MEMORIAL DE PEDRAS

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Engraçado que agora faz mais sentido quando acaba
As abominações da carne criaram as depravações que nos separam e nos desviam por um oceano de divagações

Quem é essa que hora vem seduzindo hora fustigando convencendo me do erro sem me deixar convencer
Começando a algia inflamada redigida no cerne da alma como consequência de um planejamento articulado

A hironia ambivalente adiante indiferente de nossas implicações e arde como ignição voraz como dardo que rompe o ferro e a carne ou só mais uma extensão de uma de suas memorias

Em teu corpo te marquei com as minhas digitais, como um selo perpétuo que não pode ser desatado
As memórias que nos paralisa sob lençóis amassados e agora não precisamos nos entender com palavras

Nos portões da eternidade todas as coisas convergem para se distanciarem ainda mais pois existe uma conspiração latente guiando as estrelas errantes para se chocarem em fim
Ou eu me embriaguei no vinho divino

Algo acima de minhas palavras te fará perceber as frequências exatas da luz e só então finalmente será tarde.
E enquanto te ausentar não atendo por nem um nome e guardarei só para mim a minha presença.

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