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dia dos namorados pt.2

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Candy***

Estava tudo uma bagunça, meu pais falando sobre decorações e outras coisas, minha irmã olhando pra mim toda hora, Jonny conversando junto com os meus pais e eu olhando o celular.
- é verdade que minha sobrinha vai vir aqui?.- disse eu olhando para meus pais.
- claro, porque?.- disse minha mãe.
- porque eu ainda não estou vendo ela, eu tenho horário para chegar em casa sabia?
- e que horário é esse afinal?
- tenho atividades da faculdade pra fazer, e eu não quero perder meu tempo, as provas estão chegando, e eu não quero ficar aqui a toa ouvindo vocês fazer piadas sem graça e elogiar a família.
- Denny, como pode falar isso?.- disse minha irmã.
- eu tinha que falar, sabe... Eu moro longe, eu sei que a Danny é a favorita de vocês, o que querem comigo?
- só queremos passar um tempo juntos.- disse meu pai.
- vocês travaram meu celular com mensagens só pra mim poder vir aqui, e tive que comprar outro, no caso é esse.
- gente, não vamos discutir, só deixe a Vânia chegar e não deixar ela desconfiar isso tudo.- disse Jonny olhando para todos.
- ele está certo.- disse minha irmã.
- nhe nhe nhe, ele está certo, eu vou ficar lá fora, se ela aparecer eu a comprimento e vou embora.- disse eu me levantando.
- Candy... Espere.- disse Jonny se levantando também.
Assim que sai de casa, me sentei no chão de braços cruzados.
- porque me persegue?.- disse eu irritado.
- não precisa ser assim, seus pais são gente boa.
- você fala isso como se fosse da família, mas se você estivesse no meu lugar iria ver o quanto sou ignorado por eles, eles só age como pais bonzinhos quando tem visitas.
- bom... Eu sei que isso não é problema meu, quer dar uma chance de juntar a família novamente e ter um clima normal?
- não quero, estou sem paciente, e com dor de cabeça.
- você é tão difícil, não é fácil pra ninguém cuidar de você.
- eu não pedi pra que cuidassem, eu já tenho vinte e um anos.
- sim, você tem, mas isso não significa nada, eu sei que quer ir embora, mas isso tudo vai passar.
- Isso não é verdade.- me levantei para olhar na cara dele.
- hum... Ok.- disse ele ficando mais próximo de mim.
- eu não quero passar o dia dos namorados com a minha família novamente.
- e por acaso você está namorando ou vai inventar desculpas de quê está em um relacionamento?
- porque estou me dando ideias?
- eu não estou te dando idéias, você só está fugindo daquilo que você deveria se sentir confortável, a sua família.
- e a sua? Porque você fica me enchendo o saco sendo que você também tem pais? Mas você insiste em ficar e me atormentar.
- eu não apenas estou te atormentando, eu estou fazendo essa merda de obrigação para os seus pais, se eu soubesse com o tipo de pessoa com quem estou lidando, eu teria recusado faz tempo.- assim que olhei pra ele suas veias do pescoço estavam pulando feito louca.
- é uma perca de tempo então você estar aqui ainda.
- eu também acho isso.
- por isso eu prefiro ficar sozinho do que acontecer esse tipo de coisa.
- eu tenho certeza que sim.- disse ele entrando.
- hum...
Fiquei do lado de fora quase a chorar, porque aquilo foi uma discussão de verdade, naquele momento eu ignorei o meu jeito de sempre e percebi a realidade que eu estou vivendo.
- titio?.- ouvi a voz da pequena e doce Marie.
- Marie?
- o que faz aqui fora?
- estava esperando você chegar, eu tenho que voltar pra casa pra estudar um pouco e trabalhar.
- poxa.
- pois é.
- como tem andado?.- disse Danielle.
- meio dolorido meu joelho, mas eu ando bem.
- sei bobo, eu não estava falando disso.
- estava bem, mas pessoas vieram me incomodar, eu já estou com raiva.
- a Dani não tem jeito né?
- não só ela, aquele amigo dela também, tudo chato, mas quem ficou de boa foram os nossos pais, só falando das mesmas coisas.
- entendo, eu vou entrar então, tome cuidado ao voltar, vamos Marie.
- ok.
- até algum dia Denny.- disse o marido da Danielle.
- até.
