Pov Adam
Ouço os gritos no andar de baixo e nem penso duas vezes em ir em direção ao quarto de Calum. Ele estava abraçando seus joelhos perto da porta, provavelmente por ter escutado que era o "motivo" da separação de nossos pais, o que não era verdade aquele casamento nem poderia ser chamado assim.
-Calum? - chamo ele passando a mão em seu cabelo.
Ele não fala nada apenas se aproxima de meu corpo e me abraça. Isso foi um sinal positivo que a possível crise não tinha se intensificado e que ele ainda me escutava. Confiro se a porta estava trancada, para então nos arrastar para a cama, onde eu encostei na parede para que Calum se deitasse em mim, como em todas crises em que eu conseguia contato físico com ele.
- "There will come a soldier
Who carries a mighty sword
He will tear your city down, o lei o lai o lord
O lei, o lai, o lei, o lord
He will tear your city down, o lei o lai o lord"
Ouço nossos pais subindo ainda discutindo o que faz Calum se desesperar um pouco mais. Abraço ele um pouco mais forte, cantando um pouco mais alto, num pedido para que ele se concentrasse na minha voz apenas.
Então o seu pequeno corpo começa a tremer e ele a soluçar, e ficamos abraçados até ele dormir.
O problema mesmo aconteceu no meio da noite quando eu senti seu corpo esquentar com a febre.
- Adam, eu to com frio. Tá tudo doendo. - meu irmãozinho disse em tom choroso.
Depois de um tempo ele vomitou tudo o que ele tinha jantado. E isso acarretou mais uma crise de choro enquanto eu o embalava como um bebê em meu colo, no chão do banheiro.
Eu sabia que não tinha antitérmicos ou qualquer remédio que fosse me ajudar em casa e eu me recusava a ir na farmácia e deixá-lo sozinho com minha mãe em casa, em hipótese alguma ele ficaria com aquela louca. O jeito foi levá-lo ao hospital. O coloquei no carro e sai o mais rápido possível, sem que nossos pais vissem.
[...]
- Pode me informar o nome completo do paciente e data de nascimento?- a atendente com cara de tédio pergunta calma enquanto eu estava mais estressado do que tudo. - Também preciso da carteirinha do convênio para conferir.
- Claro, Calum Edward Johnson, 23 de dezembro de 2004.
- Certo. Agora eu preciso dos dados do responsável legal, por favor. Um responsável já é suficiente. Apenas um documento com foto, por favor.
Essa pergunta me congelou por um segundo. Eu não poderia colocar o nome da minha mãe, acabariam ligando para ela e seria ruim, muito ruim. Meu pai então pior ainda.
- Adam Johnson, 5 de maio de 1996?
A atendente me olha com a sobrancelha erguida.
- Você é o responsável? Com, o que, 7 anos de diferença? Você espera que eu acredite?
Meu coração acelerou e eu tive a sorte de conseguir inventar uma história convincente o suficiente para o momento.
- Hunm 8 na verdade. Eu me tornei o responsável por ele há pouco tempo, por que meus pais foram trabalhar fora e como eu faço faculdade aqui na cidade, eles acharam melhor ele morar comigo e continuar na mesma escola de antes.
Ela provavelmente continuou desconfiada mas não falou mais nada o que foi um alívio. Com a pulseira do hospital em mãos fui atrás do meu irmão. Antes que eu pudesse achar ele ouço uma voz cantando.
- "There will come a poet
Whose weapon is his word
He will slay you with his tongue, o lei o lai o lord
O lei, o lai, o lei, o lord
He will slay you with his tongue, o lei o lai o lord"
Vejo que era apenas uma enfermeira com algumas fichas numa mão e um café na outra. Ela é bonita e estranhamente familiar mas eu apenas ignoro o fato e contínuo o caminho
Acho Calum sentado em uma das cadeiras, vou até lá e me sento ao seu lado. Ele se enrosca em mim como um coala e dorme apoiado em meu corpo até que somos chamados pelo médico que avisa que Calum vai passar a noite em observação.
[...]
Logo pela manhã tive que atender uma chamada do meu serviço, verifiquei que meu irmão estava dormindo antes de me afastar do quarto. Fui até a cafeteria comprei um café apenas para me manter acordado.
- Alô? Senhor Weng? O que? E-eu consegui a promoção? Muito obrigada senhor, eu juro que não vai de decepcionar. Sim, claro. Vou desligar, até segunda. Bom dia.
Eu consegui. Eu finalmente vou conseguir morar naquele apartamento, eu finalmente vou tirar meu irmãozinho daquele inferno. Sinto algumas lágrimas teimosas escorrerem pelo meu rosto mas logo as limpo e volto para o quarto.
