começa do começo

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Oi meu nome é Adhara pically, tenho 17 primaveras e moro com os meus pais.
Meu pai um homem serio e centrado que costumava ter uma oficina mecânica em frente a nossa casa. Minha mãe uma mulher que fala muito e que tem muita calma para assuntos delicados que vê a vida diferente de outras pessoas e que sabe ser bem brava que chega a dar medo,  trabalhava  em uma empresa de tecnologia. Tenho poucos amigos, mas otimos amigos.
Meus amigos como eu disse são poucos, tem a Marie que parece um patê de tão sensível, negra, baixinha, dos cabelos pretos encaracolados. Tem a Laurem que é uma doida e me acompanharia ate o inferno. Ela é ruiva, cheia de sardinhas no rosto, alta, corpo de atleta. E tem o felipe que é super engraçado, imperativo, tem um sorriso lindo, olhos folha seca, cabelos castanhos claros, alto e é um amigão...
Minha vida é quase normal, pelo menos costumava ser...
Trabalhava na oficina do meu pai, fazia curso de astronomia e ia acampar nas horas vagas.
A marie e a laurem eu via sempre já que as duas moravam perto da minha casa. O Feh era um pouco mais difícil a gente se via mais na escola mesmo.
Minha vida era perfeita agora eu sei disso...
Apesar de não gostar muito de trabalhar na oficina eu percebi que isso era bem melhor que o trabalho que eu tenho agora.
A um tempo atrás quando eu tinha uns 15 anos eu achei um anel meio estranho, de prata com uma bola preta no meio e espinhos de prata ao redor da bola.
Eu achei o anel bonito, eu era uma menina de gosto peculiar e curtia o estilo rock star e a originalidade.
Depois que coloquei o anel no dedo ele se iluminou, uma luz branca que aos poucos foi se escurecendo ate desaparecer.
Apareceu dentro do anel meu nome e o numero 115, fiquei assustada, tentei arrancar o anel mas não consegui, fiz de tudo passei sabão com água, todos os produtos de limpeza da minha casa. Usei graxa, usei umas ferramentas da oficina mais de nada adiantou o anel não quis sair...
   Mostrei laurem e ela riu de mim eu já sabia que isso ia acontecer, mas também sabia que ela me ajudaria mesmo achando que eu estava louca.
Laurem levou na brincadeira tudo que eu falei e resolveu contar para marie só para assusta a garota que nem ao banheiro a noite sozinha era capaz de ir.
Marie ao ouvir a historia como era de se esperar morreu de medo, nem quis terminar de ouvir toda a historia.
Parou de falar comigo disse que eu estava emacumbada .
Eu deixei o tempo passar laurem sempre me perguntava sobre o anel, marie ainda tinha medo de mim.
Depois de um tempo eu já não ligava mais para o anel, era como se ele tivesse se tornado parte de mim.
Um dia estava fazendo um bolo para minha mãe e ela viu o anel em minha mão e disse:
_Adha minha filha tire esse anel não se usa fazer alimento nenhum com jóias na mão.
_Mas mãe esse anel garroou ele não sai do meu dedo por nada.
_Como assim é claro que sai! Você já passou água com sabão?
_Já ne mãe
_Deixe me ver...
_aonde você conseguiu esse anel?
_Em um caixote no sótão, sabe aquele dia em que você me pediu para dar uma arrumada la em cima? Então eu achei esse anel, achei-o muito bacana e peguei para mim.
_Adhara quanto tempo faz que você esta usando esse anel?
_ja disse mãe desde aquele dia, mais porque?
_Então faz mais de um mês! Ai meu deus!
_O que mãe? Porque ta tão nervosa?
_filha o que aconteceu quando você colocou o anel pela primeira vez?
_ a senhora vai rir de mim mãe, todo mundo riu e a marie ta com medo de mim ate hoje.
_como assim não me diz que você contou isso para alguém...
_ elas são minhas amigas mãe...
_Por isso que me preocupa, conte-me como aconteceu...
_ Bom mãe não ria, eu coloquei o anel e ele se iluminou, uma luz branca que foi se escurecendo ate sumir por completo, ai nessa bolinha apareceu meu nome e um numero acho que 115.
_A não filha é mais grave que eu pensava.
Chame seu pai para mim.
_Como assim mãe grave? Grave como?
_Va chamar seu pai!
_Ta bom mas depois quero que me conte porque grave!
_Pai pai, mãe ta te chamando
_Mas estou ocupado agora
_é melhor o senhor ir ela ta com aquela cara
_O que aconteceu?
