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Os raios de sol que passavam pela pequena fresta da cortina batiam em meu rosto despertando-me de meu sono, mais um dia de verão estava se iniciando. Eram seis horas da matina e eu precisava me arrumar para mais um dia de trabalho. Minha colega de quarto ainda dormia feito pedra. O ar condicionado deixava o cômodo completamente gélido, o que me fez colocar um casaco imediatamente.

Hoje seria mais um dia como os outros, com a mesma rotina, sendo cada vez mais desgastante e monótono. Levantar, arrumar a cama, tomar banho, me arrumar, trabalhar, almoçar, trabalhar novamente, ir para a faculdade e voltar para o dormitório. Isso se tornou automático.

Ao fazer todo o meu ritual matinal, coloquei minha melhor roupa e segui até a estação de metrô para mais um dia exaustivo de trabalho.

São sete horas da manhã, estava sentada no banco aguardando meu trem, quando sinto a presença de alguém, o que é completamente estranho já que a estação está sempre vazia neste horário. Noto que há um homem me observando, ele não está muito distante de mim.

Um sentimento de medo atinge meu corpo e imediatamente envio minha localização para meu namorado Bryan, mesmo que o mesmo ainda não esteja acordado.

Desvio a atenção de meu celular ao perceber que o homem havia sumido do meu campo de visão, o que me deixou apreensiva.

Uma mensagem no celular faz com que eu me desligue dos meus pensamentos de fuga.

Amor: Qual foi a necessidade de me mandar sua localização?

Você me acordou.

Eu: Havia um homem na estação de metrô

Amor: Nunca viu um homem na vida?

Deixa de ser surtada!

O trem das sete e quinze finalmente havia chegou e eu pude ficar mais tranquila o adentrar o mesmo. Lá já haviam várias pessoas de outras estações, todas seguindo sua rotina de trabalho.

Avisto o homem que me observara na estação. Ele agora estava sentado ao lado de uma senhora, o mesmo persistia em me observar. Ele aparentava ter uns quarenta e poucos anos, idade para ser meu pai, ele me encarava como se eu fosse um pedaço de carne.

Eu estava aflita e com medo.

Uma garota próxima a mim percebeu que eu estava inquieta e se aproximou de mim.

-Você está bem? – ela pergunta

-Nenhum pouco. – respondo

-Aquele homem não para de te encarar, você está com medo né?

-Sim. – digo suspirando – Ele está me seguindo desde a estação.

-Onde você vai descer? Posso tentar ir com você se isso for te deixar mais tranquila.

-Eu adoraria... Vou descer na próxima estação.

-Que coincidência, eu também! – rimos – Me chamo Evellyn.

-Caitlyn. – ela sorri

HOMETOWNWhere stories live. Discover now