𝕮𝖆𝖕𝖎́𝖙𝖚𝖑𝖔 1

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Há mais tempo do que o próprio tempo, deuses lutavam pela soberania de tudo, na grande arena que era o próprio vazio, pois ainda não existia nada.

Espadas, raios, flechas e todo tipo de feitiço eram conjurados por todos. Muitos deuses se uniram: uns pelo amor, outros pela dor e outros pelo medo.

Muitos pouparam seus inimigos e irmãos; já outros mataram friamente. Após longos setecentos mil anos, a grande batalha teve fim. Então, foram decididos os doze deuses soberanos, sendo eles:

𝑳𝒖𝒏𝒂 -  𝑨 𝑫𝒆𝒖𝒔𝒂 𝑫𝒂 𝑳𝒖𝒂.
𝑺𝒐𝒍𝒂𝒓𝒊 - 𝑶 𝑫𝒆𝒖𝒔 𝑫𝒐 𝑺𝒐𝒍.
𝙎𝙞𝙧𝙞𝙪𝙨 - 𝙊 𝘿𝙚𝙪𝙨 𝘿𝙤 𝘼𝙢𝙤𝙧.
𝙎𝙞𝙙𝙜𝙖𝙧 - 𝙊 𝘿𝙚𝙪𝙨 𝘿𝙖 𝘼́𝙜𝙪𝙖.
𝑳𝒆𝒕𝒓𝒊𝒂 - 𝑨 𝑫𝒆𝒖𝒔𝒂 𝑫𝒂 𝑻𝒆𝒓𝒓𝒂.
𝑫𝒂𝒎𝒐𝒏 - 𝑶 𝑫𝒆𝒖𝒔 𝑫𝒆𝒎𝒐̂𝒏𝒊𝒐.
𝑴𝒂𝒓𝒊𝒂𝒏 - 𝑨 𝑫𝒆𝒖𝒔𝒂 𝑫𝒐 𝑽𝒆𝒏𝒕𝒐.
𝑺𝒆𝒍𝒆𝒏𝒂 - 𝑨 𝑫𝒆𝒖𝒔𝒂 𝑫𝒂 𝑱𝒖𝒔𝒕𝒊𝒄̧𝒂.
𝑫𝒊𝒓𝒊𝒂𝒏𝒂 - 𝑨 𝑫𝒆𝒖𝒔𝒂 𝑫𝒂 𝑫𝒊𝒔𝒄𝒐́𝒓𝒅𝒊𝒂.
𝑩𝒂́𝒓𝒊𝒐𝒏 - 𝑶 𝑫𝒆𝒖𝒔 𝑫𝒂𝒔 𝑭𝒍𝒐𝒓𝒆𝒔𝒕𝒂𝒔.
𝑷𝒓𝒐́𝒕𝒊𝒐𝒏 - 𝑶 𝑫𝒆𝒖𝒔 𝑫𝒂𝒔 𝑩𝒆𝒔𝒕𝒂𝒔.                                                                                                               

𝑬𝒗𝒆𝒍𝒚𝒏 - 𝑨 𝑫𝒆𝒖𝒔𝒂 𝑫𝒂 𝒇𝒐𝒓𝒋𝒂.

Com a criação da raça humana, o mundo foi dividido em partes iguais. "Países" foram fundados e, nesses países, as pessoas eram devotas ao deus soberano de seu território. Cabia a cada deus prover tudo aos seus servos.

Porém, as brigas entre servos e filhos dos deuses eram constantes. A inveja e a ira levavam os filhos dos deuses a lutarem entre si.

Então, foi decidido que haveria um torneio a cada cem anos, que serviria para atender ao desejo de um povo. Um representante era escolhido para lutar e representar sua nação e seu deus. Caso ele ganhasse, teria o direito de fazer um pedido que poderia influenciar seus próprios interesses, a raça humana, seu país ou até mesmo os próprios deuses.

No centro do mundo foi fundada "Selaron", uma escola destinada ao treinamento de todos os servos e filhos dos deuses.

Os representantes precisavam ser escolhidos com grande critério, tanto em poder mágico quanto em força bruta; ainda assim, deveriam ser aprovados perante os doze deuses maiores.

Em cada país existia um templo dedicado à adoração de seu deus. Em cada templo havia uma joia, que era iluminada com o sangue de seu representante ao atingir a idade de dezoito anos. Quando a joia se iluminava, um feixe de luz era enviado à Grande Árvore, na Grande Praça, simbolizando que o representante daquele país havia sido escolhido e estava pronto para lutar pelo direito de fazer um pedido aos deuses.

Com o passar dos anos, alguns deuses começaram a manifestar desejos carnais, incluindo a inveja e a ira, o que resultou no desaparecimento de Luna, a Deusa da Lua, e na queda de Sírios, o Deus do Amor (sobre o desaparecimento dos deuses não nos é permitido escrever!).

Os lunares, devotos da deusa Luna, foram quase totalmente extintos, restando apenas o pequeno reino de Leonor, onde estava localizado o templo da Deusa da Lua. Já os devotos do deus Sírios permaneceram sob os cuidados da deusa Selena, a Deusa da Justiça.

Foi decidido que o próximo torneio seria adiantado em cinquenta anos a partir da data do desaparecimento de Luna e da queda do Deus do Amor. Assim começa a nossa história.

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