- "There will come a ruler
Whose brow is laid in thorn
Smeared with oil like david's boy, o lei o lai o lord"
A mesma enfermeira de antes estava cantando para meu irmão que estava com uma carinha de choro.
- "O lei, o lai, o lei, o lord
Smeared with oil like david's boy, o lei o lai o lord
O lei, o lai, o lei, o lord
He will tear your city down, o lei o lai"
Continua cantando enquanto eu vou e abraço Calum de lado fazendo um carinho suave em seus cabelos. Percebo a bolsa com soro e provavelmente remédio, pego na mão de meu irmão e estendo para que ela possa colocar o soro no acesso enquanto enterro o rosto de meu irmão em meu peito.
- Obrigado. Posso perguntar uma coisa?
-Claro.
-Como você sabia que essa música acalmava ele? Aliás sua voz é linda.
Ela sorriu um pouco envergonhada e corada.
-Uma vez, muito tempo atrás, um garoto me viu chorando na escola e sem dizer nada ele apenas me abraçou e começou a cantar essa música para mim. O mais engraçado é que a gente nunca tinha se falado antes e ele me ajudou a superar um dos momentos mais difíceis da minha vida. E a gente virou muito amigos mas pouco tempo depois ele se mudou e perdemos contato.
Aquela história me parecia familiar. Não podia ser.
- Meg? Não acredito! Pocahontas é você mesmo?
Antes que eu pudesse fazer algo, Meg já estava encima de mim me apertando num abraço.
-Adam que saudade, seu desgraçado! Eu realmente achei que você tinha me abandonado! Pera, Adam... Então isso quer dizer que... Meu deus Calum como você cresceu, Pequeno príncipe.- ela me soltou e abraçou Calum com cuidado, como se a qualquer segundo ele pudesse quebrar. Ela limpava as lágrimas - Você nem deve se lembrar de mim. Você era tão pequeno!
Ele arregalou os olhos, eu sabia que ele se lembrava da única pessoa que chamava ele de "Pequeno Príncipe". Podia não se lembrar claramente mas lembrava.
- Pequeno... Príncipe...? Princesa?- e foi então que os dois choraram a alma para fora.
O médico que estava cuidando de Calum bate na porta, mas nenhum dos dois ouviu resolvi não interromper.
- Senhor Johnson? Está tudo bem aí dentro?
- Sim doutor, apenas conhecemos a Megan e há muito tempo não nos vemos. Mas enfim sobre o que o senhor veio falar? - ele não sabia das regras de ética do hospital mas duvidava que ficar chorando abraçado a pacientes era muito comum.
Que seja sobre Calum estar liberado para ir para casa, que seja isso por favor. Que não seja nada demais.
- Ah sim. Calum apresentou um quadro de Virose. Nada demais, ele apenas vai precisar descansar muito durante a próxima semana. Vou passar uma dieta e um remédio para dor. E ele vai ter que beber muita água, com a virose você pode acabar se desidratando muito fácil pois o corpo não consegue reter líquido, então se Calum não costuma tomar muita água você vai ter que ficar de olho nele. Fora isso tudo se encontra normal. Mais tarde eu peço para trazerem o atestado dele, e daí ele tá liberado.
Pela primeira vez em muito tempo as coisas parecem estar se ajeitando e dando certo. Tão certo que da medo, mas eu não vou deixar isso me atrapalhar. Não agora.
- Muito obrigado, Doutor Mark. - disse apertando a mão do mais velho em despedida.
Me viro e vejo que fui esquecido pelos dois. Eu estou tão feliz que nem me importo muito.
- Hey, Calum, o médico disse que mais tarde você vai ser liberado, o que acha da gente ir, sei lá, conhecer nossa casa nova?
Ele levou um tempinho para entender o que eu realmente quis dizer mas quando entendeu seus olhos brilharam e o sorriso que ele abriu sinceramente fez tudo valer a pena.
- VOCÊ CONSEGUIU!!! Eu não acredito!!! Não. Pera. Acredito sim, você é incrível! É lógico que ia conseguir!- ele disse me abraçando com força.
- Adam, não sei o que você conseguiu mas parabéns! Eu sei que deve ter sido incrível! Meninos eu estava com muita saudade de vocês mas eu, infelizmente, ainda sou somente uma estudante que tem que trabalhar. Me passem o número de vocês e isso não é um pedido!
Rimos da menina que não mudou nada, trocamos nossos números e ela foi trabalhar. Depois que ela, que fez questão de levar o atestado até o quarto só para nos despedirmos de novo, foi trabalhar levei Calum para conhecer o pequeno apartamento que eu estava negociando há tempos.
