram os estudos cedo. Acho que quando essas coisas acontecem na vida de alguém, pros seus filhos, os pais deveriam querer uma coisa totalmente diferente, ou seja, uma vida melhor, uma boa escola, alimentação boa, vacina em dia, e todas essas coisas que nos proporcionaria uma vida digna. Mas nossos pais eram muito diferente disso.
Como eu disse, nós fazíamos tudo juntas, porque precisávamos fazer tudo juntas. Eles não cuidavam de nós, então a gente se virava do nosso jeito, do jeito que dava, afinal, eramos crianças e não sabiamos o que fazer, nem quando fazer, nem por que fazer, nem onde fazer, nem nada do tipo. Se a gente vivesse na época de uns 100 anos atrás, quando as meninas aprendiam desde cedo a fazer coisas de casa e se comportarem devidamente bem, para que um dia, lá pelos 20 anos, às vezes mais, às vezes menos, elas pudessem se casar e passassem a cuidar do marido e dos filhos, certamente nossos pais eratariam nos educando da maneira certa.
Tirando o fato de que agora estamos no século XXI.
A gente não estudava, não brincava, enfim, a gente só trabalhava. Até isso a gente precisava fazer, eles abandonaram o emprego e passaram a viver de... nada.
O tempo foi passando, e nada foi mudando. Já estávamos cansadas de tudo isso.
Quando tínhamos 15 anos, no caso ela 15 e eu 11, decidimos fugir de casa.
Hoje nós somos adultas, e moramos em João Pessoa, capital da Paraíba, no Brasil, trabalhos em uma empresa de tecnologia e somos totalmente independentes.
Sempre nos preocupamos se os nossos pais viriam atrás de nós, então precisamos mudar algumas coisas, a Katherine tinha tudo planejado, ela era mais velha. Mudamos nosso nome quando nos encontraram, a gente foi pra uma espécie de orfanato, e lá a gente mentiu muita coisa sobre nós, realmente não queríamos que nos encontrassem. A Katie, para os íntimos, arrumou uma lente de contato colorida pra ela, o olho dela é verde, então assim ficaria mais fácil de identificar, também mudou o cabelo, agora ela tá loira e com o cabelo liso, antes ele era castanho e meio ondulado. Enquanto eu continuei com o cabelo normal, castanho e liso, ela disse que não precisaria mudar muita coisa em mim porque eu era mais nova, as diferenças iriam aparecer mais com o tempo. Agora também uso óculos, com o tempo precisei de um que tivesse grau mesmo. Meu olho é azul, mas não quis mudar ele, não conseguiria dizer que é só uma lente de contato com grau mesmo, como a Katie faz, enquanto eu uso óculos. Lente de contato não deixa a pupila dilatar e as pessoas poderiam desconfiar disso.
Mas toda essa preocupação foi em vão, ninguém nunca veio atrás de nós, nem meus pais nem os da Katherine deram queixa de desaparecimento. Pelo menos é o que a gente pensa, nada nunca aconteceu. Para não levantar suspeitas e, não sei bem, mas, enfim, a gente continua com essa "nova aparência". Então, vida que segue.
Atualmente eu trabalho em uma empresa de tecnologia, na parte de criação de aplicativos, e a Katie na parte de criação de maquinas e essas coisas.
Nossa vida não é fácil, quando fomos para o orfanato, a gente conseguiu terminar o ensino médio, já que estudávamos em casa antes de chegar lá, mesmo que a gente não tivesse muito tempo pra isso. Mas a única coisa que conseguimos fazer foi terminar o ensino médio. Ela saiu do orfanato antes, até mesmo porque só podia ficar lá até os 18, sendo que fugimos de casa quando ela tinha 15, assim não teve tempo pra arranjar um emprego e ir pra faculdade, então ela fez alguns cursos de mecânica que ofereciam pra ela, já que ela levava jeito pra coisa, e assim foi. Quando saí do orfanato, a Katie já tinha um emprego, um apartamento e essas coisas, mas não tinha dinheiro o suficiente pra sustentar nós duas e eu ir pra faculdade e me dedicar aos estudos, enquanto ela trabalhava e eu só estudava, então também fiz alguns cursos.
No final, todo esse esforço valeu a pena, pois hoje sabemos muito mais do que muita gente.
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
nota: demos uma leve atualizada nesse capítulo, pois algumas coisas não faziam sentido, para quem leu como já está, por favor, desconsidere esse aviso, mas quem já tinha lido, recomendamos ler só os dois últimos parágrafos, que foi a parte que alteramos. obrigada pela atenção :).
KAMU SEDANG MEMBACA
Assalto à mão armada
Fiksi PenggemarSe a vida não fosse tão complicada e mais oportunidades sugissem, talvez July Yoshihara e Mare Clarke não tivessem tido a ideia de assaltar um banco e irem viver ricas e plenas enquanto viajam pelo mundo. Mas, como tudo na vida, os planos nem semp...
