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P.O.V Woojin

Saíndo do hospital no meu horário de sempre onde podia ir na minha cafeteria preferida perto do local de trabalho.

    Só de longe você podia sentir o cheiro do café     delicioso e que ao sentir o gosto, parece estar em outro mundo de tão que é.

    Mas parece que dessa vez vai ser diferente pois uma pessoa desconhecida está no meu lugar onde eu sempre sento e que agora eu estou começando a achar o rosto conhecido.

    Não me importarei com um mísero lugar numa cafeteria.

    Até porque a cafeteira não estava cheia e tonha lugares para todos que entrarem.

    Peço o latte e um cappuccino a à atendente que já me conhece a alguns anos.

    - O de sempre Woojin?

    - Sim Jihyo, mas quem é aquele garoto que está no meu "lugar"? - Pergunto para a mais nova apontando a mesa distante de toda a cafeteria e que tinha visão para o lado de fora onde podia tranquilamente relaxar olhando o céu.

    - Aquele garoto? Eu não sei quem é, simplesmente apareceu aqui o que não é de costume ter novos clientes.

    - Que estranho, será que ele conhecia aqui antes? A cafeteria não fica em um lugar onde todos possam ver e quem conhece sabe que não parece muitas pessoas.

    - Sim, acho que sim, ninguém iria falar da nossa cafeteria se pedissem informação.

    - Mas mudando de assunto, quando você vai assumir o seu namoro para seus pais? Sabe que eles te amam muito e que sabem quase tudo sobre você.

    - Eu sei, eu quero contar, mas junto com o Hyunwoo, daí terei mais forças com as palavras e mais confiança de contar para meus pais.

    - Mas ele não está viajando?

    - Sim mas vai voltar logo, acho que daqui a uma semana pois vai acabar as gravações da continuação do filme.

    - Falando nisso, depois fala para ele me contar quando vai ser a data de estréia porque não quero perder a continuação de "O Mentiroso e Seu Amor" e logo em filme, daí mesmo que não perco isso por nada.

    - Eu falo com ele sim. - Nem percebo sua ida para buscar meu Latte e Cappuccino. - Aqui Woojin.

    - Obrigado Jihyo, até amanhã. - Aceno para a mais nova.

    Tomava meu cappuccino voltando para o meu carro mas parece que fui interrompido por um idiota.

    - Olha para onde imbecil, agora eu estou todo encharcado de café. - Fechava os olhos para tentar aliviar a raiva ou se não eu iria socar alguém.

    - Ai me desculpa, desculpa mesmo, não foi por querer, eu estava no celular com a minha mãe e acabei me distraindo, eu posso pagar outro cappuccino para você e uma blusa nova agora mesmo. - O baixinho se agacha e se eu não me engano, era o menino que estava no meu lugar na cafeteria só de ver por suas roupas.

    - Não precisa, a sua sorte que estou indo para casa... - Não consigo falar mais pois minha fala é cortada ao ver o rosto do idiota sendo levantado quando pega o copo de cappuccino e meus olhos se encontram com os deles.

    Não. Não é ele. Impossível.

    Achei que era impossível nos ver novamente mas parece que não.

    Como o mundo é pequeno né?

    A pessoa que me fez não gostar mais de ninguém está na minha frente, depois de anos sem nos falar.

    8 anos atrás

    - Vai Woojin, é fácil, vira essa bebida logo.

    - É Woojin, para de frescura. 

    Tomei coragem e tomei as 2 duas de vodkas batidas com algo que não sei mas são fortes. Até derruba cavalo se possível.

    - Vou no banheiro e já volto. - Ia ao lugar onde eu queria tanto, já não aguentava mais a bexiga que me incomodava tanto.

    Quando cheguei na porta do banheiro, ouvi vozes conhecidas e uma delas me chamou a atenção. 

    Park Jihoon.

    - Jihoon, eu acho que o Woojin gosta de você. - Meu amigo e amigo da pessoa que eu gosto, Daehwi, conversavam tranquilos sem querer se importar com quem ouvisse.

    - Será? Ele não parece muito que gosta de mim do jeito que você fala, porque as ações deles dizem outra coisa, ele me trata quase como irmão.

    Encosto minha cabeça na parede próxima a porta e continuo ouvindo.

    Não acredito que estão falando de mim e ainda Jihoon que disse para todos nós que não iria vir pois estava doente.

    Dois falsos. Lee Daehwi e Park Jihoon não viam com a gente mas vieram juntos e escondidos.

    Queria socar os dois nesse exato momento por terem sido hipócritas conosco.

    - Eu acho que sim, mesmo ele te tratando dessa forma mas o olhar dele diz tudo. Em qualquer canto que você está, ele tá te olhando como se fuzilha-se com os olhos.

    - Não viaja Daehwi, até porque ele não teria chance comigo, eu gosto de outra pessoa e recusaria a sua declaração de amor para mim. 

    Descia lágrimas em meu rosto lentamente e eu ouvia tudo de olhos fechados.

    Como eles podem fazer isso? 

    - Então tá, se ele gostar mesmo de você, por favor, seja carinhoso com ele para que não o possa sofrer.

    - Vou tentar mas tenho que ser direto e rápido para que ele escute de uma vez e sofra de uma vez. - As vozes estão cada vez mais perto, foi ai que decide sair da parede e ir embora sem avisar o pessoal pessoalmente.

    Limpava minhas lágrima na força do ódio e tentava enxergar algum táxi para mim ir embora desse lugar antes que eu faça merda.

    Hoje definitivamente não vou mais gostar de Park Jihoon. Vou parar de criar expectativas e seguir minha vida sozinho e sem ninguém já que nunca precisei de alguém para algo.

    Chamo um táxi e falo o meu endereço.

    Posso não mais gostar do Jihoon mas ainda vou sofrer mesmo assim.

    Ainda continuava caindo lágrimas de meus olhos e resmungava coisas sem nexo pelas bebidas que tomei.

    - Lenço? - O motorista me entregava lenço para mim limpar as lágrimas.

    - Obrigado. - Tirava alguns lenço para enxugar as lágrimas que estavam cessando.

    Nunca mais irei falar mais o nome Park Jihoon na minha vida.

    8 anos depois

    Park Jihoon.

    Parece que faz quase um século que não falo esse nome.

   Não queria tornar aquilo mais estranho mas do que já estava pela troca de olhares.

    Desvio o meu olhar tentando seguir em frente ao meu caminho original mas parece que não foi o bastante.

    - Park Woojin - Paro de andar e fecho os olhos lembrando de todas as vezes que o mais velho me chamava pelo nome.

    Não posso vacilar agora. Ele que fez a merda, então a culpa é dele. 

    Pensei e lembrei da cagada do menor.

    Nunca mais vou ser fraco como antes.

    Continuei andando sem dar importância e parece que o mesmo não me seguiu o que foi um alívio.

    Finalmente entrei em meu carro e respirei fundo pela tamanha força de vontade que tive de usar.

    - Dessa vez não vou ser fraco e um trouxa por saber que não vai rolar. - Dizia para mim mesmo enquanto ligava o carro e dava partida para à minha casa.

Salvação de um amorHistorias para obsesionarse. Descúbrelo ahora