introdução

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Amor. Não consigo pensar em outra palavra para começar essa história, para começar esse mundo paralelo ou para salvar o real. É tudo que nos salva do completo caos ou da triste indiferença.
E espero que não morra, visto que é chama, mas que se transforme, visto que é fogo. Tive que pesquisar para lembrar da referência que meu subconsciente usou para criar essa ideia. É interessante como somos feitos uns dos outros, mas nada é igual para nenhum de nós. E como embora o tempo passe e eu ache que estou "tão diferente" ainda sou tocada e movida pelos mesmos clichês, e ainda não sei se existe algo mais autêntico do que assumir isso. Ou admitir a importância do que se eterniza, ainda que em constante transformação. Consegue perceber? Como a escritora clichê mais unicamente "eu" que você vai ler, não poderia deixar de te trazer questionamentos seguidos da expressão "caro leitor". E o mais interessante, é que apesar de não ter escrito o vocativo, suponho que consiga enxergar o perfeito encaixe que teria se tivesse o feito. E ainda pode notar que coube na explicação sem estranhamento. Bem, somente suposições, caro leitor. Retomando o fio do pensamento, reafirmo nossa participação em construir uns aos outros, e quando digo que sou a escritora clichê mais unicamente eu, quero dizer que embora clichê como tantas outras, ou como todas, dependendo do quão original podemos realmente ser, ainda assim sou a única "eu" que existe. E por isso, penso que posso escrever uma história que pareça ter sido lida quinhentas vezes por você, mas não será estritamente igual a nenhuma delas. E sinceramente, a beleza de conhecer o que outra pessoa criou está em reconhecer os detalhes que torna a criação daquela pessoa. De mais ninguém. Digo isso com a lembrança de tantas queixas sobre romances que seguem um "script" conhecido, ou taxados como "previsíveis", desafio que crie uma história previsível, que não seja plágio e a torne exatamente igual a outra que já exista. Sim, isso parece engraçado pela impossibilidade. E se alguém me apresentasse a tal criação, não cogitaria em chamar de plágio. A não ser que veja a pessoa criando, como em um reallity show. Aí sim eu questionaria a nossa singularidade tão extraordinária que torna toda a nossa inegável semelhança numa completa diferença.

Espero que o amor, que nutre nossa lucidez e mantém a civilidade que conseguimos manter até aqui, cresça de tal modo que possamos ver a terra como um planeta de regeneração e harmonia. E que as minhas palavras e fantasias possam te trazer essa amorosidade que tanto valorizo.

Que Jesus me ajude nessa tarefa.

amora Where stories live. Discover now