Unicorn - Cap único

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O PRAZER DO UNICÓRNIO

— Marty! Está na hora de acordar! – exclama minha mãe, entrando no quarto e indo em direção a janela abrir as cortinas, dando passagem assim para os raios solares das 8:00 AM — LEVANTA LOGO GAROTO!

Ela puxa meu cobertor comigo enrolado nele, fazendo com que eu fosse de encontro ao chão.

—  Por Zeus, ainda são 8 horas da manhã de um sábado mãe, pra que acordar agora?– Digo me espreguiçando alí no chão mesmo.
— Garoto, hoje seus tios vão vir almoçar aqui. Preciso que você vá no mercado comprar algumas coisas para eu fazer o almoço.– Ela diz de forma autoritária e imparcial, deixando bem claro que estava inflexível a minha chantagem emocional.
— Okay okay, deixa o dinheiro em cima da mesa que jajá eu vou.
— Te dou 10 min pra lavar a cara e descer.– Dizendo isso, ela sai do quarto e some escada abaixo.

Resolvo levantar logo do chão e ir em direção ao banheiro fazer minha higiene matinal (lavar o rosto, escovar os dentes, etc). Me olho no espelho do banheiro e vejo as olheiras profundas de noites mal dormidas, ajeito meu cabelo recém platinado e vou em direção ao guarda-roupa no meu quarto, retirando de lá as primeiras peças de roupa que vejo em minha frente. Me olho no espelho e lá estou eu, a encarnação ícone e perfeita da deusa do amor e da beleza, Afrodite!

Já pronto, saio do quarto e vou em direção a sala, vagarosamente desço as escadas deslizando minha mão pelo corrimão, passo pelo sofá e vou em direção a mesinha de centro pegando lá uma lista com tudo que deveria comprar e o dinheiro.

Do lado de fora de casa, sinto a brisa suave misturada com pouco calor emanado pelo sol, se não fosse a minha total irritação por ser interrompido do meu sono da beleza, eu aproveitaria esse clima perfeito e sentaria na grama de um parque no estilo dos filmes clichês americanos, onde o casal faz um piquenique em um "agradável" parque... 

Olho para a rua e vejo o baixo movimento, nem os carros estavam circulando – se nem os carros circulam, não sei porque eu tenho que sair nesse horário, creindeuspai –, o que era ótimo já que odeio aquele cheiro insuportável que alguns deixam quando passam, acho que o nome do coiso que solta a fumaça é cano de escape só sei que isso faz um mal enorme pro nosso meio ambiente. 

Vou andando pela calçada e ao mesmo tempo reparando na diversidade de plantas e paisagens no local, não moro aqui a bastante tempo já que o emprego do meu pai faz com que ele mude de cidade de 1 em 1 ano (às vezes 6 meses) e recentemente viemos morar aqui, quase não saio de casa então sempre que sou obrigado a sair eu aproveito para admirar as passagens e as belezas que a natureza proporciona.

Depois de uns 10 min de caminhada, vejo de longe em letras enormes e azuis escrito SUPERMERCADO ******.
Adentro o estabelecimento e começo a dar voltas passando por todos os corredores e pegando tudo que necessitava para o tal almoço. Enquanto me dirijo ao caixa para pagar as compras, vejo um cara alto, estilo padrãozinho de homem forte, alto, bronzeado, com cabelos e olhos castanhos claros e uma aura que emanava sexo. Pqp era impossível não babar naquele macho. 

— Próximo!
Acordo dos meus devaneios com o grito estridente da atendente.
— Bom dia! CPF na nota?– pergunta a moça mascando um chiclete e com aquele típico olhar de peixe morto, se ela continuar me olhando assim além de passar o cartão na maquininha, vou passar também minha mãe na cara da vagaba...
— Não, obrigado.– digo automaticamente até porque eu não lembraria os números, já que a única coisa na minha cabeça agora é o moço no caixa ao lado.

Termino de passar as coisas e olho para aquele tanto de sacola, logo percebo que jamais iria conseguir carregar aquilo tudo com os meus bracinhos esguios e fracos, eu que lute nessa vida de loba solitária.

Red Unicorn - ONE SHOTGeschichten, die süchtig machen. Entdecke jetzt