entre clichês, pores do sol e encontros não propositais

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domingo ensolarado, mas fresco. passava das 4 da tarde. song minjae andava de skate na rua de sua casa enquanto o vento bagunçava seu cabelo. gostava do sentimento de liberdade, mesmo que momentânea. se sentia bem.

chegou ao fim da rua e deu meia volta. na frente de sua casa, encontrou uma bicicleta amarela apoiada na calçada, e um garoto sentado no meio-fio. este sorriu quando viu minjae se aproximar.

olá, bonitinho, vem sempre aqui? — ambos deram risadas da fala de huijun. — como está sua tarde de domingo?

— eu poderia dizer que está melhor agora, mas seria muito clichê. — sorriu.

— desde que venham de você, eu não vou me importar com os clichês.

— então, me diz ai, por que apareceu na minha casa numa tarde de domingo?

ah, nada demais. eu estava passando aqui perto, ai eu lembrei de você e pensei: "por que não?"

os dois sabiam que huijun morava do outro lado da cidade e que essa passadinha foi totalmente proposital, mas isso não vem ao caso agora.

— quer dar uma volta?

minjae alargou o sorriso.

— sobe ai, bonitinho.

[☀️]

depois de pararem na feirinha da cidade para comprarem suco, acabaram na praia. o sol ia baixando e o céu ia se pintando de várias cores como aquarela.

sentados na areia morna, sentindo a brisa trazer o cheirinho de mar e balançar seus fios, de mãos dadas e entre sorrisos bobos. se existia sensação melhor do que essa, minjae ainda não conhecia.

no huijun achava impossível song minjae ficar mais bonito do que normalmente era, mas sempre que via os olhos cintilantes e o sorriso amável naquele rosto banhado pela luz dourada do sol, a palavra impossível evaporava de seu vocabulário. sorriu.

você é lindo, minjae.

— que clichê, huijun.

nós somos um clichê.

— é, nós somos.

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entre clichês, pores do sol e encontros não propositais
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