P.O.V Narradora
Era um quarto incrivelmente claro, a cama era pequena e macia, e haviam duas grandes janelas e cortinas claras. Haviam uma mesa de madeira perto da porta, com um jarro azul e rosas vermelhas, e ao lado da minha cama, o mesmo jarro, más com girassóis, e no teto, um lustre de pedras claras.
A cabeça de Draco doía exageradamente, e não fazia ideia de onde estava.
A porta se abriu e uma garota entrou, e os olhos de Malfoy foram diretamente para ela.
Não parecia ter mais de 19 anos.
"Ela era perfeita." - Foi tudo o que ele conseguiu pensar.
Era baixa em comparação a mim, tinha os olhos azuis mais lindos do mundo, presos em uma prancheta, longos cabelos castanhos em um rabo de cavalo, uma saia preta até abaixo do joelhos colocada e uma blusa branca de botões.
Ao olhar para ela, Draco sentiu um grande Lupe em sua barriga. Tudo ao redor dela parecia escuro, e ela, colorida.
Tinha em suas mãos uma prancheta colorida e com muitos post-its, com penas coloridas e tintas diferentes.
-- Bom dia, senhor Malfoy! O senhor levou uma batida horrível. Como está, senhor Malfoy?
- Mal... Minha cabeça dói e não sei de absolutamente nada. Meu sobrenome é esse?
Ela franziu o cenho e pós sua prancheta na mesa.
-Um segundo! -anotou algo em uma post-it e foi até ele, começando a examiná-lo. Ela estava muito perto, e o coração de Draco, se mantinha acelerado. O perfume doce e forte dela, o deixava quase viciado. Uma mistura de romã com lilás, maçã, canela e álcool.
- Até onde se lembra?
Foi feito um grande esforço para ele se lembrar, enquanto ela tirava e trocava suas ataduras.
- Uma... Uma moça. Tinha uma moça na minha frente e ela ia ser atingida por um balanço, então eu empurrei ela para longe, e acho que cai de um lugar alto, rolei no chão, bati a cabeça e não me lembro de mais nada. Por quê?
- O senhor caiu de um barranco, passando por pedras e vidros. Bateu a cabeça em dois lugares, quebrou um tornozelo e deslocou o ombro, e ficou desacordado a mais de 7 horas.
-Ah...
- Sente algo no corpo?
- Só dor na perna e na cabeça.
- Não lembra de mais nada?
- Por quê tantas perguntas? Eu também tenho algumas, mas nem por isso estou em interrogatório.
- Perdão...-Pediu envergonhada. - É parte do procedimento.
Ela terminou o exame e pós a carinha atrás da orelha e anotou algo em uma post-it, que novamente, sumiu.
- Eu já volto, está bem? Fique na cama. -Pediu indo para a porta.
- Não! - Pediu ele, quase implorando e ela se voltou para ele.
Ele se sentia estranho a ser olhado por ela. Seu estômago ficava agitado e seu coração parecia estar em festa. Queria vê-la mais e mais, de todos os ângulos possíveis, de todas as formas e de preferência, perto. O mais perto possível.
- Por favor, eu... Eu não sei onde estou, não sei como me chamo, quem é você e não sei o que fazer. Só por favor, fique.
Astoria o olhou. Não com pena, mas piedade. Anotou novamente algo em uma post-it que sumiu no ar, e ela se sentou perto dele.
- Tem perguntas?
- Muitas! Como me chamo? Onde estou? Onde está minha varinha? Nos conhecemos? Sabe minha idade e algo da minha família?
- Draco Malfoy. No hospital Sant Mungos, para bruxos. Está guardada junto com seus pertences. Não exatamente. Eu te conheço, mas você não me conhece.
- Isso parece assustador.
- Desculpe! -ela riu e Draco deu um sorriso involuntário.- Você é amigo da minha irmã, e é um tanto quanto famoso.
- De forma boa ou ruim?
- Sendo sincera, ruim, bem ruim, pelo que ouvi falar.
Draco ficou triste e decepcionado de imediato. Não queria ser assim, não mais.
- Mas talvez seja melhor do que falam! -argumentou tentando aliviar- Sabe, algumas coisas são melhores do que vistas de longe. Você não se lembra, mas; talvez tivesse algo muitíssimo especial dentro de você, e pessoas não vêem isso muito bem, talvez nem mesmo você visse, e por isso, fosse mal. E de qualquer forma, ninguém é mal totalmente. Entende?
Draco sorriu levemente.
- Obrigado...
- Bom, você tem 23 anos, e é filho de Draco e Narcisa Malfoy. Eles estão aqui, gostaria de vê-los?
Antes que pudesse responder, um homem entrou na sala. Era baixinho, carreca e barbudo. Usava vestias brancas e mexia em uma prancheta.
- Que bom que acordou, Malfoy. - Disse normalmente- Pelo que me foi contato, o senhor está com amnésia. Ainda não sabemos se é temporário ou permanente, mas já está sendo resolvido para termos um resultado. O senhor será liberado depois de resolvermos, com o auxílio de uma madribruxa por companhia médica. E a senhorita!
O tom do homem mudou de imediato, para um alegre e gentil, o que a fez sorrir e Draco se emburrara.
- Está dispensada para as férias. Um mês, senhorita! Aproveite e tome um sol, ouvi dizer que algumas praias gregas são lindas nessa época do ano. Agora, com licença, chamarei os senhores Malfoy.
- Bom, Adeus, e melhoras, senhor Malfoy.
- Tem mesmo de ir? -Perguntou baixinho.
- Sim, infelizmente. Melhoras, senhor Malfoy.
Ela pegou a varinha e a prancheta colorida, sorrindo e pós em uma bolsa preta, que apareceu do nada.
- Adeus, cuidado! -Saldou indo até a porta.
- Espere! -Pediu Draco e ela o olhou.
- Como se chama? Não me disse seu nome.
A garota sorriu.
- Sou Astória. Astória Greengass.
Ela saiu e um casal de loiros entraram.
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Minha Amada Vida
FanfictionDraco nunca foi de acreditar no amor, sempre achava que era algo tóxico e inoportuno, que fazia pessoas agirem sem pensar e fazia de absolutamente tudo para evitar cruzar com um cupido, isso foi, até ela cruzar seu caminho.
