Único

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Marinette amava segundas.

    Sim, um pouco estranho mas verdade, primeiramente amava por ser seu dia de folga querido e segundo pelas noites de filme com os amigos no estacionamento retrô; era o máximo sentar no capo do carro assistir filmes antigos e se empanturrar de doces.

    Era seu programa favorito. Geralmente ia com Alya e Chloé, suas melhores amigas, e às vezes até com seus outros amigos também, mas algo tinha mudado naquela semana, aparentemente seus amigos estavam ocupados demais para qualquer coisa.

     A franco-chinesa acordara às nove da manhã feito seu café e colocado a ração do seu gatinho, sentará em frente a TV e colocado sua série favorita para passar, pegou o celular checando sua caixa de mensagens enquanto bebericava seu café, viu alguns documentos do trabalho e mensagens no seu grupo de amigos, clicou no segundo ficando triste automaticamente, ninguém poderia acompanhá-la no seu programa favorito aquela noite, como não tinha carro nem carteira quase pensou em desistir, o dia ficou menos radiante e até o café mais amargo.

    Respondeu algumas mensagens enquanto voltava seu pensamento a alguma solução de como levar sua cadeira de praia para o cinema ao ar livre- talvez de metrô?- voltando a assistir concentrada.

    Eram quase meio dia quando Marinette resolveu levantar a bunda do sofá e tomar coragem para fazer seu almoço, decidiu preparar um macarrão a carbonara e assim o fez comendo logo após sozinha e solitária sob o olhar esverdeado de seu gatinho preto.

    Quando aquele dia tinha se tornado tão entediante?

    Arrumou todo o apartamento como uma pequena lesma, nem ao menos música colocou por tamanho desânimo, qual é?!, era sua parte favorita sua parte favorita da semana e teria que passar sozinha em meio aos carros em uma cadeira desconfortável, era no mínimo desestimulante para uma rotina tão desejada por tantos dias, Marinette era uma mulher metódica, isso era perceptível.

    E então finalmente a noite chegou depois do que pareceram dias para a jovem mulher, abriu o site do cinema ao ar livre vendo o filme em cartaz soltando um ruído fino de felicidade e lá estava sua animação novamente.

    Tomou um banho caprichado e vestiu suas roupas, um vestido branco de florzinhas vermelhas ombro-a-ombro e passou uma maquiagem leve porém um batom vermelho, nunca se sabe quando vai se encontrar um cinéfilo bonitinho.

    E, cara, Marinette queria tanto encontrar um cinéfilo gatinho.

    Resolveu chamar um táxi, mesmo com a cadeira de praia debaixo do braço pequeno, ao menos não seria tão vergonhoso, demorou cerca de 15 minutos para chegar ao local mais afastado da cidade, comprou pipoca e alguns muitos doces e também refrigerante.

    Levou tudo na grande e pesada sacola que segurava junto a cadeira, andou por entre os poucos carros em campo aberto -aquele tipo de "robe" não era muito compartilhado então poucas pessoas iam e algumas vezes não iam pelo filme ou a nostalgia dele- queria um lugar bom e que desse para ver a tela sem doer seu pescoço de tão baixo, estar numa cadeira era diferente de estar em cima do carro ou dentro dele, então era uma tarefa árdua para a pequena e desastrada Marinette.

    Teria dado tudo certo se o universo não fosse contra e por acidente Marinette tenha esbarrado em alguém e derrubado toda pipoca no chão.

-  Oh meu Deus, perdão - o loiro exclamou pegando o pacote vazio do chão.

-  Não tudo bem - olhou pela primeira vez para o homem bem mais alto, aquilo sim era um gatinho e um gatinho conhecido. - Adrien?!

-   Marinette! - sorriu ao vê-la melhor - não sabia que curtia filmes antigos - a mulher sorriu envergonhada, seria mentira se dissesse que não observava seu colega de trabalho com certo interesse.

Segundas-feiras, cinema e gatinhos - AdrienetteHistórias para pegar e não largar. Descubra agora