Pedi um táxi e fui embora, minha vida estava em um mar violento e com tempestades que não paravam.
Cheguei em casa e comecei a arrumar as coisas, não sei se é um hábito de arrumar as coisas, porque antes eu não fazia nada, então nada saída do lugar, mas comecei a lembrar que Jonny diz gostar de alguém com a letra c na minha família, então deve ser a minha prima, a Celine.
Ele tem um péssimo gosto e ele é uma péssima pessoa, no para os meus pais, mas pra mim.
Assim que eu limpei tudo, eu comecei a estudar até pegar num sono.
Assim que eu acordei, eu pensei que era cedo, mas acabei acordando tarde para o trabalho.
Tomei banho, me troquei e fui trabalhar, e quando cheguei, o gerente estava me olhando de longe no mercado.
- me desculpe a demora chefe.- olhei para ele.
- está tudo bem, tava na cara que você estava estudando, quando você não tem nada pra fazer, sempre aparece aqui tão cedo.- disse ele sorrindo.
- ok eu vou indo então.
- tenha um bom trabalho Denny, eu tenho que dar uma saída.
- sim senhor.
Então fiquei ali mexendo da mercadoria, trocando as validades e organizando os produtos nas prateleiras, o mercado é gigantesco, e tem apenas três pessoas para organizar e tudo.
- esse trabalho me gasta energia.- ouvi um funcionário falando.
- pois é, mas é um trabalho bom, eu trabalhei muito duro pra guardar dinheiro e me mudar da casa dos meus pais.
- seus pais são legais, porque quer sair de lá?
- porque eles não me aceitam namorar com um garoto.
- espera? Quantos anos você tem?
- eu te disse quando nos conhecemos, eu tenho vinte e dois.
- atá, e o garoto tem quantos anos? Pelo jeito que você falou, ele deve ser bem mas novo.
- ele tem dezenove, é ruim?
- claro que não cara, e você mora onde?
- com os meus pais ainda, eles não sabem que eu estou comprando um casa, eu já paguei quase tudo, e em troca de morar por lá ainda, é eu me afastar do garoto, mas eu mantenho contato com ele pelo celular quando venho ao trabalho.
- você deve tomar cuidado, sabe, eu te conheço, somos até amigos, mas eu não gay.
- dizendo isso parece que você vai deixar de trabalhar aqui por minha causa.
- claro que não, se eu soubesse que isso estaria acontecendo, você poderia ficar em casa.
Sinto que eu não deveria ouvir conversa das pessoas.- pensei.
- ei Denny, porque demorou tanto?.- disse o alto.
- eu estava ocupado.
- entendo, aliás, eu estava pensando se você podia passar em casa novamente, a gente tá planejando fazer uma festa de despedida da Miley.
- ah sim.
- você vai querer ir? assim eu já posso ficar tranquilo com uma resposta rápida.
- está bem, eu irei, aliás, ela estava me mandando mensagem para mim vê-la antes que seja tarde demais.
- ela é doidinha, as mudanças dela são pesadas, eu pensei que eu iria quebrar meus braços, mas me senti tão musculoso, não precisei nem ir a academia.
- é verdade.- tentei sorrir.
- você está bem?
- não se preocupe, são as coisas da vida, mas não é nada difícil de se resolver.
- então tá bom.
- vão trabalhar até quando?
- hoje vamos até o final, eu estou exausto, mas tenho que fazer isso.
- então voltem ao trabalho.- disse a garota do caixa.
- não é nem pra você estar aqui, fofoqueira.
- sua bunda.
Eles sempre brigam, sempre é Matthew e Alisson, quase todo dia.
No meu trabalho, eu peguei uma escada para colocar algumas coisas, e chegou um homem olhando pra mim, eu fiquei desconfortável, não um desconfortável nervosismo, era desconfortável de raiva, até que ele resolveu dizer alguma coisa.
- você não vai cair daí? Parece ser muito alto.
- eu não tenho medo de altura, mas obrigado pela preocupação.
- mas é sério, não é perigoso?
- é o meu trabalho, perigo existe em todos os lugares, até mesmo seria perigoso você perto de mim antes que eu te dê um soco.
- me ameaça.- sorriu ele.
Eu terminei de colocar as coisas e desci, e aquele homem estava ali ainda.
- está aqui pra ficar me olhando?
