Eu sou como um oceano,
imenso, confuso e agitado,
porém vazio.
Até eu conhecer alguém,
alguém que me faça encher e transbordar;
E enquanto eu me afogo por este alguém,
ele brinca de molhar os pés, em minhas pequenas ondas, que vêm e se vão.
Avista outros oceanos, calmos e tranquilos,
e parte,
sem avisar,
sem dizer adeus.
Então uma tempestade ocorre dentro de mim e esvazia meu tão frágil oceano
Que apesar de confuso e agitado, poderia se demonstrar calmo e claro...
Mas você foi embora, sem ao menos tentar entrar e ir até as profundezas.
Se posicionou á beira do mar, e me observou esvaziar.
Enquanto eu o observei partir,
e encontrar novos mares.
março, 2019
YOU ARE READING
Todas as razões para te esquecer
PoetryCada palavra, de cada texto, poderia ser uma razão. Uma razão para te esquecer, ou ao menos, lembrar sem machucar.
