Eu certamente não deveria estar aqui. Ao menos é o que todos os rostos desse bar parecem pensar quando me veem. Não sei nem porque vim até aqui.
Ok, talvez eu saiba bem porque. Vim pra cá para beber e esquecer por pelo menos uma noite o filho da puta do Guzmán. Em um lugar onde ninguém me conhece.
Assim, não que esteja dando muito certo, as palavras do Guzmán ainda soam na minha cabeça. Ainda posso sentir o desprezo na sua voz. Apaixonado pela palestina... really?
O que diabos essa garota tem que eu não? Por que nunca é suficiente para o Guzmán?
A cada drink mais lembranças vem na minha cabeça. Sempre achei que um dia Guzmán me enxergaria como mais do que só um corpo que ele fode de vez em quando. Mas pelo visto não, se sim teria tido a decência de pelo menos considerar meus sentimentos, antes de me expulsar como um cachorro sarnento.
Porém o pior de tudo mesmo é saber que se ele me ligasse agora eu iria correndo. Perdoaria tudo e fingiria que nada aconteceu, ainda que cada uma das suas palavras tenha me destruído.
Enfim, não tenho ideia de quantos shots de tequila já tomei, mas sem dúvida não foram poucos. Estou tonta e me sentindo um pouco melhor agora, rio vendo uns vídeos idiotas no celular. Queria uma companhia, mas infelizmente parece que não nasci para ter uma.
— Posso saber o que a Miss Acapulco faz por aqui? — Christian, ou como eu gosto de chamar o bolsista da Carla, sussurra no meu ouvido e me assusta. Se não fosse pelas mãos dele na minha cintura teria caído sem dúvida.
— Cuidado, Miss. Sei que você quer que eu te toque, mas não precisa cair pra isso. — Diz Christian usando mais uma das suas cantadas baratas. Faço uma careta e dou o dedo do meio pra ele mais uma vez. Esse tipo de "briga" com ele está se tornando um hábito.
— Estoou bem.... Não ppreciso da sua ajuda. — Apesar de tentar evitar minha voz soa mais arrastada do que eu gostaria.
Ok, eu tô completamente bêbada ou ele tá realmente parecendo atraente enquanto faz esse gesto obsceno de resposta pra mim de novo?
— Tô vendo. Nunca pensei que fosse te encontrar por aqui. Esse não é o tipo de bar que eu traria um de vocês. — Diz ele olhando bem para o lugar.
Definitivamente Christian não está errado eu nunca teria vindo pra cá se não quisesse me esconder de todo o povo de Las Encinas. Aparentemente o plano não é a prova dos bolsistas. Isso deveria me incomodar, mas não me irrita mais. Minha mente está perdida em pensamentos "inconsequentes" para pensar nisso.
— Então, me diz que tipo de bar você me levaria? — Inspirada pela força do ódio flerto mais do que deveria.
Depois do que ouvi do Guzmán e da Carla preciso satisfazer um pouco meu ego. E honestamente só Deus pode me julgar, de todo modo não é como se eu fosse realmente fazer alguma coisa.
— Um chique, com decoração. Ao invés de só uma tv passando futebol.— Ele responde com a boca tão perto que consigo sentir o hálito de tequila.
O fato dele também estar bêbado me faz questionar. Será que também está tendo problemas com Carla e Polo?
— Talvez eu goste de futebol. — Sorrindo coloco uma das minhas mãos estrategicamente na sua coxa, aperto de leve e mordo meus lábios. O que diabos estou fazendo? Tá, talvez vá acontecer alguma coisa. Que merda tem nessa bebida?
Christian ri e retribuí o gesto colocando uma das mãos dele na parte interna da minha coxa. Pensei que fosse odiar, nem todos os toques do Guzmán me despertavam por assim dizer, mas o dele faz.
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Miss Acapulco
FanfictionOneshot: Após discutir com Guzmán, Lu vai para um bar e esbarra com Christian. Sozinhos e completamente bêbados os dois decidem seguir seus intintos. Obs: Acontece na primeira temporada
