a boca, o beijo
te desejo. sempre quando me deito.
olho os registros que fiz de ti
eles me atormentam toda noite.
e quando o crepúsculo bate em minha janela chamando-me para admirar a lua
os olhos teus se imprimem nela
grandes olhos negros claros
fartos de encantamento e magia
eles me encaram de volta
me indagando como os teus mesmo fazem
a mimese me ilude
e desmancho-me em saudade
à ficção da luz fugente, dispo-me,
esperando em meus sonhos por tua vinda.
a lua não mente nem recrimina
meu sofrer
o farol antecipa o clarão
que teus olhos acompanharão
arqueando cada maçã de seu rosto
o meu regalo é entregue
vejo teu sorriso
e me agarro a ele
nua por dentro
sinto o fulgor de cada pulso no teu peito
Queima pois era meu remédio
Queima a enfermidade de minha melancolia
Como a lua me prometia
Tu vieste
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Ebriedade Sóbria
PoetryOs pensamentos e sentimentos de uma mulher afogada em seus amores.