- na verdade não, me desculpa se te deixei desconfortável.- disse ele sorrindo novamente.
- hum..
- você é tão introvertido.
- agora que reparou?
- na verdade não, eu só queria ver a sua cara irritada mesmo.
- eu não te conheço.- tentei sai dali.
- então porque não nos conhecemos melhor então?
- está me convidando pra sair?
- o que acha?
- você está ficando louco, saia de perto de mim, antes que você não possa comprar e nem entrar nesse lugar.
- me desculpa, na verdade somos da mesma universidade, eu sou novato.
- e daí?
- é que a diretora disse que alguém chamado Denny poderia me ajudar, e quando ela me disse quem era, eu estava querendo ir atrás de você, mas sempre eu o via, você sumia do nada.
- entendi.
- então você pode me ajudar?
- agora eu estou no trabalho, você pode esperar ou algo do tipo?
- sim, claro, mas que horas você sai?
- eu saio às dez, é ruim pra você?
- claro que não, então eu volto aqui uma nove e meia.
- tá bom.- comecei a arrumar as coisas.
Como isso pode acontecer? Foi aleatório e estranho, a diretora tem alguma coisa comigo, eu nem me ofereci pra ajudar outros.
- quem é o garoto Denny? Apresenta para os seus amigos.
- não é nada demais, e não somos amigos.
- essa dói.
- me desculpe, mas não sinto que temos intimidade o suficiente para falar disso.
- tá certo, eu me intrometi sem querer querendo.
- acontece.
O tempo foi passando, e eu estava com aquela ansiedade de encontrar encontrar aquele homem, ele até que é bonito, seus olhos tem um tom de mel, seus cabelos são loiros naturais e tinha a roupa confortável que eu até gostei, era uma blusa de manga curto rosa e uma calça moletom cinza, combinava muito com ele.
Quando era nove horas, ele estava lá, eu jurava que tudo aquilo era mentira, mas ele estava mesmo ali.
As pessoas já estavam saindo, e os pessoal estavam já se arrumando para sair, e eu peguei as minhas coisas também e fui até o homem.
- boa noite.- disse ele sorrindo.
- hum...
- por favor, me responda.
- ele é assim mesmo garoto, nem o force, senão ele vai acabar te deixando no vácuo a eternidade.
- como assim?
- ele não gosta de ninguém, ele é mais amargo do que o próprio café sem açúcar.
- porque estão me insultando?.- olhei para eles.
- deixem ele pessoal, vocês são um puxa saco, aliás, ele é mais inteligente que vocês todos.
- agora você está nos insultando chefe.
- apenas vão logo, eu tenho que fechar isso.
- está bem.
Tdos saíram e aquele homem ficou conversando, então eu decidi sair dali, não gostava de ficar parado sem fazer nada.
- espere por mim.- disse indo atrás de mim.
- hum...
- não posso perder você de vista novamente.- sorriu ele.
- aí ja é problema seu.
- que raivoso.
- é porque eu sou assim, mas você não percebeu ainda.
- pode ser que sim.
Aff... Chegando em casa, estava ele sentado no meu sofá e olhando um pra cara do outro.
- então, tá esperando o que de mim?
- os livros, a diretora disse que você tem todos os livros.
- ah, você precisa de livros, eu irei pegar, mas não toque em nada.
- pode deixar.
Subi as escadas, na minha estante estava os livros, assim que eu as peguei, eu desci.
- são bem grandes.- disse ele.
- então boa sorte.
- você se importa de eu pedir um pouco de água?
- eu pego pra você.
Sai dali e fui direto para a cozinha, peguei uma garrafa e um copo para ele.
- é esse tipo de coisa que você quer fazer?.- perguntei.
- finalmente você puxou assunto.- sorriu ele.
- finge que eu não disee nada então.- cruzei os braços.
- não precisa, na verdade eu queris fazer outra coisa.
- tipo o quê?
- gosto de fotos.
- você queria fazer universidade de fotografia?
- sim, fotos são lindos, mas quem realmente apoia isso são os meus pais, mas quem não apoia é o meu avô, ele estraga tudo, mas as vezes ele é um bom homem.
- e porque seu avô está tomando conta da sua vida?
- porque ele também tinha um filho, que na verdade seria o meu tio, mas ele morreu quando tinha dezessete anos, e ele decidiu que queria ir para a universidade e estudar medicina.
