Quando eu era criança, eu lia diversas histórias de amor e acreditava que quando crescesse eu viveria um lindo conto de fadas, e seria feliz para sempre, porém todos os amores que tive não foram nada além de decepção. O amor é como a chuva, ele pode ser uma garoa, lenta, calma e miúda, mas também pode ser forte, tempestuoso, devastador, te consumir e te afogar. Pode ser rápida e se dispersar ou permanecer por longas horas.
Eu digo sempre, que o amor morreu para mim, eu não acredito mais nisso, eu o quero bem longe. A partir de agora quero só focar em mim mesma.
- o que tanto escreve Ágata?- perguntou Ayla.
- Nada de importante, você sabe que isso é só um passa tempo bobo!
- Ah, tá. Conta outra, você passa mais tempo lendo e escrevendo, do que interagindo com as pessoas.
- livros são melhores do que pessoas minha querida Ayla, ele não vai se levantar e dizer que se cansou, ou simplesmente me abandonar.
- Mas também não vai preencher sua vida por completo, ter um círculo social é bom, sair e curtir a vida, entende?
- Não preciso disso!- a olhei sorrindo.
Depois de sair do café, fui para casa, tomei um banho e resolvi relaxar na minha cama, até porquê eu teria um dia cheio amanhã. Escuto o som do Alarme e me desperto, saio rapidamente para me arrumar, hoje é o primeiro dia de aula na faculdade e preciso estar bem, deixo meu cabelo solto e uso uma calça cargo jeans com regata branca, e com Cardigan espanador de ombro caído com malha canelada por cima, em seguida pego as chaves e vou até o carro, faço uma parada no café e dirijo até a faculdade. Chegando, encontro Ayla parada no estacionamento.
- Esperou muito? Eu parei para comprar um café.
- ah, não. Eu cheguei agora à pouco.
- Que bom! Vamos, ou chegaremos atrasadas.
Ayla e eu fomos assistir a Palestra de boas vindas da faculdade, e foi bem chato. Porém, quando acabou fomos conhecer o lugar. Era lindo em todos os aspectos, também conhecemos os outros alunos e logo Ayla marcou um jantar.
-Você não acha isso muito precipitado?
- Que nada, essa é a melhor forma de fazer amizades. E quem sabe você não conhece alguém legal.
- Eu não gosto muito da idéia.
- Para de ser fresca, você vai e fim de papo!
Cheguei em casa e passei horas andando de um lado para o outro, estava um pouco nervosa, como eu devo agir no meio dessas pessoas. Começei a me olhar no espelho e fiz gestos e caras, e parecia tão falso, é por isso que prefiro ficar em casa, não tenho que achar assunto para conversar, pois estou comigo mesma e ninguém vai me criticar por nada.
Me arrumei para o jantar, que seria na casa de Ayla. E Então quando cheguei ao "jantar", tive o deslumbre de várias pessoas sentadas em uma mesa, bebendo e conversando.
- Ágata você demorou, senta aqui e vem beber um pouco. Disse Ayla cheia de entusiasmo.
- Você sabe que não sou muito chegada em bebidas.
- para tudo se tem uma primeira vez.- Disse o homen de cabelos longos que usava brincos e uma camiseta social.
- No meu caso não seria a primeira, eu já bebi mas não me causa interesse nem um pouco.
Passei um tempo naquela roda, escutando as conversas de conquistas e namoros, então decidi me retirar e sair para respirar.
Quero me sentar do lado de fora e sentir a brisa cortante de vento gélido em meu rosto, olhar as nuvens quase transparentes na noite escura se movimentarem de maneira lenta e tranquila, sem preocupações, sem culpa ou remorso, só com uma mente vazia, é pedir de mais.
- Com licença, posso lhe fazer companhia.- Fala um homen alto de cabelo cacheado e de olhos verdes, super elegante.
- Ai. Que susto cara.- falo dando um pinote para trás.
- Me desculpe, essa não era a minha intenção.- Fala ele rindo da minha cara.- Qual o seu nome?.
- Meu nome é Ágata Willian.
- É um prazer, Ágata Willian, meu nome é Atlas Bernardi.
- É um nome bonito. O que te traz aqui?.
- Pelo mesmo motivo que o seu, não sou muito bom em socializar com os outros.
- É um motivo plausível.
Ficamos alí olhando os dois para o céu, sem falar nada, até que ele dirigiu a palavra a mim, me perguntando se eu queria tomar um sorvete, e eu aceitei deliberadamente.
- Então, que tipo de coisa você curte?- perguntou ele me encarando.
- Ah, eu não curto muita coisa não.
- Mas tipo, você pode dizer " eu gosto de macarronada, amo ursos e não gosto de chocolate", sabe tipo isso.
- Ah, tá. É, tudo bem. Deixa eu pensar- passei alguns segundos tentando me lembrar das coisas que eu gostava, pra ver o quanto eu me conheço, por fim disse- ah eu gosto muito de lasanha, amo livros e gatos e não gosto de beterraba.
- Que demora para responder sobre os seus gostos. Tá, agora minha vez. Eu detesto muitas coisas, e não gosto de nada em particular.
- Ou, que tipo de resposta é essa?.
- Estou brincando. Eu gosto de pizza e odeio gatos.
- Nossa, o que eles te fizeram?
- Nada em particular.
Tomamos sorvete e conversamos, ele passou uma confiança e uma atmosfera agradável, então foi fácil conversar com ele, geralmente é difícil de encontrar pessoas assim. Eu relaxei e consegui falar tranquilamente, fiquei tão distraída que nem percebi a hora passar.
- Nossa, olha que horas já são!- falo olhando meu relógio.
- Tem razão, falamos tanto que perdemos a noção do tempo- Ele fala sorrindo.
- Sinal de que a conversa estava boa. Foi bom te conhecer, mas eu tenho que ir, espero te ver de novo.- Digo enquanto vou andando em direção ao meu carro.
- Tchau, eu também espero vê-la novamente.- falou acenando para mim.
Cheguei a minha casa e percebi que não foi tão ruim quanto eu achava que fosse. Estava com tanto sono, que logo caí na cama e capotei.
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CHUVA INESPERADA
RomanceQuando eu era criança, eu lia diversas histórias de amor e acreditava que quando crescesse eu viveria um lindo conto de fadas, e seria feliz para sempre, porém todos os amores que tive não foram nada além de decepção. O amor é como a chuva, ele pode...
