[espero que gostem s2]
"Sinto-me dentro da boca do lobo,
Minhas mãos procuram a saída, mas
Em cada movimento,
Os dentes do animal me machucam as costas.
Vejo o mundo em um ângulo divergente,
Mas meus olhos não sabem onde focar.
Me sinto presa,
E estou.
Olhar orgulhoso algum me faz companhia.
Sinto frio; a tristeza.
Quero desaparecer mas não sou capaz nem disso.
Quero andar sem rastros e contar apenas as estrelas sobre minha caminhada.
Mas sou incapaz.
Quero então - concluindo meu próprio privilégio,
Descer em direção ao estômago,
Mas mãos geladas me seguram pelos tornozelos,
E lá,
Usam de apoio para uma nova realidade.
Sou o projeto individual de cada um.
A presa.
Caço o coelho de noite, mas o observo de dia.
Sinto a timidez me afligir,
Mas não olho em seus olhos.
Caço também os animais de grande porte,
E não sinto tanta empatia como deveria.
As realidades são divergentes, porque o mundo é individual,
E entendo que não conheço nem a mim mesma;
Cápsula.
Sou a caçada,
O predador,
O lobo.
Sou tudo mas sinto a plenitude esvair pelos meus poros.
O lobo fecha levemente a mandíbula,
Sou a angústia.
O lobo.
Me tranco dentro de mim,
E minha realidade continha a mesma.
Estou dentro da boca de um outro lobo,
Que também sou eu.
As mãos sobrem pelas minhas pernas,
E arranham a superfície já machucada.
Sussurrando "não se vá" pelos ecos mentais difusos e eu sinto medo,
De não alcançar a expectativa.
Sou uma decepção,
Mas ninguém além do sujeito deve averiguar.
Sou a mentira ambulante que proclama verdades;
A esperança bamba em dias de vendavais.
Desejo, mas não corro em satisfação.
Sinto o sangue sair em abundância de meu corpo,
E tenho medo pela primeira vez do nada.
Me sinto solitude.
Minhas forças agora são mínimas.
Os dentes deixam marcas,
Mas diferentes das cicatrizes do passado,
Sinto a nervura e minha pele chora em estado líquido.
Ninguém me deixa ser livre,
E como uma presa na boca de um lobo,
Finjo desmaio para me salvar,
Mas estou cansada de fugir.
Então eu vou,
Com a coragem de um caçador e as lágrimas de um adeus,
Corro em direção contrária a tudo o que me foi imposto.
Tenho medo,
Mas seriei um dia tudo que me impediram de ser.
[sou o nada, sou o tudo]
- prazer, infinidade-"
-2001
||||||||||
Um pouquinho do que sou,
Espero que gostem ✨
Com amor, -2001 ⚡️
YOU ARE READING
|ser|
Poetry"[em dias de angústia, explodo alfabetos colecionáveis]" -2001 Insta: novembro2001 ⚡️