- e seu pai? Ele não podia fazer esse papel?
- meu pai era o mais velho, ele já estava na universidade fazendo português.
- entendi, e eram apenas os dois?
- eram três irmãos, esse que faleceu era o caçula, o do meio viaja a trabalho, estudando linguísticas.
- entendo.
- pois é, agora eu tenho que fazer isso, como se fosse uma homenagem ao meu tio falecido.
- hum...
- e você?
- a minha não é nada demais, pais chatos, irmã chata e amigo da minha irmã também é chato.
- você pelo menos gosta deles?
- gosta é uma palavras bem forte, mas eu só gosta da minha sobrinha e minha outra irmã, agora o resto é como se me perseguissem.
- deveria mudar de casa.
- porque?
- só pensei alto, mas see você fizesse mudanças na sua vida, talvez você se sinta confortável sem esses problemas.
- é uma boa idéia.
- pois é, então eu vou indo.- disse se levantando.
- porque não fica? está bem tarde não acha?
- por isso é bom puxar conversa, assim eu não teria quê ir embora.- disse sorrindo.
- e porque você não iria embora?
- sabe, é dia dos namorados, e não é legal comemorar isso sozinho.
- o que?
- isso mesmo, agora que me pediu pra ficar, eu vou ficar aqui.
- está bem né.- revirei os olhos.
- eu vou dormir onde?
- com certeza no sofá.
- devemos ver um filme e comer alguma coisa, o que acha?
- não tenho certeza.
- claro que tem, a casa é sua, você decide.
- pode ser então.
- ok, então eu vou fazer pedidos.
- pedidos de quê?
- pedidos de comida, nada melhor do que petiscos, bebidas e pipocas.
- vai comprar pipoca pelo delivery?
- não, eu vou fazer, você tem?
- eu acho que sim.
- eu posso ver?
- claro, você não tem cara que roubaria comida.
- você estava querendo que eu vá embora porque eu parecia um ladrão?
- isso, mas agora não penso nisso, você deveria ficar de boa.
- isso não me atinge, só fiquei surpreso.- sorriu ele novamente.
- para com isso.
- o que?
- você fica sorrindo toda hora, isso que deixa irritado.
- porque não gosta? Você quer que as pessoas sintam a mesma dor que você pra se sentir confortável?.- disse chegando perto.
- não é nada disso, só acho ridículo ficar sorrindo toda vez que olha pra mim.- cruzei os braços e olhei para o lado.
- está bem, eu não farei mais isso, pra você ficar feliz.- sorriu ele.
- você está mentindo.
- eu sei.- disse indo até a cozinha.
Que coisa louca que está acontecendo na minha casa? A que ponto eu cheguei de deixar alguém na minha casa e passar o dia dos namorados comigo.
Assim que os pessoal chegaram, nós topamos de ver um filme, eu detesto filme de romance, mas como ele que quis ver, eu deixei passar.
- você tem cara que não gostou do filme.- disse olhando pra mim.
- não mesmo.
- que tipo de filme você gosta?
- terror.
- eu também gosto, ainda mais quando são meus atores preferidos fazendo um personagem do filme, gosto de ver zombies e bichos estranhos que vem pra terra ou algo assim.
- eu também.
- pelo menos nos entendemos nesse tipo de coisa.
- infelizmente sim.
- você gostou dessa noite? Com certeza é a mais legal que você já teve.
Admito que sim, de todos os feriados eu sempre estive na casa dos meus pais os aturando ou estou em casa fazendo nada e estudando.
- foi um pouco bom.
- um pouco? Deveria ser o melhor né? Ainda mais que é do dia dos namorados, pelo menos não comemorou sozinho dessa vez.
- acho que sim, eu vou indo dormir.- me levantei do sofá.
- ok, boa noite.
Eu sai dali e fui para o meu quarto, fiquei pensando numas coisas estranhas e isso me deixava irritado durante a noite.
E com o tempo eu ouvi passos subindo as escadas, não admito que estava com medo, mas eu fiquei apenas escutando até onde esse som iria.
- Denny...
- o que foi?
- eu posso dormir aqui? Lá embaixo é escuro e frio.
Foi a mesma coisa que Jonny dita dito ontem a noite, realmente desse ser frio lá embaixo.
- está bem.- me mudei para o canto.
- mesmo que você seja desse jeito, eu gostei de você.- disse olhando pra mim.