[ um mês depois ]
Coloco a última caixa no carro e Calum termina de ajeitar as mochilas no banco de trás. Finalmente saindo daquele inferno que para o mundo era perfeito, tínhamos vários momentos felizes mas não era tão perfeito quanto minha mãe mostrava para o mundo. Ela não era uma má pessoa mas ela simplesmente não sabia ser mãe.
- Pronto?
- Siiiiiim!
E foi assim que passamos uma tarde arrumando a casa toda, com um som alto mesmo que não tão alto para que não incomodasse os vizinhos. Eu sei que nós somos basicamente duas crianças, mas a gente sabe respeitar os vizinhos, e sabemos o quanto música que não é do seu estilo irrita.
Quando finalmente pudemos nos jogar no chão, tocam a campanha. Minha vontade agora é de me fingir de morto e esperar a pessoa desistir, mas meu senso de comportamento não deixou.
- Sim? Meg! O que você tá fazendo aqui??? - disse abraçando a garota
- Eu moro aqui. Aliás sou sua vizinha da frente e como uma boa vizinha que tem costume de velha, vim trazer comida para vocês. - disse entrando na casa sem nem esperar eu convidar. Intimidade é um negócio muito louco, podem ter passado anos sem a gente se ver e mesmo assim a gente ainda tem a mesma intimidade.
Pego as sacolas das mãos dela, levando para a cozinha ( nem sei se ela percebeu ), enquanto meu irmão vem correndo igual uma criança, gritando um sonoro "Megaaan" e se joga em cima dela. Coloco na mesa as sacolas e três xícaras para o chocolate quente.
- Adam quer ajuda? - Meg pergunta entrando na cozinha com Calum que se sentou na mesa e pegou um Cookie de dentro do pote.
Provavelmente Megan fez tudo o que trouxe para nós e deu um jeitinho de deixar tudo saudável. Eu realmente não sei como a comida dela é tão gostosa e saudável.
- Por favor. Você pode terminar os chocolates quentes enquanto eu pego um prato para colocar os Cookies? Calum para de comer e vem ajudar também!
Depois de tudo pronto fomos para a sala assistir algum filme e acabou que os três dormiram um em cima do outro.
[...]
Depois da terceira sexta feira consecutiva nós definimos que sexta era dia de festa do pijama em casa.
E isso acabou nos proporcionando os melhores momentos e memórias que eu poderia ter.
Por exemplo, foi em uma sexta, que Calum tinha ido dormir na casa de Yuri um amigo da escola, eu e Meg ficamos sozinhos em casa assistindo uma comédia romântica qualquer, eu comecei a notar meus sentimentos por ela. E simplesmente aconteceu, a gente se beijou no meio do filme, não sei quem começou ou quem terminou mas não importa muito.
Pouco tempo depois começamos a namorar, claro que Calum se sentiu "traído" com isso mas ele logo entendeu e adorou a ideia, um pouco mais do que deveria. Calum começou a sair bastante com Yuri, tipo todos os sábados praticamente. E eu já desconfiava que aquela amizade era algo a mais.
Numa sexta antes de começarmos a assistir o filme escolhido ele resolveu falar com a gente:
- Adam... Meg... E-eu tenho uma coisa para falar com vocês... - ele disse um pouco nervoso parado na frente da televisão.
- E-eu to gostando de alguém...
- E quem é essa pessoa?
O sussurro que ele deu foi tão baixo que não entendemos e pedimos para que ele repetisse com calma.
- O Yuri...
- E vocês já estão namorando?
- O-o que?! Não!
Ah merda!! Não!!! Eles tinham que estar namorando!! Calum por que tão lerdo?? Ah não, a Meg tá rindo, a risada de quem vai aprontar.
- Amor, eu ganhei a aposta! Sabe o que isso significa? Que você vai ficar lindo de cabelo azul!
A cara de confusão do meu irmão foi impagável, não sei o que ele pensou que a gente faria.
- Vocês não estão bravos? Tipo " hello eu gosto de garotos"? Não vai ter choro, gritos, nada? Vai ser fácil assim? Vocês não vão brigar comigo? - ele parecia até mesmo um pouco decepcionado mas isso não importava.
- Pequeno Principe, entenda uma coisinha simples: a gente te ama e desde que você esteja feliz tá tudo bem. Mas cara, a gente meio que já sabia que você gosta do Yuri, tava quase estampado na sua testa. E graças a sua lerdice eu acabei de ganhar a aposta que eu fiz com seu irmão. Simples assim.
