Londres, Inglaterra, 1850.
A noite estava calma e tranquila, me lembro bem da primeira vez que vi na festa de ano novo do senhor Benjamin um amigo muito próximo do meu pai, não sabia quem era aquele homem era a primeira vez que via e sentia algo tão estranho que nunca havia sentido antes, como uma atração que me inclina a querer me aproximar. Mas como regras da sociedade não viam com bons olhos, uma moça fala com um homem sem ser formalmente informado.
Seu olhar era tão profundo que seus olhos pareciam esconder desejos e segredos irreversíveis, ele era tão alto quanto um metro e oitenta e quatro me arriscava dizer, seus cabelos eram negros grossos não muito sedosos, mas lindos, seus olhos era um castanho indescritível com um tom de ouro que era simplesmente magnífico, sua era barba era composta por quem dava mais charme ainda e seu porte era atlético, um homem capaz de deixar qualquer garota da minha idade louca por ele.
- Quem será ele? Qual será o seu nome? - Pergunte-me em minha mente.
Agora você não pode acreditar na minha sorte vestida de noiva diante de um altar dizendo sim, esse homem que há poucos meses eu vi na primeira vez e por quem me perdi. Sim, ele era o homem mais lindo da festa, o homem mais maravilhoso que já conheci.
A igreja estava toda decorada com lírios brancos e jasmins, minhas flores prediletas em vasos de cristais transparentes, que dava certo toque de magia nesse momento tão especial de minha vida. Os convidados e os familiares abarrotavam os bancos da igreja e eu só podia me sentir imensamente feliz. Saímos da igreja acompanhados por uma chuva de arroz sem fim.
O salão estava todo iluminado com lustres de cristais pendidos do teto e com castiçais de prata herança da família de papai, sob uma toalha de linho num tom de creme onde se encontravam vasos de cristais como os da igreja também enfeitados com flores de jasmins e lírios brancos e o bolo com o noivo e a noiva no topo. Dos dois lados estavam às mesas para os convidados no meio mais perto do fundo do salão estava a nossa mesa, e, à frente da nossa mesa se encontrava a pista de dança onde logo estarei valsando com meu amado.
Minha mãe e meu pai vêm em minha direção com os braços abertos e os olhos transbordados de emoção, mamãe estava quase chorando ao me abraçar. Seu abraço era tão bom com certeza sentirei falta daqueles braços ao redor de mim durante a lua de mel, e papai parecia alegre e ao mesmo tempo triste, pois sua única filha se casara deixando os dois sozinhos em uma mansão com dez quartos e uma coleção de
Minha família era uma das mais ricas, mas infelizmente o nome da família Brookes não ira para frente já que minha mãe teve problemas para engravidar e de todas as tentativas dela e de papai o único resultado fora somente eu uma garota de olhos verdes cabelos loiros escuros de pele meio clara e de apenas um metro e sessenta e sete.
Minha mãe Elizabeth tinha um rosto delicado e um olhar meigo que deixava as pessoas ao seu redor se sentirem bem em sua companhia, meu pai era um homem alto imponente e apesar da arrogância que suas feições lhe davam era um homem calmo e simples e muito cavalheiro, mas serio acima de tudo. E lá do outro lado estava ele Philip meu marido cumprimentando os demais convidados já que era órfão perdeu a família muito cedo e não tinha parentes quem cuidou dele foi o seu tutor o senhor Thomas que por infelicidade também já havia partido desse mundo a cinco anos atrás, deixando Philip novamente sozinho no mundo, com poucos amigos e com a responsabilidade de manter a fortuna que herdara de seus pais.
Dançamos a nossa valsa ele me tinha tão próxima que podia sentir o calor de seu corpo através das roupas seu perfume invadiu minhas narinas me deixando quase sem ar e ansiosa para a festa acabar logo. A festa se prolongou por quatro horas eu já estava meio alta de champanhe, mas mesmo assim me despedi da minha família e então Philip me pegou pela mão e saímos rumo à carruagem para a nossa lua de mel. Havíamos partido a mais de uma hora e ainda estava tonta pelo champanhe passaríamos a lua de mel perto do mar. Eu adorava o mar e sempre que minha família tirava umas férias passávamos o verão na praia. Sempre gostei de molhar os meus pés nas águas espumosas e refrescante do mar é tão revigorante.
Nossa lua de mel estava tão maravilhosa que ate não parecia que já se passara quase um mês desde o casamento, como o tempo passa tão rápido quando se é feliz. Eu estava na varanda sentada lendo um livro de romance de Jane Austin quando vi que Philip se afastava com rapidez na praia aquilo me chamou a atenção, pois parecia estar com presa o que me deixou intrigada, pois ele nunca andava àquelas horas pela praia naquela direção, o vi cada vez mais longe e resolvi ir atrás para lhe fazer companhia, me levantei da cadeira e repousei o livro sobre ela e parti ao encontro de meu marido que já estava a muitos metros à frente. Quase o perdi de vista entre os coqueiros e continuei caminhando em sua direção, o vi andar por quase um quilômetro, por entre os coqueiros e palmeiras, tentei chama-lo, mas o vento não estava ao meu favor, tornando assim impossível dele me ouvir, não conseguia correr, pois meu pé ainda doía devido a um vidro que eu não vira na areia e acabei pisando a alguns dias atrás. Foi então que vi Philip entrar em uma casa pequena de praia o que parecia estranho, pois a casa não me parecia abandonada.
Entrei na casa uns minutos depois dele e ouvi vozes no andar de cima. Subi a escada que conduzia ao segundo andar onde havia um corredor com apenas duas portas, uma de cada lado, foi ai que ouvi novamente as vozes, me aproximei e vi que a porta do lado esquerdo estava entreaberta e foi nesse momento que vi o meu mundo ruir, aquele era Philip com outra mulher eles riam e se beijavam, não consegui me conter e disparei escada abaixo, correndo feito uma louca e foi ai que me distrai e não vi a cadeira na qual esbarei, ela caiu no chão com um barulho estridente e então ouvi Philip dizer:
- Quem está ai?
Não respondi apenas corri porta a fora, rumo à praia sem saber se havia tomado o caminho que levava a casa de praia de meus pais, estava tão desesperada que não percebi que alguém estava em meu encalço, então senti mãos me agarrando e uma forte dor na cabeça e tudo ficou escuro.
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O Misterio por katherine
RomanceFoi amor a primeira vista! Pelo menos era assim que Katherine pensava, até descobrir quem realmente era Philip. John não consegui entender qual é o fascínio que o faz desenhar sempre aquele mesmo rosto, aquela mulher até em seus sonhos aparecia. N...