- em quê?
- bom, mesmo que você seja introvertido, você pelo menos tem um pouco de simpatia e paciência.
- eu não percebi nada disso.
- mas eu gostei do mesmo jeito.- disse sorrindo.
Quando ele se aproximava para um beijo, eu recusei.
- o q-que está fazendo?
- você não ouviu o que eu disse? Eu gostei de você.- disse segurando minha mão.
- agora tem um pervertido na minha cama.
- pervertido.- disse sorrindo.
No momento em que estava olhando pra mim, ele me beijou, foi demorado mas era bom, não sei como venhamos a esse ponto, eu estava ficando envergonhado e em pânico.
- hum... P-para.- falei me afastando.
- o que foi?
- isso n-não era pra acontecer, de jeito nenhum.
- porque acha isso?
- nem nos conhecemos direito, eu nem sei o seu nome.- comecei a ter um ataque de nervosismo.
- calma, está tudo bem, nós podemos nos conhecer melhor se quiser, estamos no mesmo lugar, aqui e na universidade.- disse olhando pra mim.
- eu não sei.
- podemos fazer isso agora.- disse pegando a minha mão.
- onde vamos?
- vamos a um encontro.
- o que?
- sim, um encontro.
- m-mas agora?
- você quer sair amanhã então?.- disse me olhando.
- e porque acha que devemos fazer isso?
- eu não sei, mas sinto que devemos.
- então porque não voltamos pra cama? Já está tarde.
- então você promete?
- o q-que?
- você promete que iremos sair amanhã?
- preciso fazer essa promessa?
- sim, porque senão você some feito uma sombra, eu já fico louco só por não conseguir falar com você.
- desde quando você estava me procurando?
- por dois dias, uma foi na rua e a outra foi na universidade, mas não consegui falar com você.
- entendi.
- foi muito difícil, e quem era aquele homem que ficava do seu lado? Você olhava pra ele com tanta raiva?
- chegou a ver isso também?
- sim, porque?
- ele é o amigo da minha irmã, consideram ele como família, e ele age como um guarda perto de mim porque meus pais o obrigou a ficar de olho em mim.
- é bem chato isso.
- pois é, mas agora eu não o vejo mais, nós brigamos e ele falou aquelas coisas, me dá vontade de esmurrar ele.
- tenha calma, uma noite como essa merece um descanso, vamos subir então.- disse ele ainda segurando minha mão.
Subimos as escadas e nos deitamos, eu estava ficando louco, aquilo era estranho de se acontecer, e eu não posso acreditar que gosta de mim, pode ser apenas pra me zoar na universidade ou algo assim.
Ele acha mesmo que é um esperto.- pensei.
De manhã eu vejo ele ainda deito na minha cama, então eu descido acordar ele.
- está na hora de acordar.- cutuquei ele.
- vamos dormir mais um pouco.- disse me puxando para cima dele.
- e-está ficando louco? Temos aula.
- aff...
- anda logo.- sai dali e corri para o banheiro todo vermelho.
Isso é tão chato de acontecer, porque ele faz esse tipo de coisa sem ao menos se arrepender do que tem feito?.- fiquei pensando enquanto ligava o chuveiro.
Assim que sai do banheiro, eu troquei de roupa, ele não estava dormindo mais ali da última vez, e quando eu desci, ele estava lá, sentado na cadeira e olhando pra mim com cara de sono.
- você não vai pra casa?.- perguntei.
- você quer tanto assim que eu vá embora?
- não foi isso que eu quis dizer.
- eu já estava indo mesmo, obrigado por me deixar passar a noite aqui.- disse saindo.
- e-espera!
Emfim ele se foi, acho que eu o deixei bravo, aliás, foi eu que o convidei para ficar aqui.
Peguei as minha coisas e sai também, fechando a casa inteira e pegando táxi.
Foi bem diferente esse ano, sem guarda costa e conheci alguém bem estranho, mas o convidei para dormir em casa e ainda mais dormir na minha cama comigo.
Desci do carro e fui para a sala direto, como sempre eu fico ali sozinho, algumas pessoas falam comigo sobre as provas e tudo, isso porque a minha nota foi a maior de todos da sala.
E me lembro que aquele homem também faria o mesmo curso que eu.
- quero apresentar o novo aluno transferido para a nossa sala, se apresente por favor.- disse o professor.