-Não sei tem haver com esse anel que eu achei e ela disse que é grave.
-Há por causa de um anel? Deixe me ver este anel...
_Olha é esse aqui
_Bom eu acho que já vi isso antes, mas não pode ser... se for mesmo...
_Certo faz o seguinte  tome conta da oficina vou ver isso com sua mãe
_Ta certo pai
Nesse momento eu estava totalmente perdida, não sabia por que meus pais estavam tão preocupados, e também não entendi o porque de minha mãe me pergunta sobre a quanto tempo eu estava usando o anel. Afinal porque o tempo era tão importante assim?
Meu pai e minha mãe conversaram durante horas e horas.
Meu pai estava falando com minha mãe com um tom de voz que eu nunca tinha o visto falar com ninguém.
_ Eu te disse Tereza, eu te falei que isso não daria certo. Pra mim você tinha dado um jeito nessas coisas foi o que você me prometeu você se lembra?
Mais que droga porque não cumpriu a promessa?
_É mas as coisas estão seguras aqui eu não podia cumprir uma promessa dessas, isso tudo faz parte do que sou ou fui. Eu sou uma das escolhidas.
_Seguras? Seguras pra quem? Nossa filha esta condenada!
_E você queria que eu fizesse o que? Eu não podia jogar tudo fora  como faço com o nosso lixo.
_Não importa tinha outras maneiras e você prometeu que daria um jeito de manter isso tudo fora da nossa vida, eu te disse que não queria ver aquilo tudo de novo nunca mais e você me disse que nunca mais iria voltar no passado.
_Ata Sherlock homes agora a culpa é minha ne! Como eu poderia adivinhar que nossa filha acharia a caixa eu havia escondido.
_ claro que é sua e não arregale os olhos para mim não Tereza se você tivesse consumido com essas coisas pra bem longe uma hora dessas não estaríamos aqui discutindo.
_Olha aqui Pedro você casou se comigo sabendo do meu passado, sabendo do que minha família era e eu não te enganei não meu filho.
_eu me casei com você por amor. Mesmo sabendo a estérica que você é!
_Eu estérica? Eu? Tem certeza? Não  sou eu que estou nervozinho por causa de um anel não!
_Por causa de um anel não, você sabe que não é qualquer anel, você sabe o poder o perigo e o destino que o anel trás com ele. E nossa filha esta com ele no dedo, você entende isso nossa única filha!
_Eu sei pedro mas não adianta mais, agora é só esperar o tempo passar.
_O anel é uma arma para se usar contra o bem ou contra o mal. Tudo depende do coração de quem o usa e nossa filha é do bem.
_É mas isso não garante que ela não corra perigo.
_O que temos que fazer agora é orientar nossa filha. Dizer a ela o que tem que ser feito pra passar esse tempo.
_E você vai ter que contar tudo pra ela Tereza agora é a hora de abrir o jogo afinal ela esta madura o bastante ne, você esta ate jogando o fardo da sua família nas costa dela.
Meu pai saiu da sala foi ate a oficina me mandou fecha la e bateu a porta do quarto.
Minha mãe gritou da sala:
_não seja injusto comigo Pedro!
Minha mãe entrou no quarto e começou a falar com o meu pai:
_As pessoas sempre pensam que a vida dos outros são mais fáceis que a deles mais não é assim caramba! Pensamento egoísta esse afinal todo mundo tem problemas, todo mundo tem angustias, segura dilemas, sentem medo.
_Você esta dizendo isso pra mim porque? Eu nunca disse que sua vida é fácil! Eu só acho que você teve escolhas!
_Isso é o que você pensa pedro! Os outros são seres humanos como você. Como você se sentiria se pensassem que sua vida é fácil? Eim como se sentiria se eu começasse a falar que você teve e tem a vida mais fácil que a minha?
_Você sempre se julga melhor que eu Tereza.
_Não isso é o que você esta dizendo na verdade eu sempre quis ser nem que fosse um pouco como você porque eu o admiro por isso me apaixonei por você e por isso me casei. Eu nunca me senti melhor que você de forma alguma.
_E eu nunca me senti inferior a você por isso me casei com você por achar que seria capaz de te proteger de tudo e te tirar daquela confusão.
_E você conseguiu isso tudo
_Não! Não é verdade se tivesse mesmo conseguido não estaríamos nessa situação!
_Foi um grande silencio...

















LanidionHistórias para pegar e não largar. Descubra agora