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Notas do autor :
Este é o primeiro capítulo da minha primeira fanfic romântica, que estarei fazendo com parceria ao desenhista e artista @DamacenaCaio, que tenho de agradecer por aceitar participar deste projeto comigo. Sigam ele no Twitter, e me sigam também : @It22We. Esta fanfic não tem nenhuma intenção de ofender a ninguém, principalmente os autores das personagens do rpg. É apenas uma maneira de várias para ser expresso o quão eu gosto dos dois. Aproveitem a leitura!
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· Capítulo 1
' Elizabeth

Eu estava deitada na minha cama, utilizando de uma roupa mais largada e frouxa para eu ficar mais tranquila em casa. Era uma camisola rosa, com um shortinhos preto de listras brancas aos lados. Meus cabelos estavam crescendo, e eu estava sem vontade para cortá-los, mas ainda era bom ter uma franja grande. Eu esperava ver o Thiago naquele dia, porque precisávamos discutir alguns assuntos importantes relacionados a Ordem, e ao que aconteceu comigo depois que ele ficou em coma. Ele parece sério quanto a isso, e quer saber de tudo. Eu explicarei prontamente tudo que aconteceu, porquê não fez nem uma semana que ele saiu do coma respiratório.

18:26

Eu estava com muito sono. Cansada e detonada depois de um dia cheio com analises do departamento de despacho de corpos. Até ouvir pequenos toques vindos da porta do meu apartamento. Três toques, apenas. Me lembrei da noite em que nos infiltramos na empresa Obscorp. "Ué, se der merda eu dou três toques e fechô", e a voz dele replicava em minha mente depois dessa lembrança nefasta. - Já vaaai! - eu grito sonolenta, me levantando das pilhas e pilhas de cobertas que eu estava, devido ao frio. Senti o chão frio cruzar com meus pés, e eles estavam quentinhos. Foi uma dor caminhar desse jeito até a porta, mas eu precisava atender, era ao Thiago. - Oba..Thiago. - eu dizia abrindo a porta, e ele parecia estar tão cansado quanto eu. Sua barba estava limpa e bem-feita, seus cabelos estavam bem penteados, e sua expressão facial demonstrava tudo a mim. - Eaí, Liz. Tudo bem se eu entrar agora? Tô vendo que tu parece meio acabada aí. - ele percebia as minhas olheiras - Não, Thiago. Tá tudo bem. Entra aí. - eu dizia pausadamente, enquanto aguardava ele entrar no local. Quando ele passou ao meu lado, pude sentir o cheiro de seu perfume barato invadir as minhas narinas. Era forte, e desconfortável. Mas dava um charme a mais a ele, que estava usando uma camisa comum, com uma jaqueta de couro por cima, e uma calça jeans larga. - Tu quer um chá? - ele virava-se em direção a mim com o mesmo sorriso sagaz de sempre, - Tem café? - sua voz era arrebatadoramente sensual, - Não, Thiago. Não tem. Não gosto de café. - eu dizia pausadamente de novo, não compreendi o motivo a isso. - Entãaao..começa do início. Depois que eu, sabe, apaguei. - ele ía ate a cozinha, e pegava uma garrafa de chá gelado que tinha na minha geladeira, também pegando alguns cubículos de gelo para colocar. - Bem, depois que tu desmaiou..o Alex se matou, com um tiro na jugular. Eu acho que eles deveriam pelo menos ter te contado isso.. - eu me sentava em meu sofá, pegando os cobertores que eu estava acoplada até aquele momento - E o Daniel..bom. Você viu o que aconteceu com ele. - logo após eu dizer isso, o Thiago aparecia ao meu lado segurando um copo de whisky com chá dentro, e alguns gelos que ele balançava para espalharem-se mais e deixarem a bebida mais gelada. - E como que eu saí de lá? - ele perguntava, mas antes de eu responder, ele já parecia ter sacado - Foi você. - sua afirmação me deixava confusa, pela forma que ele adivinhou rápido - É, fui eu..eu tive que improvisar um monte de bandagens em ti, e, tirar aquela armadura que, é..no final das contas não serviu pra tanta coisa. - ele dava um gole breve em seu chá, fazendo um "ahh" bem baixinho e breve - Daí eu te arrastei pra fora, te coloquei no meu carro..e fomos. Fomos embora daquela escola amaldiçoada. - ao terminar de falar, eu percebia que minha mente estava retomando cada segundo do que havia acontecido, como se eu tivesse vivido tudo aquilo no dia anterior a esse. - Eu sei que tá meio tarde pra dizer isso. Já passou muito tempo, mas - ele tirava sua mão do copo, e a colocava em meu ombro esquerdo - Obrigado, Eliza..eu sei que sem você naquele dia, eu não taria aqui bebendo essa porra desse chá, nem conversando contigo. - ele colocava o copo sobre os apoaidores do sofá - Sinceramente. Obrigado. - ao terminar de falar, ele soltava um sorriso tímido, diferente do descontraído que ele havia soltado ao entrar na minha casa. - Você mereceu tá aqui, Thiago. Eu nunca ía te deixar pra trás. E eu tenho certeza absoluta que tu faria o mesmo por mim, em qualquer circunstância. - ele olhava para mim com aquele mesmo sorriso, - É melhor eu já ir indo, não posso perder um segundo da novela das 6 - ele dizia ironicamente, enquanto se levantava para pegar o copo - Eu agradeço o chá, mas ele é uma merda. - e logo em seguida, ele dava um golão no copo, e o acabava por inteiro, até os gelos que a aquele ponto já haviam ficado menores. - Sabe.. - eu insinuava, - Eu até que tô precisando de alguém pra ficar aqui comigo, essa noite. Que tal? A gente pode assistir alguma coisa, ou sei lá. - eu dizia de uma maneira muito forçada. Eu não queria arrumar uma desculpa para dizer o quanto eu queria alguém para ficar comigo naquele momento, principalmente um bom amigo. - Olha, Liza..eu gostaria de ficar contigo, mas eu não posso. Tenho algumas merda pra fazer, você entende como é. - ele parecia estar sendo sincero, e uma coisa que não faltava naquele homem era verdade. - Ah, então tá tudo bem. Então, tu já juntou as peças pro que aconteceu? - eu dizia de uma maneira bem suave, porque o sono estava atacando. - Sim, eu já tô ligado no que rolou, mais ou menos na real - logo após falar isso, ele se dirigia a porta, arrumando o seu casaco em seu corpo. Eu vi que ele não tinha planos de ficar comigo, porque ele nem tirou a blusa ao entrar. - Ok..isso é ótimo. Euuu, te vejo por aí? - ele se virava em direção a mim, enquanto destrancava a porta; - A gente vai se ver, Lizzie. - e ao falar tal, ele saía pela porta rapidamente, para ir embora naquele frio de matar. Ele nunca me chamou assim, de "Lizzie". Ignorei o novo apelido, e me certifiquei de me jogar no meu sofá novamente, para me cobrir e terminar de ver o que eu estava assistindo. Eu pensava em várias coisas.

Mas a única que me valia naquele momento, era pensar sobre o Thiago. O quão bem ele me deixava, e o quão bem ele me fazia. A presença dele era revigorante, e ele era o único que me fazia feliz.


Ao Acaso - Lizago [ CONCLUÍDA ]Des histoires addictives. Découvrez maintenant