- bom dia, meu nome é Harry, tenho vinte e um anos, quase vinte e dois, espero que eu não seja um peso para vocês e obrigado.- disse sorrindo em minha direção.
Assim que se apresentou, ele estava vindo em minha direção, assim que ele chegou, ele sentou atrás de mim com umas pessoas.
Eu finalmente sei o nome dele, ontem ele não me disse nada desde que estava me esperando no mercado, ele não disse o nome dele, mas agora eu matei a minha curiosidade.
Eu jurava que ele iria até a mim, mas acho que ele está realmente bravo.
A aula foi passando, no intervalo eu fiquei na biblioteca como sempre, e conversando com um grupinho de pessoas falando de coisas aleatórias.
- Denny você tem visto que lançou um livro essa semana do Edward Ceif?.- disse um menino.
- ainda não, mas é legal?
- disseram que sim, mas ele está muito caro pra comprar, e eu quero muito aquele livro.
- você acha que eu também não quero?.- disse a menina.
- queremos mas não podemos.
- se vocês dois parassem de gastar com bebidas em baladas, dava pra vocês comprarem dois ou três livros dele.- disse a outra garota.
- isso é um absurdo.- cruzou os braços.
Que coisa louca.- pensei.
- ele fala sobre o que?
- ele é sobre fantasia, terror e é super legal.
- entendi.
Depois eu sai para ir a sala, eu sempre faço isso, vou a biblioteca e depois vou para a sala, como não tinha ninguém, deitei minha cabeça na carteira.
- se você estiver com sono, deveria estar em casa.
- hum...
- garoto das trevas, deveria estar em casa.- disee se sentando ao meu lado.
- pare de me chamar assim, é ofensivo.
- me desculpe, estava apenas brincando.- disse tocando em minha mão.
- v-você.
- o que?.- disse olhando nos meus olhos.
- está b-bravo comigo?
- não, porque?
- é porque você saiu de casa tão rápido, eu pensei que estava bravo achando que eu estava pedindo que fosse embora.
- eu entendo, mas não estava bravo, eu realmente precisava mesmo ir pra casa me trocar.- disse sorrindo.
O sorriso de sempre.- pensei.
- hum...- olhei para o lado.
- o que foi?
- como você pode sorrir assim tão facilmente?
- porque? É bem fácil de sorrir.- disse segurando minha bochecha.
- i-isso não vai dar certo.
- claro que vai.
- p-para, eu não consigo.- disse tirando as suas mãos das minhas bochechas.
- se não conseguir, você pode sorrir apenas para mim, não precisa fazer isso para os outros.- disse olhando nos meu olhos como da última vez.
O sinal tocou ele saiu dali, eu estava todo vermelho, mas tentei disfarçar para que não vissem.
No final da aula, o professor queria dupla, então Harry disse que queria faxer comigo, e eu já fiquei nervoso.
Assim que acabou, eu sai na frente porque queria ir para o mercado comprar algumas coisas e ir pra casa, então alguém toca meu ombro e eu fico paralisado.
- onde está indo?
- o q-que? Você me deu um susto.
- te assustei? Foi sem querer mesmo.- sorriu ele.
- eu estou indo ao mercado agora.
- já está indo trabalhar?
- eu não, é que eu preciso comprar algumas coisas que estão faltando em casa, eu vou trabalhar mais tarde, então eu vou indo.
- eu posso ir com você?
- porque?
- temos um encontro, certo?
- ah, sobre isso.
- eu te espero como ontem?
- pode ser.
- está bem, vamos indo, é o meu caminho mesmo.- disse colocando seu braço em meu ombro.
- hum...- sai um pouco de perto dele.
- que cara é essa?
- eu não sou armário pra você ficar pendurado em mim.
- está com a língua afiada hoje hein.- sorriu ele.
- hum...
Pelo visto vou ter que aturar ele por mias tempo do que eu pensei.
- vai comprar o que?
- algumas coisas.
- você sabe de côr a sua lista?
- eu não vou comprar muita coisa.- peguei o carrinho e fui direto para as prateleiras.
- você gosta de café?
- sim.
- você gosta de bolo?
- porque está me perguntando tudo isso?
- porque eu quero saber algum coisa sobre você.
- está bem.- revirei os olhos e comecei a fazer as compras mesmo com ele falando o tempo todo.