Meu cabelo vai morrer... meu cabelo é tão macio... tão lindo... meu cabelo vai cair por causa da louca da minha namorada... surto.
- Não é simple não!!! Calum por que você não podia estar namorando o Yuri?! E sim eu estou chorando!
Na semana seguinte estava eu estava de cabelo azul, Calum namorando e Meg rindo da minha cara. E sinceramente tem sido os melhores meses da minha vida, das nossas vidas.
[ alguns anos depois ]
Vou para a biblioteca buscar Calum no trabalho, hoje é sexta dia de festa do pijama. Percebo que cheguei um pouco cedo demais quando vejo ele tocando seu violão para as crianças.
- "There will come a soldier
Who carries a mighty sword
He will tear your city down, o lei o lai o lord
O lei, o lai, o lei, o lord
He will tear your city down, o lei o lai o lord"
Conforme os anos passaram a nossa tradição de sexta foi agregando novas pessoas que se tornaram a nossa estranha e praticamente toda adotada família. Yuri, que ainda namorava meu irmão, Melanie que é basicamente a melhor amiga do casal e Emma, minha pequena menininha, minha primeira filha com Megan ( não, ainda não somos casados mas é a vida ). E falando em um dos diabos, Yuri vem até mim para observar Calum e me cumprimentar.
- Eai, sogrão?! - ele pegou essa mania quando Calum disseram que eu tinha praticamente criado ele. Desde então Yuri me chama de sogro.
- Já falei para não me chamar assim ô idiota. Você conseguiu buscar para mim?
- Lógico! Tá duvidando do pai aqui? Aí credo, to falando igual hétero top. Mas sim, Romeu, eu como seu bravo escudeiro fui buscar o anel. Aliás já tava na hora de você e a Meg se casarem. - Yuri fala com um sorrisinho.
Reviro meus olhos para o garoto, apesar de saber que ele em partes estava certo. Antes que qualquer um dos dois conseguisse registrar, meu irmão veio correndo e pulou nas costas do namorado e se agarrou nele como um coala numa árvore.
- Oi! A gente já pode ir! - disse meu irmão beijando a bochecha do namorado.
Voltamos para o apartamento a pé, quer dizer Yuri e eu por que o preguiçoso do Calum foi nas costas do namorado. Ainda moramos no mesmo apartamento, Megan simplesmente se mudou para ele quando descobrimos a gravidez dela e quando Emma nasceu colocamos o berço em nosso quarto mas resolvemos que já era a hora de nos mudarmos para algum lugar maior.
Entrar em casa e ser recebido por uma mini versão de mim com os olhos da Meg, com certeza era uma das minhas coisas favoritas no mundo.
- Papai! - Emma deixa um beijo babado na minha bochecha - como foi o dia??? Sabia que hoje a mamãe me levou pra tomar sorvete??? Hoje a gente vai ver "a origem dos guardiões", né??
- Sim, sim mocinha, hoje é dia de "origem dos guardiões". Meu dia foi bem chato no escritório por que uma tal de Emma não passou o dia comigo e me trocou por sorvete! - comecei a fazer cócegas na minha filha.
- Amor! Nem ouvi você chegando!- Megan não muda nunca, sempre meiga quando quer, e em dias que nem hoje, chega tirando minha filha do meu colo. Brincadeiras à parte, ela chega me da do um breve selinho, o que me faz querer casar o mais cedo possível com ela.
Percebo que Emma ainda estava com a jardineira jeans dela e vejo a oportunidade perfeita.
- Meg, amor, vai pondo o filme que eu vou trocar a Emma e tomar um banho pode ser?
Megan logo concorda me pedindo para dar banho na Emma também. Encho a pequena banheira do banheiro e logo entro com a minha garotinha, aproveitando a situação para pedir a ajuda dela.
- Filha, o papai precisa de ajuda pra uma coisa muito importante!
- O que ? O que? Eu quero ajudar!
Cara, como eu amo essa menina.
- Eu quero pedir a mamãe em casamento! Só que primeiro a princesa tem que dizer se pode ou não.
Ver os olhinhos dela brilhar assim por ser incluída faz valer a pena todas as noites em claro que eu passei velando seu sono depois dela acordar chorando. Faz tudo valer a pena.
- Sim! Sim! Como a gente vai pedir a mamãe em casamento? Você num comprou flor né? Você sabe que a mamãe começa a espirrar toda vez que fica perto de flor!
- Muito bem, anjo! Eu comprei chocolate, o preferido dela desde pequena e também um anel. Um para ela e um pra você, minha princesa!
