Emily , uma garota-lobo de 23 anos, vai embora de sua matilha após Viviane, sua irmã por parte de pai, virar a lunalfa de sua alcateia e implorar pela saída da irmã ao, seu agora companheiro, Apolo (alfa da alcateia).
Por sorte, Apolo era nagari...
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Fala serio, eu estou mesmo arrumando as minhas malas? Quem diria em? Você dá a vida por uma alcateia e com a simples palavras de um superior, você tá fora.Rosnei de raiva enquanto jogava um par de sapatos carmim pra dentro daquela mala enorme.
E pra onde é que eu vou agora? É claro, eu ainda tenho o meu emprego, mas sem a proteção de uma alcateia seria perigoso andar pela cidade com os exilados a solta. Mas pera aí! eu também não sou uma exilada agora??? Largo tudo que estava fazendo, ma sento na cama, coloco as mãos na cabeça e balanço meus cabelos freneticamente para tentar colocar as ideias no lugar,o que não adianta muito e só acaba me dando uma dor de cabeça insuportável.
Olho paras malas na minha frente, todas parte de um conjunto com estampa florida, e lembro que comprei elas por conta da promessa que fiz a mim mesma de viajar mais e para lugares diferentes, logo após uma ida ao Alasca, onde eu estive com a alcateia ano passado a procura de alianças. Mas fala serio dona Lua! Eu não pedi pra ser tão rápido assim !!!
Acho que eu vou ficar louca se continuar mais um minuto dentro desse quarto abafado e em meio a esses pensamentos doentios.Sem pensar muito no que estava fazendo, largo tudo de lado , desço as escadas rapidamente, me recusando a direcionar o olhar a qualquer pessoas sentada na sala de estar, rumando em linha reta na direção da porta de saída, quando de repente escuto meu nome sendo chamado por uma voz masculina, mas isso não consegue me parar. Mesmo que for o alfa dessa alcateia, agora não!!!!
Após atravessar a porta, com sucesso, ando em passadas largas em direção a floresta, que está cada vez mais perto. Conforme me aproximo, consigo sentir com mais precisão o cheiro de terra molhada, da casca das arvores e de flores recém florescidas, enquanto escuto o canto de alguns pássaros, mesclado ao da cachoeira que fica a alguns quilômetros. É... até que ter raízes selvagens não é tão ruim assim- VALEU MÃÃÃEEEE!!!- gritei sem me importar com quem ouviria.
Cansei de ignorar meus instintos, então corro na maior velocidade que consigo alcançar em forma humana, meus pés começam a reclamar e é nesse momento que sinto a falta dos meus sapatos, provavelmente deixados de lado no momento do surto, mas isso não me impede de continuar correndo, na verdade, sentir o solo diretamente em meus pés, só me motiva a continuar com meus planos. Bastou que eu encostasse meus pés na grama úmida para que me transformasse na criatura mais bela em meio as sombras ,uma loba ruiva pronta para correr em direção ao luar exorbitante, sem me preocupar em rasgar as peças de roupa que eu levava postas .
Essa pode ser uma das ultimas vezes em que eu poderei me transformar, já que, toda floresta existente pertence a uma alcateia e entrar em uma, sem permissão, é morte na certa(é por conta disso ,que lobisomens selvagens são tão raros hoje em dia) . Sendo assim, me agarro ao momento correndo em meio as arvores, sentindo todos os cheiros de uma floresta e tentando memorizar cada um deles em seus mínimos detalhes. Passo a tarde inteira nisso, até pulo nas águas da cachoeira que lembro ter visitado pouquíssimas vezes em dias normais e quando vejo o sol começar a se por, tomo coragem de retornar à casa que até agora eu havia chamado de lar.
Chego pelo portão dos fundos e subo com pressa as escadas, ainda em forma lupina, Briana ,minha madrasta, odiava que eu entrasse em casa como loba, mas eu já não devia nada à quela cadela que havia feito a cabeça de Viviane, aproveitando de seu momento de fragilidade com a alcateia além da recente condição de parceria que ela compartilhava com Apolo,atual alfa dessa alcateia: CANIS LÚPUS , para conseguir me expulsar de vez não só de sua casa, mas de sua vida.
Chegando no meu quarto, já em forma humana, pego uma muda de roupa, junto a uma toalha bordada, para em fim ir ao banheiro que, Graças a Lua, eu não mais divido com minha irmã. Desfruto de um banho demorado, com direito a muitoooos aromatizantes e espuma, se eu vou mesmo me misturar entre os humanos para escapar dos exilados , esses produtos me darão um tempo . Podemos dizer que,por conta do meu antigo titulo como nagari de Apolo e da minha incrível habilidade decaçar traidores, não são muitos os exilados que cogitam a possibilidade de uma amizade comigo , então camuflar o meu cheiro será a melhor opção, mesmo que com isso eu fique cheirando a lavanda por uns bons meses.
Saio do banheiro, com meu conjunto de moletom verde musgo favorito, na intenção de ir ao meu quarto terminar as malas por fazer, mas a fome ,causada pela recente corrida, fala mais alto quando sinto o cheiro de bife a parmegiana vindo da cozinha, meu prato preferido e a especialidade do meu pai. Não penso nem mais um segundo antes de correr em disparada escada a baixo , um grande erro da minha parte.....
Autora:
Tenha paciência, a história está só começando, logo o romance virá . Por favor avalie a história e deixe um comentário 😁