Capítulo 1

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ANNELISE

Meu pai estava viajando há alguns dias, pelo visto mais uma de suas viagens a negócios. Pelo visto era só eu quem pensava isso.

- Annelise, desce aqui que seu pai chegou, e quer fala com você e seu irmão, chama o Marcus pra mim?- Grita minha mãe do andar de baixo.

''Agora vem bomba'' pesei já saindo do meu quarto parando em frente a porta do quarto do meu irmão.

- Marcus, você escutou o que a mamãe disse. Vamos logo! Abre essa maldita porta. - e nada de resposta - Sai dessa porra de quarto agora.

- Desce logo crianças!- Meu pai grita.

'' Mas que porra, por que essa agonia toda? "

- Marcus, abre essa porra...

- O que é enjoo?- Fala meu irmão com cara de que acabou de acordar

-Estão gritando a gente, mas você estava ocupado sonhando com suas pu..

-Vocês não vão descer e eu não vou contar mais nada. - Fala meu pai já ficando com raiva.

- Vamos logo! – A gente desce tropeçando.

- O que foi pai? – Perguntei sentando no sofá

-Tem um motivo pra eu ter viajado dessa vez. Não foi a trabalho como das ultimas vezes... – Fala meu pai com os olhos já marejados –Vou começar a contar desde o inicio. Quando eu tinha uns 21 anos, tive uma namorada por uns meses, só que não estava dando certo, então a gente resolveu terminar. Já tinha se passado uns meses ai um dia eu fui para um show da época e acabei encontrando a mãe de vocês, nós começamos a namorar e depois de umas meses ela me falou que estava gravida do Marcus, então eu a pedi em casamento e logo depois você nasceu Annelise. Daí para frente vocês já sabem só que existe um fato que nem eu sabia. Essa minha ex-namorada estava grávida de um filho meu. Nessas ultimas semana uma vizinha da minha antiga casa, ligou pra mim falando da minha ex, que falesceu em um acidente de carro a alguns meses e que existia um menino que poderia ser meu filho. Só que agora este menino está sozinho e sempre teve o sonho de conhecer o pai! Então esse final de viajei com o intuito de conhece-lo– Fala meu pai agora já aflito.

- E...?- Falei já com medo da resposta.

- E ele vai vim morar com a gente! E como ele esta fazendo faculdade lá na cidade que ele nasceu eu prometi que transferia a matricula dele pra cá... na mesma que a de vocês dois.

'' Puta que pariu ''

- Como assim na minha faculdade? Eu vou ter que aturar ele lá também?

- Anne, qual é o problema? Ele não tem mais a ninguém, só ao seu pai. Ele parece ser um bom rapaz!- minha mãe fala com uma tranquilidade enorme.

-Isso só pode ser uma brincadeira de mal gosto? Não credito!- Falei levantando do sofá indo para o meu quarto.

Sem nenhuma capacidade de aguentar mais esse papo de irmão, passei o dia no quarto lendo e estudando para as provas que se aproximavam. Quando já estava tarde eu recebi uma ligação das minhas amigas para irmos a uma boate famosa aqui da cidade.

Vou contar um pouco mais dessas minhas tão chegadas amigas. Mari, Sal e Marcela são as pessoas mais perto de irmãs que eu tenho. Tirando a parte de que Sara tem um caso indefinido com meu irmão.

Desliguei o telefone e fui para o closet, como hoje eu estou de bom humor, vou deixar todas as reclamações que bruno, meu namorado, vai fazer e só vou me arrumar do jeito que eu sempre faço. Deixando vem evidente minha bunda e meus olhos dourados.

Descendo as escadas e escutei uns gemidos estranhos e logo percebi o que estava acontecendo.

"Pelo jeito alguém está feliz por papai ter voltado. Ui, credo!"

Passei pela sala e fui em direção a cozinha para sair pela porta dos fundos, quando chego a porta escuto.

- Aonde a senhorita pensa que vai? – Pergunta o Marcus surgindo do Além

- Aí que susto, demônio! Quase me matou do coração. – Falei com a mão no peito

- Você vai sair e não me chamou – Fala com cara de ofendido

- Serio! Pra você ficar em cima de mim a noite toda e me mandar para? Não, obrigada.

- Aqui, a Sara vai?

- Não é da sua conta, mas sim ela vai. Você sabe que alguém tem q ficar em casa pra recepcionar "seu irmãozinho" e esse alguém não será eu.

- Ai deixa de ser chata...

Escuto as buzinas e saio.

- Marcus, eu estou atrasada! TCHAU.

- VAMOS ANNE – Gritam as meninas do carro .

Saio correndo pelo quintal, tropeçando nas pedra e quase caio no chão. Quando entro no carro percebo que as meninas estão tendo um ataque de riso.

- Isso, suas piranhas. Fiquem rindo da sua amiga.

- Ai Anne, desculpa, mas foi impossível. Você quase foi de cara no chão – fala Mari

Chegamos na porta, os seguranças já nos conhecem. Então não precisamos esperar na fila. Entrando fomos direto ao bar pedimos uns brinks e fomos dançar .

Não quero pensar no amanhã, mas sinto que eu nunca mais serei a mesma.

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