One

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Ludmilla

Eu caminhava mais uma vez pelas ruas geladas de Seattle, o tempo sempre chuvoso, me fazia pensar muito na vida e no que eu estava fazendo com ela.
Dona de uma das Maiores multi nacionais de todo o mundo, com uma noiva "perfeita", minha vida é regrada desde que eu me entendo por gente. E isso torna tudo tão chato, amanha vou assumir a sede que era aqui em Seattle. Não é como se eu estivesse em pânico mais parecia que eu não estava vivendo a minha própria vida. Exaustivo.

Parei na frente de um bar apenas uma dose não faz mal a ninguém. Me sentei próxima a bartender que me deu um sorriso sugestivo. Eu revirei os olhos em cansaço.

—Uma dose de whisk, por favor! — Eu pedi e a mesma me serviu, eu fiquei alguns minutos olhando para o líquido dentro do copo, antes de virar o mesmo com gosto sentindo queimar todo meu corpo por dentro.

Estava na quarta dose e agora ja estava mais simpática e aberta a conhecer pessoas, a bartender se chamava Patty, aliás. Senti alguém se sentar ao meu lado e olhei pra uma mulher totalmente provocante, ela estava vestida com uma calça preta e um cropped nude tinha os cabelos negros e cacheados, tudo nela parecia ter sido desanhado a mão e abençoada por Deus, sem solbra de duvidas dua melhor obra.

"Posso te ajudar?"

A voz da morena me tirou do meu devaneio, balancei a cabeça em negação e sorri sem graça.

—Acredito que não! — A mesma sorriu novamente voltando a sua atenção para o bar.

—Que pena então! — Ela sorriu dando de ombros e se levantou debruçando sobre o balcão, observei sua bunda e mordi meu lábio.

—Ludmilla! — Eu disse chamando a atenção da mesma que me olhou curiosa — Meu nome é Ludmilla!

—Brunna! — Ela disse sorrindo pra mim e voltando a se sentar quando observou Patty vindo em nossa direção — Vadia, uma cerveja?! — Patty deu o dedo para ela que revirou os olhos e riu logo em seguida. — O que te traz aqui?

Eu dei de ombros rodando o dedo em volta da borda do meu copo.

—Apenas aproveitando mais uma noite e você o que te trás aqui!? — Ela sorriu e foi como um tiro a queima roupa.

—Bem, acredita se eu disser que sou a dona? — Eu sorri surpresa — Mas, faço outras coisas também. — Ela deu de ombros dando um gole na sua cerveja e me medindo de cima a baixo.

—Incrível, as mulheres vão dominar o mundo.

Ela sorriu novamente, e se virou me dando total atenção.

—Uma mulher tão bonita quanto você não deveria estar sozinha aqui! — Ela colocou sua mão sob a minha e eu pude ver pingar as segundas intenções de cada palavra da frase.

—Eu sei me proteger! — Dei um gole no meu whisk e olhei para os lábios da mesma.

[...]

Acordei ouvindo meu celular pela enésima vez, me sentei na minha cama coçando os olhos eu não sabia como havia chegado em casa. Peguei o telefone e atendi o mesmo que insistia em tocar.

—Oi! — saiu mais como um sussurro
—Aonde você está! — A voz do meu advogado e melhor amigo surgiu na linha
—Na minha cama! — eu disse obvia e pude ver o mesmo revirar os olhos
— Se arrume e venha trabalhar, voce não é mais criança Ludmilla sua mãe está soltando fumaça
—Mande a Dona Silvana esperar, estou indo marcos!

Desliguei me levantando, entrei no banheiro e tomei um susto assim que vi meu pescoço, ela tinha um chupão enorme próximo a clavícula, me virei e minha costas estavam arranhadas. O que aconteceu? Eu tentei me forçar a lembrar mais a noite anterior parecia um borrão na minha mente, como eu cheguei em casa!?

HundredWhere stories live. Discover now