Um mês se passou.
Já tinha me acostumado com a rotina corrida da nova escola. Os ensaios para a apresentação ficavam cada vez mais intensos. Na aula de Química Avançada,começávamos a nos preparar para uma disputa entre quatro escolas. E as coisas estavam bastante tranquilas no estágio na biblioteca.
Meu pai havia viajado outra vez á trabalho e eu constantemente cuidava de Vally e ajudava mamãe no restaurante. Apesar de ter ficado meio apertado, não deixei de passear com os cachorrinhos aos finais de semana, como eu sempre fazia.
No segundo domingo do mês, Lucca convidou Rebeca pra ir no cinema, então eu passei na casa dela pra ajudá—la a se arrumar.
—Então... Tá mesmo gostando dele né amiga?
—Sim. Muito. Nunca pensei que pudesse gostar tanto de alguém.
—Estou vendo. Pela sua carinha,ele deve ser realmente especial. Fico feliz por você.— disse,enquanto terminava de partir o cabelo dela.
—Ah, obrigada. —e se virou tão fortemente na cadeira que já até sabia do que ela falaria em seguida. — E o Chris? Como vão as coisas?
—Vão bem Beca. Mas nós somos apenas amigos, tá lembrada?
—Ah Cat, você sabe muito bem que ele te ama e eu sei que no fundo você está louca pra beijá—lo. Então chega de se fazer de difícil, amiga. Parte pra cima, antes que ele canse dessa de "bons amiguinhos".
—Beks, eu já me acertei com ele. Já disse que eu gosto muito dele,de verdade, mas que ainda to confusa. E além disso, eu não quero beijar ele ainda pensando no Pitter. Ele não merece.— percebi que ela murchou, e logo me convenci de que os meus argumentos eram fortes.
—Já percebeu que toda vez que você cita o nome do Pitter, seu semblante se entristece? E que toda vez que você fala do Christopher abre um sorriso de orelha a orelha?
—Não. Por quê?
—Porque o amor faz isso. Quando não é correspondido, vira uma coisa totalmente melancólica, monótona, triste. Mas um amor pelo qual se vale a pena lutar nos faz sorrir a todo momento. Só de lembrar da pessoa. E eu acho que o seu coração está começando a querer se abrir pra um novo amor, talvez o seu próximo e único amor. Mas sua razão e o seu cérebro tem muito medo de sofrer novamente. Então, siga o que você achar que irá te fazer feliz, e eu sugiro que não seja a opção de ficar lembrando á todo instante do seu passado.
Fiquei três minutos em média processando tudo o que Beca me falou. Ela estava certa, mas mesmo que Chris me fizesse feliz, me fizesse sorrir, eu ainda chorava ao me lembrar de Pitter. E eu sinceramente não sabia o que fazer. E era por isso que por enquanto continuávamos amigos. Porque eu estava confusa demais pra iludir um garoto tão legal quanto Christopher.
Cheguei em casa ás quatro da tarde, fiz um café fresquinho e passei o resto da tarde lendo "O Amor Mora ao Lado". Beca ficou de me ligar assim que chegasse em casa. Não estava muito ansiosa porque o beijo dos dois havia acontecido há tempos. Seria surpresa se ele pedisse ela em namoro.
Ás sete, meu celular era vibrou. Era uma mensagem do Chris. Sorri ao ver.
★E aí pequena. Como cê tá? ★
†Bem e você? Beca saiu com o 'namoradinho'. Acha que vai acontecer alguma coisa?
★Tomara né anã! Esse carinha é legal.★
†Como se você fosse um gigante né? †
★Maior que você!★
Dei uma gargalhada e apoiei minhas costas no travesseiro.
Três minutos depois, ele mandou outra:
★Vai na aula amanhã?★
†Se eu não morrer até lá.†
★Credo menina.Cadê seu pensamento positivo?★
† Ficou na sala de Matemática Avançada junto com meus conhecimentos ILIMITADOS sobre álgebra. †
★kkkk. Amanhã passo aí pra te buscar, princesa. ★
†Nossa, que cavalheiro. Não quer vir mais cedo pra tomar café comigo, mamãe e a Vally?†
★ Seria um prazer. Apareço aí 20 minutos mais cedo.★
†Promete *—* ? †
★prometo, pequena. ★
†Então tá. Beijo. †
★Beijão★
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Mais Uma Chance Para O Amor
RomanceCatarina precisava de um recomeço. Apesar de ainda amar Pitter, seu ex namorado, ela nunca foi de sofrer, e não deixaria que o término a abalasse. Mesmo estilhaçada por dentro, se mudou de escola, acompanhada de sua amiga Rebeca, e começou a viver e...
