Capítulo I

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A noite tomava conta do céu estrelado quando duas carruagens cortavam o vento vindo de sentidos opostos, a lua pálida iluminava o céu e o caminho dos cavalos na estrada. Dentro da carruagem de madeira avermelhada e detalhes em prateado podia-se ver a silhueta de uma jovem, pele negra como a mais bela madeira de carvalho, cabelos ondulados e compridos negros como uma noite sem estrelas e olhos mais azuis que o mar mais límpido que se enfeitavam com uma pintinha embaixo do olho direito. Maya era uma princesa de um reino muito distante conhecido pelos ardentes ventos fortes, seu calor em boa parte do ano, mas possuindo as mais belas flores que nasciam naquela região.

Enquanto isso na carruagem de madeira clara e detalhes dourados estava a também princesa Fanny, uma jovem com a beleza de flocos de neves, desde sua pele a seus cabelos no mais puro branco que destacavam seus olhos vermelhos como rubis também agraciados com uma pintinha abaixo do olho esquerdo, esta vinha de um reino gélido conhecido pelas intensas tempestades de neve e chuva porem dona das paisagens mais belas que algum poderia ver um dia em sua vida.

Muito se discutiu sobre a ida das princesas ao tal castelo, não que outras não tivessem sido mandadas anos antes, mas, enquanto uma se mantinha um tanto quanto relutante sobre a partida, a outra se via no mais completo entusiasmo. Talvez pelas tão diferentes vidas que levavam essa aventura trouxesse sentimentos tão confusos em seus pensamentos.

Poucas horas haviam se passado desde a partida da jovem princesa Fanny, a carruagem branca foi a primeira a chegar ao seu destino. Os cavalos mal tiveram tempo de parar antes que a garota saísse às presas do interior da carruagem, seus olhos brilhavam maravilhados quando parou frente a frente do enorme portão de grades velhas e enferrujadas, era como se pela primeira vez sentisse que pudesse verdadeiramente respirara. Mesmo que seu rosto um tanto quando arredondado tentasse se enfiar por entre as grades não veria nada mais do que um imenso jardim pouco iluminado pela luz da lua. Deu alguns passos para trás na tentativa de se despedir do cocheiro e dos animais porem suspirou tristonha quando viu que estava sozinha mesmo que já esperasse tal coisa. Quando se virou novamente na direção do portão o mesmo se abria lentamente para a garota revelando um caminho de pedrinhas brilhantes em meio ao jardim, não tinha malas consigo mas tinha sua curiosidade e por ela não demorou a adentrar no jardim, seus olhos brilhavam como o fogo mais vivido conforme cada flor, arvore ou arbusto chegava ao seu campo de visão mas parou ao notar uma gigantesca arvore bem no centro do jardim, estava cercada de flores Maravilha em seus diversos tons, mas, antes que resolvesse se quer pisar na grama retirou seus sapatos que tanto a incomodavam, seu corpo arrepiou quando a sola dos pés cheios de cicatrizes tocou a macies da grama, parecia uma criança correndo na direção da arvore e quando finalmente pode encostar as pontas dos dedos gélidos sobre a casca sentiu seu coração se acalmar, aos poucos seu corpo descansou fazendo a garota se sentar com as costas escoradas a arvore, parecia tão tranquila e talvez pelo cansaço da viajem fez com que seus olhos se fechassem a fazendo cair em um sono leve.

Em alguns minutos após a chegada da albina, uma carruagem escura parava frente ao enorme portão que se mantinha aberto, a jovem de cabelos negros desceu levando consigo uma pequena bolsa feita do que parecia ser folhas de alguma arvore todas entrelaçadas. Seu corpo parou e seus olhos percorreram o local a sua volta, sua feição se mantinha seria como o habitual. As mãos apertaram a alça da bolsa com firmeza enquanto, sem olhar para trás, ela adentrou os portões evitando olhar para as flores, toda sua concentração estava nos sons ao redor, mas nada ouvia, nem mesmo o vento que fazia os galhos das arvores balançarem. Tudo naquele lugar a deixava intrigada, sua guarda alta como se pudesse atacar a qualquer segundo, mas sentiu seu coração se acalmar quando a luz da lua tocou sua pele, até aquele momento não havia notado que a mesma estava escondida atrás de algumas nuvens e bastou os raios de sua luz a tocarem para que seus olhos se fechassem por segundos enquanto respirava fundo sentindo o aroma tão novo daquele lugar. Maya voltou a si quando ouvi um barulho, que mesmo sendo baixo fez com que ela voltasse ao seu estado inicial, mas não precisou procurar muito a origem do som pois bastou mais um ou cinco passos para que encontrasse a jovem dormindo tranquilamente aos pés da arvore. Com cuidado curvou se corpo para se aproximar mais da garota.

O Segredo Do Castelo (EM REVISÃO)Des histoires addictives. Découvrez maintenant