Último trago
Existe pedaços de mim espalhados por toda a casa. Meu coração pede socorro e minha garganta secara de tanto gritar. Os ossos tremem, de fraqueza, dissera o médico semana passada. Me auto diaginostiquei com saudade de você.
Cacos de vidro jogados no chão, que antes seria um quadro com alguma foto nossa em uma noite de outono, que lua nos assistia com inveja, por não ter o que tínhamos. Sentada na janela com uma taça na mão e um cigarro na outra, eu pergunto a lua: o que nos tornarmos? E ela me responde com um vento tão frio que quase me conjelara, já tenho minha resposta. Frieza, lua. Foi o que restou de nós. Só o frio.
A cada trago que te trago, dedico a você mais um brinde, pelo que formos e pelo que poderíamos ter sido. Você é a minha melhor lembrança.
Com tantas histórias que já li e escrevi, nunca imaginei que minha história poderia terminar assim. Acabo de anunciar ao céus que te perdi.
" O céu chora toda vez que uma parte de mim morre. "
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Poesia de dezembro
PoetryPara todas as minhas dores e amores, eu as dedico esse livro. Porque doeria muito mais se eu não colocasse para fora. - Rebeca Cerqueira
