Dizem que a Terra foi uma criação do Cosmos. Os Kadeas chamam isso de Infinito, os Daekos de Deus e os cientistas de Big Bang. Mas será que o nome do fenômeno foi esse mesmo? Só iremos descobrir se soubermos a origem de toda a vida que existiu e existe agora.
Tudo começou quando uma luz dourada se espalhou criando os planetas, astros, satélites e estrelas que conhecemos hoje. No início, todos pareciam iguais por serem cobertos de huohi puro com coração de miwa, corpo de diguqi e respiravam do mesmo kalawi.
Pensando na confusão que seria reconhecer cada um, o maior de todos decidiu repartir um pouco de suas células para gerar os filhos e as filhas que viraram as estrelas. Os outros competiram entre eles quem conseguiria esfriar todo o corpo sem perder os quatro elementos que deram origem a vida de cada um. A Terra foi a primeira a se esfriar toda e virou a donzela admirada por todo o Universo.
A Terra sempre recebia presentes dos outros planetas, satélites e estrelas como sinal de gratidão e adoração. Em um dos presentes estava Mathôrn, a mãe árvore que coloriu todas as rochas e montanhas, plantou árvores e gerou a vida vegetal na Terra. Assim surgiu no final uma bela ilha chamada Namize.
Naquela estação quente e seca quando tudo parece um Deserto do Saara, às margens da primeira ilha criada pelo Universo estava o Templo Zanbaengio que ficava ao céu aberto onde era depositado os presentes sagrados da Terra, os cinco artefatos místicos.
Os artefatos místicos representavam um dos cinco elementos da natureza, miwa, diguqi, huohi, kalawi e madna. Foram os artefatos que geraram mais vidas alegrando cada dia e cada noite. Também foi assim que os Kadeas, os primeiros seres que habitaram a Terra e outras criaturas nasceram.
O Templo Zanbaengio era um labirinto de rochas com várias armadilhas e passagens para confundir os invasores de chegarem até os presentes da Terra, os artefatos místicos. Quem conseguisse chegar no centro de todo o Templo, receberia o prêmio final. Muitos falharam e poucos conseguiram encontrar a saída depois de desistirem da busca pelo tesouro misterioso.
Mathôrn continuava na Namize e foi descoberta por um grupo de Kadeas que a trataram como se fosse um ser maior, uma divindade.
Para os Kadeas, Mathôrn era mais que só uma árvore no meio de uma ilha, era um ser que alegrava e coloria toda a Namize com seu brilho dourado que era um efeito do líquido que a cobria e as folhas pareciam feitas de chamas de huohi dando a ela uma aparência de ouro.
A Estrela Maior da Manhã, mais uma vez clareava o horizonte anunciando o nascer de um belo dia com muita luz atraente.
Todos os dias, espalhados por toda a Namize, os Kadeas trabalhavam rigorosamente para satisfazer as necessidades de cada um.
Todos os anos eram celebrados os Deuses da Terra durante o equinócio de outono para receber a paz, prosperidade e proteção da mãe de todas as formas de vida. Mas nem todos concordavam em viver da mesma forma que os outros. Por isso quatro Kadeas se voluntariaram para encontrar o tesouro capaz de reverter aquela situação.
Para muitos sabemos o quão difícil é viver nessas condições que chamamos de vida, felizmente hoje nós iremos em busca do tesouro que irá mudar nossas vidas para sempre e para o melhor. ― disse Caio sorrindo confiante. ― E não se preocupem conosco porque voltaremos com o prêmio e todos irão receber o presente que a Mãe-Terra nos concederá. ― concluiu.
E como vamos saber se você diz a verdade? Como vocês sabem se não é só uma história? ― reclamou Letícia.
Porque não é! Nós vamos encontrar o tesouro e voltaremos para mudar tudo isso. ― respondeu Caio.
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Chang Er Ling e o Chamado da Lua Azul
Historical FictionDizem que a Terra foi uma criação do Cosmos. Os Kadeas chamam isso de Infinito, os Daekos de Deus e os cientistas de Big Bang.Tudo começou quando uma luz dourada surgiu e espalhou criando os planetas, astros, satélites e estrelas que conhecemos hoje...
