Bom deixa eu me apresentar, me chamo Valentina Martins, mas me chamam de Valen ou Val. Tenho 21 anos e sou formada em engenharia. Faz exatamente 3 semanas que cheguei aqui no Estados Unidos, meu pai foi promovido e a empresa transferiu ele para cá com direito a uma casa e tudo mais, foi difícil eu tomar uma decisão de ir embora do Brasil para outro país tão longe, eu tinha vontade de morar nos Estados Unidos e tals, mas só não queria vim por conta de meu trabalho, amigos e etc. Eu poderia ficar no Brasil? Poderia, mas eu não queria ficar lá sozinha por que meus familiares, a maioria moram longe, então eu resolvi vim e cá estou eu. Ainda estou me adaptando com tudo daqui. Estou morando em Miami, em um condomínio de classe média-alta. Eu ainda não arrumei um emprego na minha área, mas na primeira semana que cheguei aqui, já fui ao centro da cidade com minha mãe e já coloquei currículos em várias empresas de engenharia, mas nenhuma ainda deu resposta. Nesse mesmo dia em que sai com minha mãe encontramos uma cachorrinha na rua, eu a encontrei bem suja, com seu rostinho triste, ela estava no canto de uma loja chorando muito, me comovi com a cena em que ela se encontrava e a peguei, levei num veterinário mais próximo, lá eles deram banho, alimentaram, deram todas as vacinas e eu a adotei e dei a ela o nome de Lili, ela agora é a minha mais nova amiga. Bom, tenho um vizinho que praticamente todos os dias ele faz festas em sua casa, toda madrugada o som alto vindo da sua casa atrapalha minhas noites de sono, nunca vi um cara que gosta tanto de fazer festas, vontade é de ir esmurrar a porta dele e reclamar do barulho dele e reclamar do barulho que ele faz.
Agora é final de tarde e está um tédio total em casa, já vi quase todas as séries que estão em minha lista, já cochilei, acordei, lanchei mas nada resolveu, mas eu tive uma idéia genial, desde o dia que eu cheguei aqui, ainda não fui conhecer o condomínio, então eu me levantei imediatamente do sofá e fui até o jardim, chamei a lili peguei a coleira dela, ela veio correndo até mim toda animada pois sabe que nós vamos passear, abaixei-me em seu tamanho, coloquei a coleira em seu pescoço e me levanto, ela começou a me puxar, sai de casa e comecei a caminhar com a Lili.
(...)
A noite chegou e estou completamente cansada, caminhamos quase o condomínio todo e a Lili que me puxava mais que outra coisa. Eu volto para rua onde é minha casa e agora vejo 5 garotos jogando futebol no meio da rua, continuei seguindo meu caminho tranquilamente até minha casa, e sinto algo passar de raspão em meu rosto, me assusto e Lili fica agitada conseguindo arrancar sua coleira de minha mão e saiu correndo, começo a chamá-la para que ela possa voltar até a mim mas ela continua correndo até chegar a bola que por pouco batia em meu rosto. Um dos garotos do grupinho sai correndo atrás da Lili e por fim ele consegue pegar a coleira dela. Ele é alto, branco, com algumas tatuagens em seus dois braços, uma tatuagem enorme nas costas, o mesmo está sem camisa e por conta do suor seu corpo está brilhando, não posso negar que ele também é muito gato! Ele pega a bola que pelo que eu vi foi um pouco complicado. Desde que eu conheço a Lili, ela é louca por bolas e não consegue ver uma e ficar quieta. Ele caminha em minha direção e a Lili dá leves pulos para tentar pegar a bola que está em seus braços. Ao se aproximar ele entrega a coleira de Lili em minhas mãos.
— Muito obrigado
— Não tem de quê linda – Ele sorriu e passou as mãos em seu cabelo molhado pelo suor, tirando algumas mechas coladas do seu rosto. O seu sorriso é lindo, e muito encantador, assim como ele. Os outros garotos ficam nos observando e logo eles começam a gritar para ele voltar ao jogo.
— Melhor você ir lá – Aponto com a cabeça para os outros garotos.
— Sim, quem sabe se encontramos por aí – Ele dá uma piscadela e volta a se reunir com seus amigos.
Chego em minha casa, solto a coleira de Lili que sai correndo pelo jardim e entro em casa. Subo para meu quarto, entro no banheiro e tiro minha roupa, as coloco no cesto e ligo o chuveiro, entro debaixo da água e me molho da cabeça aos pés, pego o shampoo e passo pelo meus cabelos, em seguida tiro todo o shampoo, pego o sabonete passo pelo meu corpo e depois de me enxaguar desligo a água.
Puxo minha toalha que está pendurada no box e me enxugo, a enrolo em meu corpo e saio do banheiro. vou até meu guarda-roupa, abro a primeira gaveta pego minhas roupas íntimas, em seguida abro uma das portas e procuro por uma roupa, pego um vestido básico e soltinho, tiro a toalha, visto as roupas íntimas e em seguida o vestido. Volto ao banheiro deixo a toalha no box e penteio meu cabelo, o deixo solto para secar mais rápido. Apago a luz e saio retornando ao quarto, me jogo na cama e pego meu celular para assistir série até a hora do jantar.
(...)
Deixo o celular na cama e me levanto, passei horas assistindo, mas também meu estômago pede socorro de tanta fome que estou sentindo, sinto o cheiro de lasanha invadir o meu quarto. Isso fez meu estômago fazer barulho. Lasanha é uma das minhas comidas favoritas, e eu amo a lasanha que minha mãe faz. Hoje irei me acabar no jantar. Saio do quarto e desço as escadas.
— Oi mãe – Digo assim que adentro a cozinha, minha mãe está de costas observando a lasanha no forno — Mandou bem na escolha pra janta de hoje.
— Oi meu amor
— Precisa de ajuda?!
— Sim, faz o suco – Assinto com a cabeça e vou até a fruteira. Pego algumas laranjas na fruteira, as lavo e começo a preparar o suco. Ao terminar coloco em uma jarra com algumas pedras de gelo e ponho sobre a mesa, minha mãe tira a lasanha do forno que está com uma aparência maravilhosa e um cheiro muito bom e coloca sobre a mesa.
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Meu Vizinho| Christopher Vélez
FanfictionApós se mudar para os Estados Unidos por conta do trabalho do seu pai. Valentina começará uma nova fase da sua vida, uma nova oportunidade de fazer tudo diferente. Também perceberá que tudo pode mudar quando seu vizinho Christopher Velez aparecer em...
