Prólogo

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Um sorriso desconfortável se exibia em minha face. O constrangimento e desconforto estava aparente em meu rosto. O aperto de sua mão em meus ombros com certeza deixaria uma certa marca na região. Sua mão alternava entre meu ombro e minha cintura. Ele me exibia como troféu, e não é de uma maneira boa. Era chato. Desconfortável. Me sentia com vontade de chorar em horas assim, mas caso fizesse, me perguntaria o porquê de eu estar me debulhando em lágrimas, e eu preferiria não responder. No final de tudo, só fiquei quieta com meu sorriso falso no rosto.

— Eu quero morar com meu pai... — Assim que cheguei em casa, fui diretamente a cozinha conversar com a minha mãe. A mesma tentava falar e convencer meu irmão mais novo a comer a comida. Quando me pronunciei os dois me olharam. Minha mãe surpresa e meu irmão preocupado.

— Você está no ultimo ano. Quando entrar na faculdade, eu lhe deixo ir. — Me respondeu e vejo Peter vir correndo até mim. Eu me abaixei um pouco, mas bem pouco mesmo já que ele era quase do meu tamanho.

— Se você for, eu vou junto! — E assim seus braços foram enlaçados em volta da minha cintura e eu apenas retribui acariciando seus lindos cachos dourados.

— Peter, ele não ao menos é seu pai. Por que ele iria te levar junto?! — Minha mãe se alterou um pouco levantando-se. Ela tinha uma certa irritação nos olhos, o que fez meu irmão se esconder atrás de mim.

— Mas meu pai o registrou como filho dele. Portanto, ele é responsável legal do Peter. — O defendi e a mesma suspirou como se dissesse que era para calar minha boca antes que ela cale. — Por favor, mãe...

—  Vocês vão... Mas nem ao menos pensem em voltar. Se saírem daqui, não quero que voltem. — Suas palavras saíram como uma ordem. A tristeza veio à tona, o que certamente me fez ficar mal. Peter puxou a alça da minha calça minimamente. — Falarei com seu pai e darei um jeito de vocês irem até mês o começo do ano que vem. — Ela saiu da cozinha suspirando fundo.

E assim se passou alguns dias desde que minha mãe falou com meu pai sobre. Ele e a minha madrasta, a qual é um amor de pessoa, aceitaram de bom grado que eu e Peter fossemos morar com eles. Minha meia-irmã e eu sempre fazemos videochamadas pelo Line. Já ficamos a madrugada toda conversando em como vai ser quando eu e o Peter chegarmos lá. Ela é realmente um amor comigo e com meu irmão.

Neste exato momento, estou pegando as malas de Peter enquanto meu pai está do lado de fora nos esperando para ir embora. Dei um abraço em minha mãe quando estávamos prestes a ir. Eu vou sentir falta dela. Querendo ou não, ela foi quem cuidou de mim e teve paciência enquanto eu chorava ainda pequena.

— Eu venho para te visitar. — Mesmo ela não querendo, eu iria vir a visitar e ver como a mesma está. Eu não vou abandoná-la.

Me afasto dela e dou-lhe um sorriso correndo até a lamborghini preta que estava estacionada na frente de casa. Após entrar no carro, meu pai faz o mesmo dando tchau para minha mãe. Peter estava quase quase dormindo no banco de trás. Logo estávamos a caminho da nossa nova casa.

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⏰ Last updated: May 22, 2020 ⏰

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