Capítulo 1- Vida e existência
Nossa história começa com um tímido adolescente de 16 anos de nome Ethan,cuja vida em seu início nunca foi fácil,mas que de uns tempos pra cá foi-se tranquilizando... Até 2020. Sua infância foi extremamente conturbada,sempre sofrendo muitos ataques físicos e verbais de sua mãe. Uma mulher narcisista e espetacularmente bonita:cabelos loiros,olhos esverdeados,alta e de pele bronzeada,mas com uma das almas mais podres e sombrias que se pode encontrar.
Seu pai era um alcoólatra,vivia bêbado pelos bares mas que lá no fundo,tinha um bom coração. No momento ele se encontrava em uma clínica de reabilitação, no interior de Minas Gerais.
Ethan era infinito,sempre perdia-se em seus próprios pensamentos e uma das coisas mais bonitas nele é que jamais perdia a esperança na vida e amava contemplar a beleza de existir,com todas suas cores. Possuía cabelos pretos e cacheados,olhos azuis muito parecidos com os mãe,só que com um toque maior de humanidade,estatura mediana e um senso de humor questionável.
Aí você,caro leitor,me pergunta:como ele possuía apresso pela vida se no começo da própria só encontrou dor e sofrimento? O céu. Sim,o maravilhoso céu. Ele era vasto com milhares de cores e sensações,e para Ethan,o melhor conforto que ele encontrava no momento. Sentia as vezes que a alma ficava tão leve que seria capaz sentir a energia do céu.
Outro ser que o ajudava muito era Enoque,seu espírito protetor,que de vez em quando aparecia para o alentar ou fazer-lhe companhia. Ninguém acreditava na existência de Enoque e por isso afastava muitas pessoas ao seu redor. Por tudo que houve em sua vida ele decidiu que faria de seu próprio ser todo um mundo.
Ethan ON:
Hoje passei toda madrugada visualizando o céu,as vezes acho que sou mais parte dele do que daqui,na Terra. Não foi uma boa escolha,já que na manhã seguinte eu teria aula. A caminhada até a escola foi ao som de "Dancing in my room",era apropriado.. Combinava com o horário cujo o alto estava invadido por um tom de amarelinho,como se pequenos raios de sol estivessem escapado para brincar entre as nuvens. Não tenho amigos(não vivos e da minha idade),mas me divirto observando as pessoas,suas ações e como interagem com os outros.
Cheguei ao meu destino,se eu tivesse que dar uma nota pro oxigênio até aqui seria 6/10(porque pelo sereno um pouco ríspido meu nariz começou a escorrer um mili pedacinho do oceano). As aulas se iniciam e eu vejo ele.. Meu coração popularmente erra todo seu compasso,dispara,minhas pernas tremem e sinto um grande sopro de vida em meu abdômen. É um sentimento de quase morte,mas de um jeito que nos completa. O olho como se ele fosse a coisa mais linda e angelical que eu pudesse contemplar. Eu já nutria esse sentimento a um tempo...mas me parece tão errado. Seu nome era Romeo,soava com gosto de rosas marrons. Se alguém estivesse prestando atenção em mim e visse com os olhos da alma,veria nítidamente que eu estava brilhando.
O sinal toca e correm as aulas,todas como sempre,sem muita novidade,com exceção de que uma menina aqui da minha sala está grávida,eu vejo o espirito do bebê que ela terá colado no corpo dela,inconsciente. Só que ela ainda vai descobrir que está esperando outra vida. Ouço os pássaros cantando,os invejo... Porque me parecem tão livres e sentem de mais perto o céu. Até que entra o Sr Vicente,professor de geografia,todos gostam dele,possuí uma beleza preta incomparável e um coração gigante. Hoje faremos a aula lá fora,para observar o clima,a circunferência da Terra e fazer algumas anotações. Vejo que minha sala não é a única aqui no pátio,a sala do Romeo também ESTÁ?.
O professor pede pra fazermos grupos,mas como era de se esperar fiquei só,novamente... Ouço a voz de alguém me chamando..
"Ei,menino di-lua,vem aqui"
Fui,meu Deus o que será que queriam comigo? Acabo de perceber que Romeo também está no grupo.
Digo "Oi"
E o mesmo menino que havia me chamado pergunta:
"Aparentemente você não tem grupo,quer fazer com a gente?"
"Hmm,p-pode ser"
Romeo está me encarando,seus profundos olhos penetram minha alma e,quase sem jeito
diz "Oi". Não sai som da minha voz,apenas aceno com a cabeça.
Por todo o horário de trabalho meus olhos e os de Romeo se encontravam...seria um re-encontro de almas?.
Todos na roda conversavam banalmente.
"Eu to te dizendo Rubia,GELO NÃO É COR"
"CHEGA!Fiquem quetos e foquem no trabalho" disse uma voz feminina vinda do grupo. Me veio a mente que ela parecia uma ditadora,talvez eu faça uma caricatura dela quando chegar em casa.
O tempo de aula acaba e está na hora da saída,dou um sorriso tímido ao grupo,como uma forma de agradecimento. De um jeito ou outro,pude sentir por uma hora o que seria ter amigos.
No caminho de volta pra casa me assusto quando sinto uma mão no meu braço,era Romeo
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AMOR UNIVERSAL
RomanceEthan é um adolescente excêntrico e único que aprecia a cada minuto o valor e a beleza da existência. Existência essa que já o maltratou muito em sua infância,fazendo o mesmo ter um passado horrível,além de não ter uma "base familiar perfeita". Está...