- você precisa de ajuda?
- não.
- porque não?.- disse fazendo aquela cara de cachorrinho triste.
- eu disse que não era muita coisa, e você disse que este era o seu caminho para casa.
- porque não me deixa ir com você?
- mas a gente já vai se encontrar mais tarde, não há necessidade de tudo isso.
- aff... Você é tão linda esperto que me deixa com raiva.- disse cruzando os braços.
- porque?
- você não entendeu ainda? Eu quero ficar perto de você, aliás, não entendi nada da matéria de hoje.
- inventando desculpas.- sai do mercado.
- poxa.
- então anda logo, eu tenho coisas pra fazer.
- ok.
Fui andando e Harry estava atrás de mim, assim que eu parei, ele se esbarra comigo.
- p-porque parou?
- é desconfortável você andando atrás de mim.
- oh desculpe, eu estava distraído.- sorriu ele sem jeito.
- tome isso.- dei um pouco das compras pra na mão dele.
- você não disse que não precisava?
- disse, mas vendo você fazer nada me deixou irritado.- fui andando novamente.
Assim que cheguei em casa, eu guardei as coisas e já estava me preparando para ir trabalhar.
- você vai ficar onde?
- eu vou ora casa me arrumar também, essa noite vai ser boa.- disee sorrindo.
- começou com essas coisas, é melhores ir logo, eu não posso me atrasar de novo.
- está bem.
- obrigado pela ajuda.
- o que disse?
- eu disse obrigado pela ajuda.
- que bom ouvir isso de você, eu vou indo então.
- você não quer comer alguma coisa?
- está me convidando para almoçar com você?
- infelizmente sim.
- então eu quero.- disse se sentando na cadeira.
- você não tem muita coisa pra fazer pelo que eu percebi.
- porque acha isso?
- porque você agora está sempre me seguindo.
- entendi o que quis dizer.
- você não trabalha ou algo assim?
- na verdade não.- sorriu ele.
- e porque não? Espera! Eu não deveria perguntar o que está tão óbvio.
- o que é tão óbvio Sr. Denny?
- está óbvio que você é rico.
- você me conhece?
- não, mas pelo seu jeito com certeza é rico.
- eu não admito que eu cmsou riso, mas a minha família sim, inclusive meu vô.
- se a sua família é rica, porque você não seria?
- eu não me considero tudo isso, eu prefiro o simples, como um garoto normal.
- entendi.
- e você?
- o que?
- e seus pais? Eles são assim também?
- são, mas nunca me importei com isso, você gosta de café ou chá?
- pode ser café, eu quero ficar acordado para noite.
- tá.
Fiquei o café e peguei uma torta que estava na geladeira.
- coisa boa, esse é o meu favorito, onde comprou?
- eu fiz.
- você que fez?.- me olhou com os olhos arregalados.
- o que foi? Eu também sei cozinhar só pra você saber.
- eu estou apaixonado.- disse sorrindo pra mim.
- apenas coma.- revirei os olhos e peguei meu celular.
- eu preciso do seu número, já que somos amigos.
- pra quê?
- pra conversar no dia a dia, você nunca fez isso?
- claro que não.
- então eu serei o único.- sorriu ele.
- pois é né.
Cheguei perto dele e passei meu número, ele parecia tão feliz com isso, me dá vontade de esmurrar ele por causa disso.
- perfeito, eu te mando mensagem assim que eu chegar no mercado.
- está bem, é só isso?
- sim, e eu já vou indo, nos vemos depois.
- ok.
Ele saiu e eu fiquei desesperado, tipo, é a primeira vez que eu tenho um encontro durante anos, e sinto que esse encontro seria totalmente diferente de outros que já tive.
Da primeira vez que eu namorei, eu nem estava namorando, não nos beijamos, apenas nos abraços, então eu decidi terminar tudo isso, então eu fiquei afastado, meus pais eram chatos sobre esse assunto, que eu deveria ter encontrado alguém melhor ou algo assim, e então eu comecei a me afastar deles desde da última vez que me disseram que eu não tenho namorado porque eu tenho problemas, mas quem sai machucado sou eu, e não aquele que eu estava namorando, e pelo visto ele está bem, sempre que o vejo na rua ele fica me olhando como se quisesse falar comigo.

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⏰ Última atualização: Apr 18, 2023 ⏰

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