Somos programados para matar
É o que fazemos de melhor, estraçalhando carne humana sem dó.
Máquinas sem destino, sendo subjugada por um sistema podre e falido.
Sem coração, nossas peças em perfeita junção causam medo em qualquer vilão, maquiavélico ou dantesco.
Medo, tristeza , ódio, esses são nossos componentes mais sólidos.
Amor, paixão, empatia andam em falta hoje em dia.
Estamos no futuro, nada de carros ou motos voadores, comemos carne podre.
O último canto glorificando o maquinário se esvaiu, o sistema caiu.
Somos máquinas, e o nosso maquinário é Jesus prostrado em uma fétida cruz.
Comer, rezar, foder, chorar
Matar, estrupar, degolar, amar?
Eu clamo pela salvação, a cruz caiu, as máquinas mostraram sua raiva.
Matamos o sistema, com barbantes e antenas.