O sorriso que ela abriu foi indiscritível, foi um sorriso de felicidade genuína e tão puro, eu sou um pai babão admito mas não tem como olhar para Emma e não ficar encantado por essa menina.
- É sério? Você comprou um pra mim também? Aaa, obrigada! Você é o melhor papai do mundo! - ela disse me abraçando.
Depois do banho entreguei a Emma uma carta e a caixinha com o anel.
- Mamãe! O papai pediu pra eu te entregar!
Eu desde sempre escrevi cartas para Megan, tipo desde sempre mesmo, então ela na desconfiaria.
- Lê pra mim mamãe!
Claro que Emma ia pedir para ela ler.
- " Amor algo difícil de ser explicado com palavras difíceis. Amor não deveria ser algo que cabe num dicionário. Amor deveria explicado como Megan e Emma ( e Calum também mas isso não vem ao caso ), pelo menos para mim, Adam Jonhson.
E eu amo cada detalhe de vocês. Eu amo o sorriso idêntico das duas, eu amo seus olhos e cabelos, mas principalmente amo o coração de vocês, amo a coragem, amo a bondade, amo como são verdadeiras, amo vocês por inteiras, cada detalhe.
Megan você é meu passado, mas junto com Emma, é meu presente e vocês serão meu futuro... Se você aceitar é claro...
Abram a caixinha e sigam as pistas."
Pov Megan
Abri a caixinha e lá encontrei um bilhete e um chocolate.
"Uma dica por um cookie", cozinha, com certeza cozinha...
- Vamos Emma é um caça tesouro! - seguro em sua mãozinha e fui em direção à cozinha.
- Siiiim!!!
Encontramos a segunda pista dentro do pote de cookies.
"Eu quis dizer o nosso primeiro cookie", nosso primeiro cookie? Sala? Não, pensa pensa... Porta! Eu cheguei com os cookies para ele e pro Calum. Bingo um bilhete colado a porta!
"Hoje é dia de A origem dos Guardiões, né?", sala.
Procuramos em todos os lugares e não achamos nada, que dizer eu não achei nada.
- Mamãe! Olha é um anel! E a dica! - a danada estava com a caixinha do DVD da Origem dos guardiões aberta. Como eu não pensei nisso?
- Deixa eu ler "A maior prova de amor que eu poderia ter não é um objeto. O maior amor que eu sinto é pela minha filha, minha princesa, meu bebê. Esse anel é para você lembrar que não importa quando ou onde a gente sempre vai estar com você Emma. Você é nosso bem mais precioso. Eu te amo, filha". - limpei uma lágrima que caiu e virei o papel - "Agora sua dica, onde a mais bela de todas descansa"
Fomos para o quarto e achamos três fita amarradas ao berço de Emma.
"Azul, roxo, amarelo e vermelho. Não saia dessa ordem" e eu segui azul tinha uma caixa com varias fotos nossas desde quando éramos crianças, roxo eu achei mais chocolates e no amarelo eu achei cookies ( que Emma pegou para comer ). Segui o vermelho até a pequena varanda no apartamento e vi que a fita vermelha ia até lá em baixo no parquinho/ jardim do prédio e no final da fita estava lá Adam.
- Eai? Não vão descer? - aí se ele soubesse o quanto aquele sorriso me conquista todos os dias.
Emma quis ficar com os tios dela então eu desci sozinha, eu estava tremendo já e as lágrimas ja estavam começando a surgir.
Quando sai para o jardim lá estava ele ajoelhado no chão, com a caixinha do anel aberta em minha direção.
- Megan, meu amor, você quer casar comigo?
- Sim... Sim!Sim!- eu me joguei em cima dele o beijando. Ouvimos gritos e assobios vindo de cima e logicamente era o trio da bagunça, Emma no colo do Yuri e Calum gravando com o celular.
- Papai a mamãe já disse sim, sobe logo pra gente assistir o filme!! Vocês prometeram que hoje era dia de a Origem dos Guardiões!
Todos riram da fofura da menina. Adam olhou apaixonado para Megan e pegou em sua mão para colocar o anel.
Subiram para a festa do pijama quando terminaram de arrumar tudo, Melanie entrou na casa.
- Oi, oi! Desculpa o atraso, meu chefe mandou eu fechar o café hoje. Perdi alguma coisa?
A garota perguntou se jogando no sofá.
- Ah, nada demais. Só o pedido de casamento mais fofo do mundo...
- Então tudo bem... Não pera! Como é a história?...
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Soldier, Poet and King [EM REVISÃO/processo de correção de erros]
RomanceOnde Adam só quer o melhor para o seu irmãozinho,
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