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 – Querida, sabe que nós não temos seus lindos cachinhos, não é? – Louis estava inquieto, e isso era nítido a garotinha confusa sentada a sua frente. A pequena menina observava seus pais entrelaçarem seus dedos, enquanto dava outro gole no decorado copo rosa cheio de leite sobre a mesa.

– E os papais, não... Tem uma pele tão bonita como a sua. – Harry acrescentou. A filha olhara para o outro pai, lambendo seus lábios, tirando a espuma do leite quente. – Mesmo as outras crianças dizendo coisas feias sobre a nossa família, nós te amamos muito, desde que você era um bebezinho pequenininho.

– Você tem dois pais que te amam, muito, ok bebê? Não importa não... Ter uma figura feminina como a professora. – Louis sorriu, aparentando apertar ainda mais os dedos do maior ao seu lado. – O que os papais querem dizer é que...

Louis e Harry eram parceiros a dez anos. Conheceram-se como qualquer casal, numa manhã chuvosa em Londres. Harry quase havia atropelado Louis com sua moto, atrasado para uma reunião importante, enquanto o Tomlinson atravessou a rua no sinal vermelho, também apressado. A consequência de tudo é que ambos foram parar no mesmo prédio, Louis era publicitário que faria a apresentação de novos projetos, e Harry o representante de uma empresa. Desde então, os encontros começaram com peixe frito e batatas, logo restaurantes requentados em datas comemorativas, ao ponto de não se largarem mais.

Foram três anos para que começassem a morar juntos e ter uma vida mais estável, até que no quinto ano, tomaram a decisão de entrar na fila de espera para a adoção. Desistiram de uma grande festa de casamento para terem condições de criarem uma criança, era sonho de ambos desde muito jovens. Assinaram alguns papeis no cartório antes mesmo de entrar em contato com a agência de adoção.

Foram dois longos anos de espera, entrevistas com agentes do conselho tutelar. O casal sabia que envolvia certo preconceito com aquele total de entrevistas, já que eram sempre colocados novamente na espera, sem nenhum motivo aparente.

Viajaram até os Estados Unidos para conhecer sua pequena filha. A mãe biológica não deixou nada além de documentos de saúde, e com a justificativa de que não tinham condição de cria-la. Harry e Louis tinham, realizariam um sonho.

Carolina Elizabeth Tomlinson-Styles, foi registrada no cartório com um nome tão grande e elegante, por conta da indecisão dos pais. A menininha tinha a pele negra mais linda que Louis já viu em toda sua vida. Dizia aos amigos que a menina brilhava tanto quanto os olhos do marido. Carolina tinha apenas alguns meses quando chegou como uma verdadeira princesa em seu novo lar.

– Eu sei onde vocês querem chegar, papais. – A garotinha deixou seu copo de lado, reparando no olhar sugestivo que os mais velhos lançavam a si, esboçando um pequeno sorriso a ambos. – Não é porque não gosto de chá, que vocês têm que não gostar. Assim nós somos diferentes, por isso eu decidi adotar vocês bem aqui... – Carolina apontara para seu peito esquerdo, indicando seu coração. – Mesmo que as outras crianças digam que minha família é feia, eu escolhi ela, e gosto muito dos vovôs e das vovós quando eles me chamam de neta, porque todo mundo gosta de chá, e eu não, e eles aceitaram minhas diferenças. É isso, não é papais?

Harry deixara poucas lágrimas escorrerem por seu rosto, sentindo os braços de Louis o reconfortarem.

– Isso, bebê. Nossa família é linda... – Disse Louis.

– Por isso adotamos você, minha querida. – Harry sorrira, mostrando as covinhas que sua filha amava ressaltar em si.

– Não, papai... – A garota negara com a cabeça, fazendo-os franzir o cenho. – Eu adotei vocês!

O fato é que, Carolina tinha agora seus três anos. Era esperta, animada, e muito criativa. Na cabeça da menina, nunca precisou entender que era diferente dos pais. O porquê de seus colegas terem uma mãe e um pai, e ela – como dizia ser uma benção – ter dois papais. A cor da pele, dos olhos, a textura de seu cabelo, eram adicionais para Carolina.

– Só me prometam uma coisa papais... não iremos mais tomar chá da tarde, né?















Omg... essa é a minha primeira fanfic, se posso dizer assim

Espero que tenham gostado, ela está guardadinha há tanto tempo, me desculpem algum erro ortográfico

A mídia do capítulo é como eu imaginei a Carolina, mas fiquem a vontade para imaginarem como quiserem

Fiz esse conto quando precisava de nota para a minha aula de língua portuguesa ???? Agradeçam a minha professora por pedir um conto e me fazer pensar em Larry

Até qualquer dia

Txx

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