Não chore, não me olhe assim, eu sei o que você irá falar, mas não dizes isso para mim.
Eu tentei sim, eu lutei sim, meu incentivo foi você, sim. Triste, o fim. Percebi, enfim, que o "até o fim", acabou no "begin".
Por que acabou? Sinto que uma parte de mim fugiu, correu, se espantou, morreu.
Pra onde você foi ? Não consigo mais te ver, cadê você? Te perdi no clarão do dia,
Que vã foi a água que escorreu pela pia, eu disse que até o esgoto por você eu iria.
Eu digo para mim, saia daqui! Tristeza minha, que me assola; que me enrola com teus espinhos ardilosos...
Ah triste céu que chora, por dar vida a uma terra que com ela pouco se importa.
"Ai", direi. Cade você? Ó deus de Spinoza.
Queria eu, que minha felicidade fosse como uma dança, sem tristeza, apenas lembrança de tudo. Contudo, vivo apenas com o seu vulto.
Por fim, digo para mim: Viva! A morte do luto.
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Poesias de um hipócrita
PoésieCompartilhando a hipocrisia figurada em meu ser. Caso você se assemelhar leia e escreva. Portanto, sonhe para que um dia a sua hipocrisia fuja do seu eu, assim como do meu. Capítulos finalizados
