Capítulo 1

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     Me lembro com clareza do dia anterior àquele. Eu estava sentado no banco da praça tomando um sorvete, até que um homem caiu morto na minha frente. Eu vi o assassino se afastar lentamente como se ninguém o tivesse visto (de fato). Gritei para todos ouvirem que uma pessoa havia acabado de ter sido morta e que o assassino estava fugindo. Todos me olharam como se eu fosse louco, pois ninguém estava vendo o mesmo que eu. Fui para casa bastante atordoado com o que havia acabado de acontecer, me deitei e dormi.

     Quando acordei, me levantei, mas não reconheci o lugar em que estava. Havia uma cama grande em que eu estava poucos segundos antes, havia também uma porta que não era a principal, provavelmente a do banheiro. Tinha uma decoração com muitas plantas, acho que nunca tinha visto um lugar com tantas delas antes. Decidi sair para ver o que tinha do lado de fora daquele lugar nem um pouco familiar. Assim que fechei a porta, vi uma menina muito bonita lá, parada, como se estivesse esperando por mim.

- Oi, meu nome é Agatha - falou, esticando a mão para me comprimentar.

- Onde eu estou e por quê? - perguntei, ignorando seu comprimento.

- Calma, fofo. Vem comigo que você vai descobrir.

     Confesso que eu estava com medo bastante de morrer, mas fui com ela porque se ficasse, também poderia morrer, ou seja, eu provavelmente morreria de qualquer jeito. Andamos por um corredor gigante que eu suspeitei não ter fim e fomos até a última porta. Quando chegamos, Agatha disse:

- Olha só, respira fundo porque você vai ter que ser muito paciente com a ignorância do meu irmão.

- Seu irmão? - perguntei, confuso.

     Agatha abriu a porta com hesitação, e confesso que percebi um pouco de tensão também, como se ela estivesse com medo de seu próprio irmão.

- Erick? Ele está aqui - falou ela.

- Mande ele entrar e saia, Agatha - respondeu ele.

     Eu entrei e ele me mandou sentar na cadeira que estava na frente da mesa dele. O escritório era escuro, parecia sem vida, triste.

- Oi, meu nome é .. - comecei a falar, mas fui interrompido.

- Isaac. Eu sei exatamente quem você é. - falou.

     Esse homem não me parecia ser muito gentil nem solidário. Sinceramente, quando vi a sua grosseria, pensei que ele ia pegar uma arma e apontar para a minha cabeça logo de cara.

     Ele se levantou da cadeira e foi até uma estante, procurando alguma coisa. Eu, muito confuso perguntei:

- O que o senhor vai fazer?

- Nós temos os registros de todas as pessoas do mundo, o seu deve estar aqui em algum lugar.

- E quem é ''nós''?

- Em breve você saberá.

     Quando ele falou isso, me acalmei um pouco, pois provavelmente eu não iria ser assassinado momento.

De Repente, Estranho- Lívia AlvesStories to obsess over. Discover now