Ventos. Todos sussuram aos meus ouvidos. A chuva cai.Chora as almas perdidas.
A bela catástrofe. O horrível fenômeno.
E lá o vidro, separando-me de ti. Tão fina camada. Desejo tocar-lhe, o sofrimento quase palpável.
O vento. Sussurra. Cochicha, sobre o homem que foi, e não é mais.
O vento, a chuva. Em suas lamentações infinitas acariciam-me a face com um gelido sopro. Contam-me a vida que ja foi.
Quem há de merecer tão dura punição? Quem merece guilhotinas e açoites por algo que não fez? Por algo que queria fazer.
E o cinza do céu transportou-me. Não tinha mais matéria. Era o fim ao direito humano de intervenção a mim pertencente. Era a fusão do presente com o passado; a memória de quem viu, de quem viveu, a memoria dele.
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musicas ao vento
RomanceQuando percebemos que toda a realidade não é nada mais do parte da nossa imaginação. Pensamentos irreais que contornam os labirintos da mente. Açoes.que me levam sempre a encontrá-la.
