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As flores que quis lhe entregar.

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Oh, I know I'm probably
Much too late
To try and apologize for my mistakes
But I just want you to know
I hope he buys you flowers,
I hope he holds your hand
Give you all his hours
When he has the chance
Take you to every party
Cause I remember
How much you loved to dance
Do all the things
I should've done
When I was your man.


A última noite gélida do final de Junho indicava que Baekhyun iria embora. Não era para sempre, mas sim, por um bom tempo. Tempo suficiente para que Sehun sentisse sua falta. 

Aquilo o destruía.

Suspiravam em um silêncio incômodo. Ambos sentados à beira da praia. Algo parecia, no fundo, lhes dar uma expectativa de que nada mudaria. Sabiam que era impossível, mas quem os impediria de sonhar?

Baekhyun flagrou o momento em que Sehun, de forma singela, ousou segurar sua mão em um aperto doce. 

Um sorriso simples brotou em seus lábios secos. 

Eram amigos desde a infância. Não foi surpresa descobrirem que supriam um sentimento recíproco. Um sentimento que ultrapassava a linha limítrofe da amizade, os levando a um amor certamente platônico.

Nunca ultrapassaram os limites daquela amizade. No entanto, naquele momento, estavam com os corações partidos. Estavam com medo de perderem um ao outro. O mais novo não queria isso, muito menos o mais velho.

Um ar estranho os rondou no instante em que, finalmente, Baekhyun sussurrou contra os ventos que jogavam ondas desalinhadas na direção dos dois:

— Eu te amo, cara... — Não havia hesitado em falar aquilo. Apenas se deixou levar. No que se deu conta, o Byun pediu aos deuses que seu melhor amigo não tivesse escutado aquela baboseira.

Mas ele escutou.

Escutou, mas nada falou. Foi o momento exato em que o coração do mais novo se permitiu dividir em milhões de pedacinhos. Queria dizer que o amava também, mas preferiu rejeitar. Doeria menos do que se fosse retribuído. Se retibuisse, sabia que sofreriam mais. 

Mas Sehun sofreu; Baekhyun também sofreu. E ninguém falou mais nada.

Os olhos de ambos oscilando entre as ondas violentas – que cruzavam aquela praia imensa e sedutora escondida pela pouca luminosidade das estrelas, em um misto da escuridão no imenso azul. – e ambas as mãos unidas, com carícias implícitas, demonstrando todo o afeto que parecia impossível descrever em palavras.

Não aguentariam muito até que focassem olho à olho para um diálogo inarticulado. 

Seus rostos vermelhos indicavam o quão devastados se encontravam. As pálpebras baixas e os olhos com um brilho único; um brilho de tristeza, vazio e resultante das lágrimas acumuladas. Nenhum deles as ousaria soltar. O orgulho parecia querer ganhar aquela luta interna que era travada entre os dois inconscientes.

Baekhyun finalmente suspirou desviando seus olhos rumo ao céu, agora, coberto por poucas nuvens que ocultavam algumas estrelas, mas ainda refletiam o brilho do luar.

— Não vai falar nada? — O mais velho se pronunciou, finalmente libertando a pobre lágrima maculada que escorreu por sua face salgada. 

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