O barulho da sirene alertando perigo era ensurdecedor, mas meu coração batia tão forte que prestava atenção apenas em meus batimentos, conseguia senti-lo pulando para fora do peito.
- Todos, por favor, mantenham a calma e caminham até o galpão da prefeitura. Todos, por favor, mantenham - Em todos os cantos havia uma caixa eletrônica falando essas mesmas palavras à duas horas, isso porque ninguém conseguia mais manter a calma que a voz tentava transmitir.
No meio das calçadas era possível se ver corpos mortos sendo pisados sem a menor consideração, olho ao lado há ainda mais corpos, alguns com sangue outros já brancos irreconhecíveis, ainda correndo com todo cuidado para não derrubar minha filha que está em meu colo.
-É apenas um bebê, não merece ver tudo isso!
Cubro seu rosto para que não seja obrigada a ver as cenas, porém era difícil não se assustar com as bombas que era estouradas a todo momento. Finalmente chego a prefeitura com a respiração ofegante, todo meu corpo tremia cansado e assustado, olhava.
Minha filha em meu colo com apenas 5 anos e vivendo todo esse caos, olho em volta vejo mais crianças de todas as idades poucos idosos não devem ter aguentado correr imagino triste.
-As crianças que já podem caminhar sozinhas, por favor caminhem até o vagão de 1 a 20, os pais por favor para os vagões seguintes... As crianças que já podem caminhar - Olho assustada para minha filha não posso deixá-la com estranhos e simplesmente esperar que cuidem dela...
Choro desesperada minhas pernas perdem a força me ajoelhou no chão com um impacto forte o suficiente para ficar inchado depois, minha filha me encara com olhos grandes e inocentes como se dissessem "eu entendo não é culpa sua", coloco ela de frente a mim e lhe dou um grande abraço.
-Mamãe você tá bem? - Também estava chorando, deixando seus olhos ainda mais brilhosos tiro uma mecha de cabelo o colocando atrás da orelha como sinal de ternura.
-Está sim minha linda, mas você precisa entrar naqueles ônibus sem a mamãe tá?... Promete para a mamãe que vai obedecer eles! Promete - Ela balança a cabeça assustada com lágrimas escorrendo pelo seu rosto com velocidade.
A vejo se afastar de mim vagarosamente sem olhar para trás por nem um momento "minha menina corajosa... se cuida bem que a mamãe vai estar sempre com você!".
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2020 - O ano apagado dos livros.
Science FictionEstamos no ano 5, pelo caos acontecido no ano que não pode ser citado e muitas pessoas terem morrido a contagem dos anos se reiniciaram. Quem sobreviveu aquele ano não sabe ao certo oque aconteceu pois foi apagado de suas mentes lembram-se apenas d...
