"Sonserina".
Uma palavra que ecoava estranhamente em meio aos corredores silenciosos da casa verde e prateada. No entanto, para o jovem protagonista desta história, não era apenas uma casa em Hogwarts; era um fardo que ele carregava, uma carga que se transformava em vergonha e isolamento. Não havia espaço para um Potter na Sonserina, especialmente um Potter mestiço, o irmão do menino-que-sobreviveu. As paredes daquela casa não ecoavam com o orgulho que os sonserinos costumavam ostentar; em vez disso, ele era a vergonha daquelas paredes, um intruso que não pertencia àquele enclave de astúcia e ambição.
Ele foi enfeitiçado, domado pelos colegas de casa, tratado como se fosse nada além de miséria. Talvez ele não fosse mais do que isso. Auror Potter e professora Potter, seus próprios pais, não escondiam sua aversão por ele. Seu irmão, Alexander Potter, também não parecia inclinado a estender-lhe a mão. Os professores o humilhavam, lançando-lhe palavras cruéis, afirmando que ele buscava atenção, incapaz de cumprir as tarefas mais básicas, como ler e escrever. No entanto, ninguém se deteve para ouvir sua defesa. Até mesmo James e Lily brigaram com ele, acusando-o de desviar o foco de seu irmão. As palavras cortantes do professor Snape ecoaram em seus ouvidos, afirmando que ele não pertencia à Sonserina, que era tão arrogante e pretensioso quanto o pai, sempre no centro das atenções, assim como o irmão.
Talvez ele nunca tenha enxergado com clareza como o tratavam. Ele era um homem ocupado, diziam. No entanto, enquanto ele se esforçava para se encaixar, cada canto de Hogwarts parecia rejeitá-lo.
As adversidades continuaram a perseguir o jovem, e seu corpo mostrava os sinais evidentes de um sofrimento silencioso. Madame Pomfrey expressou suas preocupações com a fragilidade de seus ossos e sua condição física alarmante, resultado de inúmeras surras e azarações. No entanto, ele se fechava em sua própria concha, desmentindo qualquer sinal de fraqueza. Ninguém percebia verdadeiramente a gravidade de seu sofrimento, e ninguém parecia se importar.
Ele se via quebrando aos poucos, perdendo pontos para sua casa, desagradando os sonserinos que, por sua vez, tornavam-se cruéis. Sua passagem pela enfermaria tornou-se rotineira, um ritual solitário que o conectava apenas com a indiferença ao seu redor. A dor física era quase trivial quando comparada à agonia emocional que o envolvia.
Ninguém entendia, e ele não sabia como expressar o turbilhão de emoções que o consumia. Ele sentia falta de seus padrinhos, almofadinhas e aluado, mas eles se foram, deixando-o à mercê de uma solidão devastadora. As lembranças de seu tio Valter, cujo "amor" se manifestava em abusos físicos e emocionais, assombravam sua existência. A negligência de seus próprios pais tornava-se uma ferida aberta, uma ausência que doía mais do que qualquer castigo físico.
Ele tentou se encaixar, tentou ser notado, mas, para ele, a atenção era sinônimo de sofrimento. Foi difícil, e a escola tornou-se um campo de batalha onde os sonserinos e corvinos procuravam azará-lo, e os grifinórios o viam como um alvo para descarregar suas frustrações.
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As férias entre o primeiro e o segundo ano de Hadrian transcorreram em um clima pesado e sufocante. Após o término do ano letivo em Hogwarts, suas expectativas de um período de descanso foram cruelmente frustradas pelo ambiente tumultuado em sua casa. Seus pais, insatisfeitos com suas notas e comportamento, descarregaram sobre ele uma série de reprovações e reclamações. A atmosfera familiar era tensa, carregada com a frustração e as expectativas não correspondidas.
A vitória da Grifinória na Copa das Casas e na Taça de Quadribol, com Alexander atuando como apanhador, trouxe um breve alívio ao ambiente, mas a euforia logo cedeu lugar a mais críticas direcionadas a Hadrian. Seus pais o notaram apenas o suficiente para repreendê-lo por suas notas, comportamento e as queixas dos professores. Cansado e desanimado, ele se sentia desconectado de tudo e todos.
Com o flagrante desagrado de seus pasi com sua presença, Hadrian optou por se isolar em seu quarto, alimentando-se apenas de água, enquanto ponderava sobre a natureza de seu lugar na família. Pansy Parkinson, uma colega sonserina, lançou comentários cruéis sobre seu peso, intensificando a já fragilizada autoestima de Hadrian. Ele alimentou a esperança de que, ao emagrecer, seus pais pudessem finalmente acolhê-lo com afeto, uma esperança que se revelou inútil.
As férias foram um período de exaustão emocional e física para Hadrian, mergulhando-o ainda mais nas profundezas da sua própria melancolia. Sua cama já não proporcionava o conforto de antes, a comida carecia de sabor, e o desejo de que tudo terminasse tornou-se um eco constante em seu peito. O segundo ano em Hogwarts, embora distante, tornou-se um ponto de fuga desejado, uma possível pausa nas tormentas que tumultuavam seu mundo.
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O segundo ano de Hadrian se desenrolou como um capítulo sombrio e tumultuado em sua trajetória por Hogwarts. O ingresso do presunçoso professor Gilderoy Lockhart no rol docente não só intensificou o desagrado do mestre para com seu irmão Alex, o herói da escola, mas também desencadeou uma hostilidade particularmente dirigida a Hadrian. Um enigma envolvia as razões subjacentes a essa animosidade, acrescentando um véu de complexidade aos eventos já intrincados.
A escola encontrou-se imersa em uma atmosfera de inquietação, marcada pela petrificação da gata do zelador Madame No-rr-a, pelas infundadas acusações de Filch e por uma série alarmante de eventos que resultou na petrificação de fantasmas e até mesmo de alunos. Os Sonserinos, injustamente culpados pela abertura da Câmara Secreta e pela presença do basilisco, tornaram-se alvos crescentes de crueldade. Entretanto, após a primeira petrificação, a atmosfera tornou-se ainda mais densa e hostil para Hadrian. A raiva represada dos Sonserinos encontrou uma válvula de escape, e Hadrian tornou-se alvo de represálias intensificadas.
O destino o levou a um confronto sombrio no corredor, onde casas rivais se uniram em uma aliança improvável. A dor física, provocada por feitiços e socos, tornou-se um eco distante diante da dor emocional. Seu corpo frágil cedeu, a visão turvou-se, e a consciência desvaneceu.
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O despertar aconteceu entre lençóis impessoais e o som constante de máquinas médicas. O coração pulsava ao ritmo monótono dos bip bip, enquanto ele flutuava entre a consciência e a inconsciência. A presença de Ryan Rockwood, uma figura que se destacava em meio àquele cenário estéril, trouxe-lhe uma nova perspectiva.
O jovem, outrora negligenciado e maltratado, estava prestes a iniciar uma jornada de cura e autodescoberta.
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potter twins: Um novo lar
Fanfiction"Sonserina" Não houve Potter's na sonserina. ' Era o irmão gêmeo do menino-que-sobreviveu afinal, e mestiço.' 'Seus pais não estavam ali, mas havia alguem.'
