Narradora
Um corpo deu de encontro com uma parede, e logo depois o rosto delicado recebeu um tapa forte.
- Sua puta! - Um homem com longos cabelos castanhos gritava. - A vadia da sua mãe se matou e agora eu tenho que cuidar de você!
A menina estava encolhida, com medo de seu pai. Ele era violento e batia nela. Não a deixava sair de casa, nem mesmo para ir a escola, ela tinha aulas em casa, com professores contratados.
- Se eu pudesse, eu me livrava de você! Mas a polícia ta minha cola e eu não posso deixar que eles me achem. Mas eu vou dar um jeito! - Apontou um dedo para o rosto cheio de lágrimas da menina. - EU VOU ME LIVRAR DE VOCÊ, HINATA! NEM QUE PRA ISSO EU TENHA QUE TE MATAR! - Bateu a porta com força e a trancou pelo lado de fora.
Hinata desabou no chão. Por um segundo achou que seu pai iria amarra-la. Quando isso acontecia era pura tortura. Não ganhava sequer um pouco de água.
Olhou em sua volta e só encontrou o vazio. Era ali onde passava a maior parte de seu tempo. A única coisa que ganhava para comer era pão duro e água. Ficava jogada num canto do quarto escuro e frio, esperando o tão sonhado momento em que seria liberta daquele cárcere.
Puxou um edredom, ou melhor o que sobrara que um, e se cobriu. Vestia uma calça de tecido fino e uma camiseta escura. O frio que sentia era muito, a ponto de seu queixo trêmular.
E mais uma vez, adormeceu naquele lugar vazio.
...
Já era de manhã quando acordou sentindo uma dor forte na barriga. Ao ver Hiashi parado em pé ao seu lado, constatou que havia levado um chute.
- Levanta logo! O seu professor já chegou. - Disse saindo do quarto.
Hinata apenas respirou fundo e massageou a barriga, em uma intenção falha de aliviar a dor. Se levantou ainda com a mão na barriga. Pegou um caderno de matéria que estava no chão, e uma caneta.
Saiu do quarto e se dirigiu à mesa que ficava na cozinha. Desejou um bom dia ao professor que retribuiu. Pobre professor, não faz ideia do que acontece nessa casa.
Quando a aula terminou, Hiashi jogou-a no quarto denovo. Um pouco mais tarde, deu um pedaço de pão a ela e um copo com água.
Todos os dias era essa mesma rotina. Ela estudava, era trancada no quarto novamente, recebia um pedaço de pão e um pouco de água, e passava o resto do dia trancada ali.
Tinha um banheiro no quarto, então tomava pelo menos um banho. Mas sempre eram rápidos e não tinha sabonete, era apenas água fria.
Pior era quando Hiashi a amarrava. Às vezes passava o final de semana amarrada, sem receber nem mesmo água. E depois disso, seu corpo ficava marcado pelas cordas. Quando Hiashi chegava bêbado em casa, ele batia nela, às vezes deixando-a desacordada.
O corpo de Hinata vivia com machucados, hematomas quase pretos e esfolados. Sua franjinha escondia uma cicatriz de quando seu pai quebrara uma garrafa em sua cabeça.
Os dias foram passando. Em um deles, Hinata tentou fugir. Mas foi pega. E apanhou muito. Ainda doía. Seu corpo todo ainda doía. Estava com uma marca quase preta em volta de um dos olhos. Agradecia a Deus por não ter sido violentada. Hiashi nunca tocou-a dessa forma. Nunca a violentou.
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Yoo! Gente, primeiramente eu gostaria de dizer que sou muito grata a todos vocês que lêem Angel and Demon. Sério, muito obrigada de coração!!
Segundamente, essa fanfic NÃO incentiva a violência doméstica! Se você passa por isso, ou conhece alguém que passe, denuncie!! Violência doméstica é crime!
E terceiramente, por favor, me digam se eu devo continuar a escrever essa fanfic.
Bem... É isso kkkk! Espero vocês nos comentários, um beijão! ^3^
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My Dear Killer
Romance- Não olhe diretamente para os de rank S, Hinata. - Sakura avisou, com os olhos fixados no chão. - O quê? Rank S? - Questionou levando os olhos a seus pés. - Ninguém te falou nada sobre isso aqui não é? - An... Meu pai me entregou uma folha com a...
