Prólogo

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Lugar: Chicago, EUA
Data: 13/01/2017
Hora: 08:43
Tempo: Chuvoso

            
                               Graceland Cemetery

      A vida sempre foi difícil, e solJi-ah Smith, sabia disso. Mas não imaginaria que a vida lhe passasse uma rasteira, deixando ela totalmente ferida e caída nesse poço sem fundo. Um lugar sem luz, sem alegria, sem sorrisos, apenas o vale de tristeza. Ji ah, se sentia morta, solitária, sozinha.

      A vida tinha tirado o bem mais precioso que tinha. Agora, observava a areia suja, sendo jogada sobre o caixão. Os momentos feliz e tristes, passavam por sua mente conturbada. Era com esses momentos que tinha que se conformar, para ter ela perto de si. Seu coração se apertava e uma dor inexplicável o rodeava, como se mil facadas o atravessem.

    Ji ah é a primeira a jogar a rosa branca, uma das preferidas de sua mãe. No entanto, no caixão havia o buquêr de rosas amarelas. Para Ji ah as rosas brancas, lhe lembravam a paz que tinha. Ela sempre dizia a Ji ah, que a amarela representava o que a Ji ah era para ela. "Gosto da amarela, pois me lembra o sol. E você é o meu sol, Ji ah".

  A mãe de Ji ah, sempre dizia que " Paz é encontrada nos momentos difíceis, é só imaginar algo bom e sorri, em meio as tempestades que o sol surgiria e a chuva ia embora, deixando um lindo arco-íris no céu". Para Ji ah, o que representava o céu, era as rosas azuis.


Sua preferida.

  
    Enquanto, Ji ah dizia que sua mãe era sua lua, tão branca e brilhante, como a rosa branca. Agora, ela se perguntava... Quem a iluminaria na escuridão? Quem a faria a não temer o escuro e andar por ele sem medo?

   O caixão não aparecia mais, apenas a terra úmida pelas gotas de água que começaram a cair. As lágrimas desciam pelo rosto rapidamente, deixando a chuva aumentar, expulsando as pessoas que lá estava. Ji ah de joelhos, apertava com as mãos a terra que cobria o caixão. Chorou. Soluçou. Lamentou.

    Era definitivo. Ji ah, não a teria de volta. Estava tudo acabado. Se levantou se sentindo tonta e fraca. Uma parte sua morreu e só haveria de novo, quando chegasse, sua hora. Olhou mas uma vez para a lápide com a foto sorridente da mulher mas linda e virou as costas sentindo a chuva a chicotear por inteira. Ela a deixaria para trás, mas ela estaria com Ji ah para sempre, em seu coração. Sua eterna e amorosa...

       Mãe.

***

    O vento balançava os cabelos pretos de Ji ah, enquanto ela olhava pela janela do carro. Depois de uma semana, seu pai onde ela morava e a procurou, mas quando chegou em Chicago, teve a dolorosa notícia de que seu único e verdadeiro amor, tinha falecido. Depois que descobriu que a filha poderia ir para um orfanato, preparou tudo e conseguiu a guarda de Ji ah para si.

  Ji ah acabou de colocar os pés em solo sul-coreano e agora, estava indo em um carro particular do seu pai, com motorista para ela e o irmão.

  Seu irmão.

     Ela não o conhecia. Para falar a verdade, ela nem sabia que ele existia. Nem o pai ela sabia que estava vivo durante esses anos. Foi uma grande surpresa ao saber que seu pai a procurou durante 15 anos e que sua mãe Sunhee à escondeu por todo esse tempo.

   Ji ah não ficou com raiva por sua mãe ter feito isso. Ela só queria saber o motivo por a ter escondido durante esses anos. A garota acreditava que sua mãe tinha os seus motivos para fazer o que fez. Fechou os olhos sentindo o vento gélido bater no seu rosto, apenas abriu os olhos quando sentiu que o carro parou de andar.

Hwarang: I hate you, I love you : AntiguidadeStories to obsess over. Discover now