Meu despertador tocou. Que barulho insuportável! Fazia tempo que eu não escutava essa merda tocando, 2 meses para ser mais exata.
Em um movimento devagar e sutil, meus pés encostaram naquele chão de madeira frio, se comparado com debaixo das minhas cobertas velhas. Demorou um pouco para o meu cérebro voltar a raciocinar, mas quando isso aconteceu, eu senti uma tremenda alegria dês das pontas dos meus pés até o meu último fio de cabelo vermelho-fogo. Era dia 1 de setembro e, sabe o que isso significava pra mim? Que aquele seria o último dia que eu teria de aguentar meus irmãos Fred, Jorge e Rony (todos mais velhos que eu) me enchendo o saco em casa, que eu não teria mais que ajudar meu pai com sua coleção de objetos dos trouxas, que eu não precisaria mais ouvir os berros de minha mãe ecoando pela casa todo santo dia. Porque, naquele dia, eu iria iniciar o primeiro dos meu 7 anos na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.
Esse sempre fora meu maior sonho desde que eu tinha 4 anos e via meus OUTROS irmãos (sim, minha família é gigantesca) atravessarem uma parede entre as estações 9 e 10 na estação de trem King's Cross, em Londres.
Eles viviam falando sobre um tal de chapéu velho e esfarrapado que te mandava para as seguintes casas (de acordo com suas características e por aí vai) e elas eram Lufa-Lufa, Corvinal, Sonserina e Grifinória (para onde minha família inteira fora selecionada), eles também falavam de quadros falantes, escadas que se mexiam, velas flutuantes e etc (meus irmãos costumavam falar bastante).
Depois de eu ter ficado uns 5 minutos moscando no quarto pensando nessas coisas, ouvi uma batidinha na porta do meu quarto. Era minha mãe. Ela tinha vindo me acordar (mesmo eu já tendo acordado), estava com um sorriso que ia de orelha a orelha, deixando seus olhos menores do que já eram. Era seu último filho/filha que ingressaria em hogwarts
Meus pais estavam me tratando como uma celebridade (tenho que admitir que gostei disso), mas só até Harry Potter (minha paixonite da época), Rony, Fred e Jorge atravessarem a porta da cozinha. Foi uma gritaria. Eles tinham pego o carro voador de meu pai para "salvar" Harry da casa de seus tios, para ele ir à plataforma com a gente, já que seus tios eram trouxas.
Depois de brigas e broncas, pegamos o mesmo carro que meus irmãos tinham "roubado" 30 minutos atrás e fomos à estação. No caminho, recebemos tickets dourados com o escrito "Plataforma 9 3/4" ao centro. Aquela sensação de felicidade voltou à tona.
Chegamos em King's Cross (finalmente), estacionamos o carro do meu pai no estacionamento do próprio lugar. Pegamos nossas muitas malas e partimos rumo à estação. Entramos e começamos a andar em direção à plataforma descrita no bilhete. Eu já estava familiarizada com aquele caminho, mas nunca tinha levado as MINHAS coisas por ele.
Enfim chegamos à tão esperada parede. Uma como todas as outras da estação, mas somente para alguns. Chegamos lá e paramos bem na frente e começamos a decidir a ordem de quem ia entrar. Chegamos no acordo em que seria primeiro os gêmeos, meu pai, eu e minha mãe e depois o Rony e o Harry, e assim foi.
Observei papai ganhar velocidade, ele estava prestes a "bater" quando sumiu, assim com Fred e George tinham feito uns segundos antes. Isso nunca perderia a graça para mim. Enfim chegou a hora. Eu e minha mãe tomamos nosso lugares, ela virou seu rosto sorridente em minha direção e disse, no tom mais simpático e feliz "Pronta minha querida?" e, um segundo depois, me vi correndo em direção àquela parede, que, a cada milésimo, ficava mais perto. Quando minhas malas iam encostar na parede de tijolos, eu senti uma vento gelado batendo no meu rosto e, quando eu abri os olhos, eu vi uma enorme locomotiva vermelha gigante rodeada de fumaça bem na minha frente...
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Linny
RomanceGina começa a ter dúvidas sobre sua sexualidade após se apaixonar por Luna, no seu primeiro ano em Hogwarts. | P.S.: essa é a primeira vez que eu escrevo, espero que gostem
