A Famosa Seleção

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Mais uma vez estocando e estocando várias e várias prateleiras, não sabia mais distinguir marcas, meus olhos se fechavam lentamente, minhas pernas ficavam bambas, sinal de que meu corpo pedia descanso. Mas infelizmente não posso fazer nada para mudar.

Olá, mal deu para me apresentar, eu sou Alisson Kepner, tenho 17 anos, moro atualmente em Nova York, no Império Americano, sou da Casta 5, e vou contar um pouquinho da minha história.
Bem começar pela minha família, eu tenho 5 irmãos, calma, só 3 moram comigo.

A mais velha Audrey casou com um 3, foi viver com ele, e agora tem 2 filhos, se mudaram para Boston, minha mãe superprotetora não deixaria eles irem mais longe que isso.

O depois dela A.J. Está internado, depois de pegar uma depressão muito forte, passou a tentar se suicidar constantemente, achamos o certo a se fazer internarmos ele, para que não se machuque ou venha a morrer.

Eu sou a próxima, atualmente trabalho em um mercado, um restaurante e em um salão de beleza. Para conseguir pagar todas as despesas, eu tive que me virar em 3 empregos.

Ally é a 4ª nascida, meu chamego, meu tudo, minha melhor amiga, minha confidente, meu ponto de confiança, ela com seus 15 anos ela já trabalha, para ajudar nas despesas, ela queria tentar arrumar outro emprego, só que impedimos ela, por causa do colégio.

Alfred tem apenas 12 anos mas da mesma forma já tem seu primeiro emprego, atualmente trabalha vendendo revistas, jornais, distribuindo panfletos. É muito tímido sempre na dele.

Annie tem apenas 9 anos, ainda não trabalha, atualmente aproveita da infância.

Meu Pai trabalha no mercado comigo e em uma fabrica de embalagens, e como transportador dessas mesmas cargas. Um galã, sempre me conquista com seu sorriso, uma das poucas coisas que me tira o mesmo de mim após um dia de trabalho.

Minha mãe não trabalha, já trabalhou mas com o tempo veio se focando mais na casa e na criação dos filhos.

A gente consegue manter tudo, mesmo depois de toda a dificuldade que foi a ida do A.J. , nos deixou um pouco sem pernas, mas conseguimos nos reestruturar, aos poucos mas conseguimos.

Andando pelas ruas, depois de ter batido meu ponto no mercado, sentindo a brisa fria de Janeiro batendo nas minhas bochechas, deixando-as levemente rosadas, fazendo eu por minhas mãos para dentro do casaco, pois esqueci as luvas em casa. Impressionada que ainda não tinha neve, normalmente em Janeiro a neve ainda se permanecia até o final do mês. Chegando perto de casa, vejo uma silhueta alta encostada em um poste um pouco antes da minha porta. Tinha um certo receio se continuava ou não a andar nesse lado da rua. Mas chegando mais perto, comecei a reconhecer.

Era uma das poucas coisas que eu ainda queria ver hoje, uma das poucas coisas que poderiam me esquecer o cansaço.
Eu sabendo de quem se tratava, passei fingindo não conhecer. Senti seu braço passar pela minha cintura e me puxar para o seu peito, me fazendo sentir um pouco do calor que jamais naquele frio eu seria capaz de sentir.

~ Oque uma donzela como você anda fazendo nas ruas a essa hora da noite?

Dou uma risada fraca com um sorriso de canto. Abaixo um pouco a cabeça e fixo meu olhar naqueles olhos verdes que mais pareciam duas pedras de escarlate.

~ Acho que eu deveria perguntar o mesmo a você.

~ Como foi o dia?

~ Literalmente igual aos outros, sugando toda a minha capacidade de ficar em pé, e de forma mais direta, acordada!

Vejo uma manchinha escura, com certeza de passar o final da tarde na oficina. Passo levemente meus dedos limpando aquela pequena manchinha, na pele mais sedosa, que se possível passaria horas e horas só acariciando-a. Ele pega minha mão e leva a seus lábios, aonde dá um beijo leve, pude sentir sua respiração quente junto com a Maciez de seus Lábios.

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