Eu até que lembro dos dias contigo,
e até que sei sobre não dever lembrar.
Eu até que sinto saudades tuas,
da tua face nua, do teu ser a me arrepiar.
Eu até que sei da agonia dessa tua ausência,
desse teu estar e logo não estar,
desse teu olhar acalentando minha carência.
Eu até que sei sobre despedidas,
facetas confusas, ir ligeiro, ácido de palavras doloridas.
Eu até que sei...
mas não sei dizer adeus,
olhando nesses olhos teus.
Hanna Negrão
